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O marxismo louco de Mark Fisher: Por uma política radical de saúde mental

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Fecha

07/2024

Editorial

Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais

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ISSN

1518-0689

eISSN

1982-5560

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Idioma

Portugués

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Resumen

“Marxismo Louco” busca combinar os registros da experiência vivida, do ativismo e da situação argentina na interpretação do pensamento de Mark Fisher. Realizo uma leitura do crítico cultural inglês, revisando suas contribuições para uma teoria crítica do desconforto e uma práxis anticapitalista em saúde mental. Nas duas primeiras seções reconstruo certos aspectos da recepção pessoal e geracional de Fisher na Argentina. Em seguida, delineio os rudimentos conceituais de uma investigação filosófica da “depressão ansiosa” baseada em K-punk. Em quarto lugar, analiso as hipóteses da política dos sintomáticos e da “classe do perturbariado”, considerando o deslocamento ambivalente da autoconsciência coletiva para o autodiagnóstico individual. Na quinta seção, examino as economias do mal-estar em virtude da problematização da normatividade psíquica inerente à dominação capitalista. E, por fim, traço um breve contraponto entre Fisher e um intelectual das “novas direitas” em torno da crise emocional.
In Mad Marxism” seeks to combine the registers of lived experience, activism and the Argentinean conjuncture in the interpretation of Mark Fisher's thought. I make a reading of the English cultural critic reviewing his contributions for a critical theory of discomforts and an anti-capitalist praxis in mental health. In the first two sections I reconstruct certain aspects of Fisher's personal and generational reception in Argentina. Then I outline the conceptual rudiments of a philosophical investigation of “anxious depression” from K-punk. Fourth, I analyze the hypotheses of the politics of the symptomatic and the “class of the deranged,” attending to the ambivalent shift from collective self-consciousness to individual self-diagnosis. Fifth, I examine the economies of discomfort by virtue of problematizing the psychic normativity inherent in capitalist domination. And finally, I trace a brief counterpoint between Fisher and a “new right” intellectual on the crisis psychic.

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