Artículo

Tensiones por el espacio público en la ciudad neoliberal: Ferias populares urbanas en el Área Metropolitana de Mendoza (Argentina)

Bertolotti, María Florencia ; Jurado, Emanuel Alberto Icon

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Fecha

06/2024

Editorial

Centro de Estudios e Investigaciones Laborales; Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social

Revista

Revista Latinoamericana de Antropología del Trabajo

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Institución organizadora

ISSN

2591-2755

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Idioma

Español

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Resumen

Las ferias populares urbanas están fuertemente asociadas al espacio público y al desarrollo de las ciudades. Se trata de geografías que propician el encuentro entre personas, al involucrar una serie de actividades que acostumbran a trascender la comercialización de bienes y servicios. En este artículo analizamos la tensión entre los/as feriantes populares del Área Metropolitana de Mendoza (Argentina) y los planes de renovación urbana propios del desarrollo de la ciudad neoliberal propuestos por gobiernos municipales. Inscribimos dicha tensión en las relaciones de poder capital-trabajo, en la que la valorización del territorio urbano resulta una dimensión clave en la disputa por el espacio de trabajo. En esta línea nos preguntamos: ¿cómo opera esa lógica especulativa en la territorialización-desterritorialización de experiencias colectivas de trabajo (ferias populares) en el espacio público? ¿Qué efectos tiene en las prácticas de las ferias populares urbanas? Específicamente, buscamos comprender el comportamiento de los/as feriantes y los gobiernos municipales involucrados en las tensiones socioespaciales vinculadas a dos ferias populares emplazadas en ámbito urbanos de la mencionada área metropolitana: feria Americano en Ciudad de Mendoza y feria popular de Guaymallén. Para ello, recurrimos a una estrategia metodológica cualitativa basada en estudio de casos, en los que apelamos principalmente a técnicas de observación directa y entrevistas en profundidad.
Popular urban fairs are strongly associated with public space and the development of cities. They represent a possibility of work and affordable consumption for an important sector of the population. However, they are not only spaces of commercial exchange, but also of knowledge, culture and sociability that shape the subjectivities of those who work in them. They are geographies that promote interaction between people, as they involve a series of activities that tend to transcend the trade of goods and services. In this article we analyze the tension between popular traders in the Metropolitan Area of Mendoza (Argentina) and the urban renovation plans of neoliberal city development proposed by municipal governments. We inscribe this tension in the capital-labour power relations, in which the valorisation of the urban territory is a key dimension in the dispute for work space. Along these lines, we ask ourselves: How does this speculative logic operate in the territorialisationterritorialisation of collective work experiences (popular fairs) in public space? What effects does it have on the practices of popular urban fairs? What effects does it have on the practices of popular urban fairs? Specifically, we seek to understand the behaviour of the fairground vendors and municipal governments involved in the socio-spatial tensions linked to two popular fairs located in urban areas of the mentioned metropolitan area–feria Americano in Mendoza City and feria popular de Guaymallén–. To do so, we used a qualitative methodological strategy based on case studies, in which we mainly resorted to direct observation techniques and in-depth interviews.
As feiras urbanas populares estão profundamente associadas ao espaço público e ao desenvolvimento das cidades. Elas representam uma possibilidade de trabalho e consumo de baixo custo para um setor importante da população. Não obstante, eles não são apenas espaços de troca comercial, mas também de conhecimento, cultura e sociabilidade que modelam as subjetividades daqueles que trabalham neles. Trata-se de geografias que promovem encontros entre pessoas, pois envolvem uma série de atividades que tendem a exceder a comercialização de bens e serviços. Neste trabalho, analisamos a tensão entre os trabalhadores de feiras populares na área metropolitana de Mendoza (Argentina) e os planos de renovação urbana do desenvolvimento neoliberal da cidade propostos pelos governos municipais. Inscrevemos tal tensão nas relações de poder capital-trabalho, nas quais a valorização do território urbano é uma dimensão chave na disputa pelo espaço de trabalho. Nesse sentido, nos questionamos: como essa lógica especulativa opera na territorialização-desterritorialização das experiências de trabalho coletivo (feiras populares) no espaço público? Que efeitos ela tem sobre as práticas das feiras populares urbanas? Especificamente, procuramos entender o comportamento dos feirantes e dos governos municipais envolvidos nas tensões socioespaciais ligadas a duas feiras populares localizadas em áreas urbanas da área metropolitana mencionada - a Feira Americana na cidade de Mendoza e a Feira Popular em Guaymallén. Para esse propósito, empregamos uma estratégia metodológica qualitativa baseada em estudos de caso, nos quais usamos principalmente técnicas de observação direta e entrevistas aprofundadas.

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