Un imperio en movimiento: género, movilidad femenina y acllas en el Tahuantinsuyo (1400 - 1532 d. C.)

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Fecha
03/2024
Editorial
Universidad de los Andes
Revista
Antípoda
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eISSN
2011-4273
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Idioma
Español
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Resumen
Las investigaciones acerca de la movilidad sobre el Qhapaq Nan han sido múltiples. La mayoría identifican las distintas maneras en que el camino ha determinado las dinámicas locales, regionales e imperiales, construyendo relaciones de intercambio, articulando sociedades, personas y territorios. Estas investigaciones asumen de manera explícita o implícita que fueron individuos masculinos quienes se movilizaron para construir el Tahuantinsuyo, mientras que las mujeres estarían dentro de la unidad doméstica o recluidas en edificios imperiales. En este trabajo nos proponemos, mediante una perspectiva de género, identificar posibles patrones de movilidad de las mujeres parte de colectivos femeninos, algunas de las cuales han sido identificadas como acllas (escogidas) o mamaconas (matronas) dentro del territorio del Tahuantinsuyo. Para ello hemos utilizado cinco casos que cuentan con información biogenética y análisis de textiles publicados, así como datos etnohistóricos que provienen de cementerios en llactas incas y de eventos rituales de capacocha —ritual de obligación al estado incaico donde se ofrendaban infantes—. Se identificaron maneras de desplazarse que tienen en cuenta la distancia a caminar, la edad de los individuos femeninos y los motivos políticos que enmarcan cada actividad y que, a su vez, construyen identidad. Finalmente, se indica que la visualización y el análisis de la experiencia de la movilidad de los individuos se asocian a tipos de movimiento relacionados con intereses políticos locales, regionales o imperiales que revelan ciertas lógicas de movimiento que han estado ocultas, en este caso, de las experiencias femeninas dentro del Tahuantinsuyo.
Numerous studies have explored mobility along the Qhapaq Ñan. Most of them examine how the road influenced local, regional, and imperial dynamics by fostering exchange relationships and connecting societies, people, and territories. These investigations explicitly or implicitly assume that it was male individuals who mobilized to build the Tahuantinsuyo, while women remained within the domestic unit or were confined to imperial buildings. In this study, we seek to acknowledge potential patterns of women’s mobility as part of female collectives, including those identified as acllas (chosen ones) or mamaconas (matrons) within the Tahuantinsuyo territory, through a gender perspective. We do so by drawing on five cases supported by biogenetic data and published textile analysis, as well as ethnohistorical data from Inca llacta cemeteries and capacocha ritual events (a ritual of obligation to the Inca state where infants were offered). We identified modes of movement that consider the distance traveled, the age of female individuals, and the political motives framing each activity, and which, in turn, construct identity, Finally, our analysis indicates that the visualization and analysis of individuals’ mobility experiences are associated with types of movement related to local, regional, or imperial political interests that reveal certain logics of movement that have been hidden, in this case, those of female experiences within the Tahuantinsuyo.
As pesquisas a respeito da mobilidade sobre a Qhapaq Ñan têm sido variadas. A maioria delas identifica as diferentes maneiras pelas quais a estrada determinou a dinâmica local, regional e imperial, construindo relações de troca, articulando sociedades, pessoas e territórios. Essas investigações pressupõem, explicita ou implicitamente, que foram os indivíduos masculinos que se mobilizaram para construir o Tahuantinsuyo, enquanto as mulheres teriam ficado dentro da unidade doméstica ou confinadas aos edifícios imperiais. Neste trabalho, propomos, por meio de uma perspectiva de gênero, reconhecer possíveis padrões de mobilidade das mulheres que faziam parte de coletivos femininos, algumas das quais foram identificadas como acllas (escolhidas) ou mamaconas (matronas) no território de Tahuantinsuyo. Para isso, usamos cinco casos com informações biogenéticas e análises têxteis publicadas, bem como dados etno-históricos de cemitérios em llactas incas e de eventos rituais de capacocha (ritual de obrigação para com o estado inca, no qual os bebês eram oferecidos). Foram identificadas formas de locomoção que consideram a distância a ser percorrida, a idade dos indivíduos femininos e os motivos políticos que caracterizam cada atividade e que, por sua vez, constroem identidade. Por fim, é indicado que a visualização e a análise da experiência de mobilidade dos indivíduos estão associadas a tipos de movimento relacionados a interesses políticos locais, regionais ou imperiais que revelam certas lógicas de movimento que foram ocultadas, nesse caso, as experiências femininas dentro do Tahuantinsuyo.
Numerous studies have explored mobility along the Qhapaq Ñan. Most of them examine how the road influenced local, regional, and imperial dynamics by fostering exchange relationships and connecting societies, people, and territories. These investigations explicitly or implicitly assume that it was male individuals who mobilized to build the Tahuantinsuyo, while women remained within the domestic unit or were confined to imperial buildings. In this study, we seek to acknowledge potential patterns of women’s mobility as part of female collectives, including those identified as acllas (chosen ones) or mamaconas (matrons) within the Tahuantinsuyo territory, through a gender perspective. We do so by drawing on five cases supported by biogenetic data and published textile analysis, as well as ethnohistorical data from Inca llacta cemeteries and capacocha ritual events (a ritual of obligation to the Inca state where infants were offered). We identified modes of movement that consider the distance traveled, the age of female individuals, and the political motives framing each activity, and which, in turn, construct identity, Finally, our analysis indicates that the visualization and analysis of individuals’ mobility experiences are associated with types of movement related to local, regional, or imperial political interests that reveal certain logics of movement that have been hidden, in this case, those of female experiences within the Tahuantinsuyo.
As pesquisas a respeito da mobilidade sobre a Qhapaq Ñan têm sido variadas. A maioria delas identifica as diferentes maneiras pelas quais a estrada determinou a dinâmica local, regional e imperial, construindo relações de troca, articulando sociedades, pessoas e territórios. Essas investigações pressupõem, explicita ou implicitamente, que foram os indivíduos masculinos que se mobilizaram para construir o Tahuantinsuyo, enquanto as mulheres teriam ficado dentro da unidade doméstica ou confinadas aos edifícios imperiais. Neste trabalho, propomos, por meio de uma perspectiva de gênero, reconhecer possíveis padrões de mobilidade das mulheres que faziam parte de coletivos femininos, algumas das quais foram identificadas como acllas (escolhidas) ou mamaconas (matronas) no território de Tahuantinsuyo. Para isso, usamos cinco casos com informações biogenéticas e análises têxteis publicadas, bem como dados etno-históricos de cemitérios em llactas incas e de eventos rituais de capacocha (ritual de obrigação para com o estado inca, no qual os bebês eram oferecidos). Foram identificadas formas de locomoção que consideram a distância a ser percorrida, a idade dos indivíduos femininos e os motivos políticos que caracterizam cada atividade e que, por sua vez, constroem identidade. Por fim, é indicado que a visualização e a análise da experiência de mobilidade dos indivíduos estão associadas a tipos de movimento relacionados a interesses políticos locais, regionais ou imperiais que revelam certas lógicas de movimento que foram ocultadas, nesse caso, as experiências femininas dentro do Tahuantinsuyo.
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