O resultado do conhecimento no segundo comentário de Boécio à Isagogé de Porfírio

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Fecha
11/2010
Editorial
Universidade de São Paulo
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0103-328X
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Idioma
Portugués
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Resumen
Uma pequena parte do corpus textual conhecido como Aristoteles latinus foi chamado pelos medievais de Logica vetus. Esta era constituída pelas Categorias e o Perí hermeneias, de Aristóteles, pela Isagogé de Porfírio e pelos comentários de Boécio às obras de Aristóteles e de Porfírio. Hoje é indiscutível a importância dos comentários neoplatônicos da Antiguidade tardia para a compreensão dos textos de Aristóteles. Dentro desse programa neoplatônico, os comentários deste também contribuíram para essa compreensão. No caso de Boécio produz-se, contudo, um fenômeno paradoxal, porque, apesar de seu neoplatonismo, em seu segundo comentário à Isagogé de Porfírio, Boécio conseguiu formular uma das interpretações mais profundas do pensamento aristotélico concernente ao resultado de nossa atividade cognitiva. No segundo comentário, Boécio procede por três passos: 1) analisa as três perguntas sobre os universais, formuladas por Porfírio; 2) realiza uma aporia do modo pelo qual Porfírio resolve o problema dos universais; e 3) apresenta sua própria posição acerca dos universais, que é diversa da posição de Porfírio.
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