Brasilia en el espejo de la planificación

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Fecha
06/2021
Editorial
Universidade de Brasília. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Revista
Paranoá
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Institución organizadora
ISSN
1677-7395
eISSN
1679-0944
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Idioma
Español
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Resumen
Una de las paradojas que ha enrarecido la comprensión de Brasilia es que la empresa de mudar la capital pareció hecha a la medida de la planificación desarrollista, al tiempo que todos los pormenores de su proyecto y realización la muestran como el producto por excelencia de la cultura arquitectónica, contradiciendo punto a punto aquel ethos planificador. Lo primero explica el entusiasmo de tantos que la entendieron como la encarnación más plena de una ambición político-territorial sustancial para una transformación progresista de América Latina, mientras que lo segundo sustenta el desconcierto e incluso el repudio de tantos, ante la ausencia de cualquier esbozo de programa urbano-territorial. Analizando debates de los años sesenta en Brasil y América Latina, en el artículo se busca comprender qué muestra esta paradoja tanto de Brasilia como de la planificación, haciendo hincapié en la interpretación de dos analistas clave del período, Jorge Wilheim y Mario Pedrosa.
Um dos paradoxos que tem dificultado o entendimento de Brasília é que a empreitada de mudar a capital parecia feita sob medida do planejamento desenvolvimentista, enquanto todos os detalhes de seu projeto e implantação a mostram como o produto quintessencial da cultura arquitetônica, contradizendo ponto por ponto esse ethos de planejamento. A primeira explica o entusiasmo de tantos que a compreenderam como a encarnação mais plena de uma ambição político-territorial substancial por uma transformação progressista da América Latina, enquanto a segunda sustenta a confusão e mesmo a rejeição de tantos, na ausência de qualquer esboço de programa urbano-territorial. Analisando os debates dos anos 60 no Brasil e na América Latina, o artigo busca compreender o que esse paradoxo mostra tanto em Brasília quanto no planejamento, enfatizando a interpretação de dois analistas-chave do período, Jorge Wilheim e Mario Pedrosa.
One of the paradoxes that has made the understanding of Brasilia rare is that the enterprise to move the capital seemed to be tailored to developmental planning, while all the details of its project and implementation show it as the quintessential product of architectural culture, contradicting point by point that planning ethos. The first explains the enthusiasm of so many who understood Brasilia as the fullest incarnation of a substantial political-territorial ambition for a progressive transformation of Latin America, while the second sustains the confusion and even the rejection of so many, in the absence of any outline of urban-territorial program. Analyzing debates of the sixties in Brazil and Latin America, the article seeks to understand what this paradox shows both about Brasilia and planning, emphasizing the interpretation of two key analysts of the period, Jorge Wilheim and Mario Pedrosa.
Um dos paradoxos que tem dificultado o entendimento de Brasília é que a empreitada de mudar a capital parecia feita sob medida do planejamento desenvolvimentista, enquanto todos os detalhes de seu projeto e implantação a mostram como o produto quintessencial da cultura arquitetônica, contradizendo ponto por ponto esse ethos de planejamento. A primeira explica o entusiasmo de tantos que a compreenderam como a encarnação mais plena de uma ambição político-territorial substancial por uma transformação progressista da América Latina, enquanto a segunda sustenta a confusão e mesmo a rejeição de tantos, na ausência de qualquer esboço de programa urbano-territorial. Analisando os debates dos anos 60 no Brasil e na América Latina, o artigo busca compreender o que esse paradoxo mostra tanto em Brasília quanto no planejamento, enfatizando a interpretação de dois analistas-chave do período, Jorge Wilheim e Mario Pedrosa.
One of the paradoxes that has made the understanding of Brasilia rare is that the enterprise to move the capital seemed to be tailored to developmental planning, while all the details of its project and implementation show it as the quintessential product of architectural culture, contradicting point by point that planning ethos. The first explains the enthusiasm of so many who understood Brasilia as the fullest incarnation of a substantial political-territorial ambition for a progressive transformation of Latin America, while the second sustains the confusion and even the rejection of so many, in the absence of any outline of urban-territorial program. Analyzing debates of the sixties in Brazil and Latin America, the article seeks to understand what this paradox shows both about Brasilia and planning, emphasizing the interpretation of two key analysts of the period, Jorge Wilheim and Mario Pedrosa.
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