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Travessia latino-americana: Mário Pedrosa, do internacionalismo ao modernismo e daí ao terceiro-mundismo

Cámara, Mario Cesar Icon

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Fecha

03/2025

Editorial

Universidade Federal de Rio de Janeiro

Revista

Eco Pós

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ISSN

0104-6160

eISSN

2175-8689

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Idioma

Portugués

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Resumen

Este artigo analisa as transformações do pensamento político e estético de Mário Pedrosa a partir de três viagens decisivas em sua trajetória: Alemanha, Estados Unidos e Chile. Cada um desses deslocamentos provocou uma inflexão em sua maneira de conceber a relação entre arte, política e sociedade. Na Alemanha, aderiu ao trotskismo; nos EE.UU, consolidou-se como crítico de arte moderna; e no Chile, sob influência do governo da Unidade Popular, assumiu uma perspectiva terceiro-mundista e latino-americanista. O texto se concentra neste último período, destacando seu papel na criação do Museu da Solidariedade e seus projetos inacabados após o retorno ao Brasil, como o Museu das Origens. Sustenta-se que a experiência chilena marcou a passagem de uma estética modernista para a valorização das artes populares e indígenas como formas de resistência cultural e política.
This article examines the transformations in Mário Pedrosa’s political and aesthetic thought through three pivotal journeys in his life: to Germany, the United States, and Chile. Each of these displacements brought about a shift in how he conceived the relationship between art, politics, and society. In Germany, he became involved with Trotskyism; in the U.S., he established himself as a modern art critic; and in Chile, under the influence of the Popular Unity government, he adopted a Third Worldist and Latin Americanist perspective. The text focuses on this latter period, highlighting his role in the creation of the Museo de la Solidaridad, as well as his unfinished projects after returning to Brazil, such as the Museu das Origens. It argues that the Chilean experience marked a transition from a modernist aesthetic to a renewed appreciation of popular and Indigenous arts as forms of cultural and political resistance.
Este artículo analiza las transformaciones del pensamiento político y estético de Mário Pedrosa a partir de tres viajes decisivos en su trayectoria: Alemania, Estados Unidos y Chile. Cada uno de estos desplazamientos produjo un giro en su modo de concebir la relación entre arte, política y sociedad. Mientras que en Alemania se vinculó al trotskismo, en EE. UU. se consolidó como crítico de arte moderno, y en Chile, bajo el influjo del gobierno de la Unidad Popular, adoptó una perspectiva tercermundista y latinoamericanista. El texto se concentra en este último período, destacando su rol en la creación del Museo de la Solidaridad, así como sus proyectos inconclusos tras su regreso a Brasil, como el Museu das Origens. Se sostiene que la experiencia chilena marcó el pasaje de una estética modernista a una revalorización de las artes populares e indígenas como formas de resistencia cultural y política.

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