Entre el futuro que ya llegó y el pasado que nunca pasó: diplomacias chaqueñas en el antropoceno
; Dos Santos Montangie, Antonela Elizabeth
; Restrepo, Juan Pablo ; Rodrigues Lopes, Gabriel
; Sarra, Sonia Elizabeth
; de Chazal, Agustina
; Varela, Maximiliano Oscar 
Otros responsables
Fecha
12/2019
Editorial
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Revista
Mana
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
0104-9313
eISSN
1678-4944
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Desde que Crutzen y Stoermer (2000) propusieron llamar “antropoceno” a la época actual, los debates en torno a dicho término han reverberado. Las filosofías y prácticas indígenas chaqueñas y amazónicas que presentaremos en este artículo traslucen concepciones del desequilibrio climático presente que difieren de las posiciones predominantes en Occidente. Mostraremos que ciertos relatos amerindios se sustentan en nociones de tiempo espiralado, aceptan la latencia de metamorfosis interespecíficas y reparten la agencia entre múltiples seres que deben regenerar entre sí relaciones de cuidado y diplomacia. Indicaremos, también, que las sociedades indígenas han vivido cambios ambientales profundos desde el momento mismo de la conquista de sus territorios y que, en este sentido, la crisis global actual sería parte de un patrón más amplio de cambios con los que ellas ya han venido lidiando. Sostendremos, finalmente, que cosmología y geopolítica son aristas indisociables de un mismo proceso antropocénico.
Desde que Crutzen e Stoermer (2000) propuseram chamar “antropoceno” à época atual, os debates em torno a este termo se notabilizaram. As filosofias e práticas indígenas chaquenhas e amazônicas que apresentaremos neste artigo revelam concepções do desequilíbrio climático contemporâneo que diferem das posições predominantes no Ocidente. Mostraremos que certos relatos ameríndios se sustentam em noções de tempo espiralado, aceitam a latência de metamorfoses interespecíficas e repartem a agência entre múltiplos seres que devem reabilitar entre si relações de cuidado e diplomacia. Indicaremos também, que as sociedades indígenas viveram mudanças ambientais profundas desde o momento mesmo da conquista de seus territórios e que, nesse sentido, a crise global atual seria parte de um padrão mais amplo de mudanças com os que elas já vêm lidando. Sustentaremos, finalmente, que cosmologia e geopolítica são ângulos indissociáveis de um mesmo processo antropocênico.
Since Crutzen and Stoermer (2000) proposed to name the current era “Anthropocene”, there have been a number of ongoing debates on the term. The Chaco and Amazonian Indigenous philosophies and practices presented in this article reveal understandings of the contemporary climate instability that differ from prevailing ideas in the West. We will show that certain Amerindian narratives are based on a spiral notion of time, accepting the latency of interspecific metamorphosis, and sharing out agency amongst multiple beings with whom Amerindians regenerate relationships of care and diplomacy. In addition, we will show that Indigenous societies have been submitted to profound environmental changes right from the moment that their territories were conquered. In this sense, the current global crisis is part of a broader schema of changes that Indigenous societies have already been dealing with. Finally, we will argue that cosmology and geopolitics are inseparable edges within the same anthropocenic process.
Desde que Crutzen e Stoermer (2000) propuseram chamar “antropoceno” à época atual, os debates em torno a este termo se notabilizaram. As filosofias e práticas indígenas chaquenhas e amazônicas que apresentaremos neste artigo revelam concepções do desequilíbrio climático contemporâneo que diferem das posições predominantes no Ocidente. Mostraremos que certos relatos ameríndios se sustentam em noções de tempo espiralado, aceitam a latência de metamorfoses interespecíficas e repartem a agência entre múltiplos seres que devem reabilitar entre si relações de cuidado e diplomacia. Indicaremos também, que as sociedades indígenas viveram mudanças ambientais profundas desde o momento mesmo da conquista de seus territórios e que, nesse sentido, a crise global atual seria parte de um padrão mais amplo de mudanças com os que elas já vêm lidando. Sustentaremos, finalmente, que cosmologia e geopolítica são ângulos indissociáveis de um mesmo processo antropocênico.
Since Crutzen and Stoermer (2000) proposed to name the current era “Anthropocene”, there have been a number of ongoing debates on the term. The Chaco and Amazonian Indigenous philosophies and practices presented in this article reveal understandings of the contemporary climate instability that differ from prevailing ideas in the West. We will show that certain Amerindian narratives are based on a spiral notion of time, accepting the latency of interspecific metamorphosis, and sharing out agency amongst multiple beings with whom Amerindians regenerate relationships of care and diplomacy. In addition, we will show that Indigenous societies have been submitted to profound environmental changes right from the moment that their territories were conquered. In this sense, the current global crisis is part of a broader schema of changes that Indigenous societies have already been dealing with. Finally, we will argue that cosmology and geopolitics are inseparable edges within the same anthropocenic process.
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