Una lectura de los afectos en Uno (1961) de Elvira Orphée

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Fecha
08/2025
Editorial
Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Revista
Revista de Literatura, História e memória
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Institución organizadora
ISSN
1983-1498
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Idioma
Español
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Resumen
Este trabajo tiene como objetivo proponer un modo de lectura de la novela Uno (1961) de la escritora tucumana Elvira Orphée (1922-2018) en relación con su contexto histórico, ofreciendo una caracterización de la década del cincuenta y los cambios que se producen en torno al género y la familia, así como la violencia política que la atravesó. Se propone un corpus que incluye Eva Perón de Libertad Demitrópulos, por ser mujeres de provincias que radicadas en Buenos Aires producen desde allí, sus figuraciones sobre la ciudad; y a Liliana Heker en “La Fiesta ajena” (1991) por su tematización de los conflictos de clase, como un eco en la literatura contemporánea argentina de la novela de Orphée. Se propone un análisis de la trama afectiva en la novela, es decir, que desde la perspectiva teórica del giro afectivo se propone un análisis de las figuraciones del peronismo, los sectores populares y los dominantes, haciendo hincapié en cómo circulan los discursos de odio. También se hace hincapié en la construcción de los sujetos feminizados, a partir de un análisis de los personajes de Margarita Cámpores, Selva Flores y Justa, en relación a como se figura la felicidad en ellos, así como también a la crítica de la feminidad tradicional y del amor romántico que despliega la novela.
Este trabalho tem como objetivo propor uma leitura do romance Uno (1961), da escritora tucumana Elvira Orphée (1922–2018), em relação com seu contexto histórico, oferecendo uma caracterização da década de 1950 e das transformações ocorridas em torno do gênero, da família e da violência política do período. O corpus proposto inclui Eva Perón, de Libertad Demitrópulos, por serem ambas mulheres provenientes do interior que, radicadas em Buenos Aires, produzem a partir dali suas figurações sobre a cidade; e o conto “La Fiesta ajena” (1991), de Liliana Heker, por sua tematização do conflito de classes, entendido como um eco, na literatura argentina contemporânea, do romance de Orphée. Propõe-se uma análise da trama afetiva do romance. Ou seja, a partir da perspectiva teórica da virada afetiva, examinam-se as figurações do peronismo, dos setores populares e das classes dominantes, com ênfase na forma como circulam os discursos de ódio. O trabalho também se concentra na construção de sujeitos feminizados por meio da análise das personagens Margarita Cámpores, Selva Flores e Justa, em relação à maneira como a felicidade é figurada nelas, bem como à crítica da feminilidade tradicional e do amor romântico que o romance desenvolve.
Este trabalho tem como objetivo propor uma leitura do romance Uno (1961), da escritora tucumana Elvira Orphée (1922–2018), em relação com seu contexto histórico, oferecendo uma caracterização da década de 1950 e das transformações ocorridas em torno do gênero, da família e da violência política do período. O corpus proposto inclui Eva Perón, de Libertad Demitrópulos, por serem ambas mulheres provenientes do interior que, radicadas em Buenos Aires, produzem a partir dali suas figurações sobre a cidade; e o conto “La Fiesta ajena” (1991), de Liliana Heker, por sua tematização do conflito de classes, entendido como um eco, na literatura argentina contemporânea, do romance de Orphée. Propõe-se uma análise da trama afetiva do romance. Ou seja, a partir da perspectiva teórica da virada afetiva, examinam-se as figurações do peronismo, dos setores populares e das classes dominantes, com ênfase na forma como circulam os discursos de ódio. O trabalho também se concentra na construção de sujeitos feminizados por meio da análise das personagens Margarita Cámpores, Selva Flores e Justa, em relação à maneira como a felicidade é figurada nelas, bem como à crítica da feminilidade tradicional e do amor romântico que o romance desenvolve.
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