¿Guerra narco? Violencia(s), muertes y trabajos clasificatorios en la ciudad de Rosario, Argentina.

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Fecha
12/2023
Editorial
Universidad de la República de Uruguay
Revista
Revista Uruguaya de Antropología y Etnografía
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Institución organizadora
ISSN
2393-6886
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Idioma
Español
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Resumen
En la última década, la tasa de homicidios registrados en Rosario (Argentina) experimentó un aumento significativo, concentrándose en jóvenes de sectores populares. Una explicación extendida liga exclusivamente las muertes con disputas por el control territorial de la distribución y venta de drogas ilegales. Explicación que se ve reflejada en la producción de información estatal del sistema penal sobre estas muertes, pero que suele ser problematizada por quienes participan en esos conflictos violentos, destacando en cambio sus efectos productivos en tanto formas de producción de prestigio social y honor. El artículo se propone, a partir un abordaje etnográfico, poner en dialogo dos trabajos clasificatorios en relación a las muertes y la violencia letal: el de ciertas agencias estales al producir información sobre “homicidios” y el de los/as jóvenes que protagonizan estos conflictos violentos.
Na última década, a taxa de homicídios registrados em Rosário (Argentina) experimentou um aumento significativo, concentrando-se nos jovens de setores populares. Uma explicação hegemônica liga as mortes, exclusivamente, a disputas pelo controle territorial para distribuição e venda de drogas ilegais. Esta explicação se reflete na produção da informação estatal do sistema penal sobre estas mortes, mas ela costuma ser problematizada por aqueles que participam nesses conflitos violentos, destacando, ao contrário, seus efeitos produtivos bem como formas de produção de prestígio social e honra. O artigo propõe, a partir de uma abordagem etnográfica, colocar em diálogo dois trabalhos classificatórios em relação às mortes e à violência letal: o de algumas agencias estatais ao produzir informação sobre “homicídios” e o dos/as jovens que protagonizam esses conflitos.
In the last decade, the homicide rate in Rosario (Argentina) has increased significantly, concentrating on young people from low-income sectors. A widespread explanation exclusively links the deaths to disputes over territorial control of the distribution and sale of illegal drugs. This explanation is reflected in the production of state information by the penal system on these deaths, but it is usually problematized by those who participate in these violent conflicts, highlighting instead their productive effects as forms of production of social prestige and honor. The article proposes, from an ethnographic approach, to put in dialogue two classificatory works in relation to deaths and lethal violence: that of certain state agencies when producing information on “homicides” and that of the young people who are the protagonists of these violent conflicts.
Na última década, a taxa de homicídios registrados em Rosário (Argentina) experimentou um aumento significativo, concentrando-se nos jovens de setores populares. Uma explicação hegemônica liga as mortes, exclusivamente, a disputas pelo controle territorial para distribuição e venda de drogas ilegais. Esta explicação se reflete na produção da informação estatal do sistema penal sobre estas mortes, mas ela costuma ser problematizada por aqueles que participam nesses conflitos violentos, destacando, ao contrário, seus efeitos produtivos bem como formas de produção de prestígio social e honra. O artigo propõe, a partir de uma abordagem etnográfica, colocar em diálogo dois trabalhos classificatórios em relação às mortes e à violência letal: o de algumas agencias estatais ao produzir informação sobre “homicídios” e o dos/as jovens que protagonizam esses conflitos.
In the last decade, the homicide rate in Rosario (Argentina) has increased significantly, concentrating on young people from low-income sectors. A widespread explanation exclusively links the deaths to disputes over territorial control of the distribution and sale of illegal drugs. This explanation is reflected in the production of state information by the penal system on these deaths, but it is usually problematized by those who participate in these violent conflicts, highlighting instead their productive effects as forms of production of social prestige and honor. The article proposes, from an ethnographic approach, to put in dialogue two classificatory works in relation to deaths and lethal violence: that of certain state agencies when producing information on “homicides” and that of the young people who are the protagonists of these violent conflicts.
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