Mujeres y disidencias desempañando roles técnicos y de producción de eventos musicales

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Fecha
09/2023
Editorial
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Revista
Vivência
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
eISSN
2238-6009
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
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Resumen
Este artículo analiza las formas de organización de mujeres y disidencias que hacían posible la producción de festivales musicales autogestivos reconocidos como GRL PWR. A partir de los datos construidos por medio de un trabajo etnográfico emprendido desde el año 2019 que implicó la realización de observaciones con participación en estos eventos, capacitaciones, charlas y entrevistas en profundidad, caracterizo las labores de producción y técnicas implicadas durante la realización de las ediciones. De acuerdo a lo observado, este festival luchaba, cuerpo a cuerpo, contra la desigual distribución en función del género y la sexualidad de los medios de producción artística, de la téchne hecha saberes y habilidades. Con el propósito de mitigar estas diferencias quienes participaban del GRL PWR crearon alianzas con otras organizaciones como la RED TEMID organizando cursos que procuraban capacitar a mujeres y disidencias en roles técnicos para profesionalizarlxs en estos oficios altamente masculinizados. Según se concluye, estas alianzas en sintonía con los movimientos transfeministas se relacionarían con las transformaciones en las relaciones de poder entre varones y mujeres, con la emergencia del imperativo performativo de empoderamiento y con la organización de redes (algunas veces bajo el auspicio estatal) de disidencias y mujeres desempeñándose como productorxs comerciales y tecnicxs.
This article analyzes the forms of organization of women and dissidents that made possible the production of self-managed and renowned music festivals, such as GRL PWR. From data gathered through ethnographic work undertaken since 2019 that involved observations with participation in these events, trainings, talks and in-depth interviews, this article describes the production and technical work involved during the execution of the editions. According to what was observed, this festival fought, one on one, against the unequal distribution based on gender and sexuality of the means of artistic production, of the techne made knowledge and skills. In order to mitigate these differences, those who participated in GRL PWR created alliances with other organizations, such as RED TEMID, holding courses that sought to train women and dissidents in technical roles in order to professionalize them in these highly masculinized trades. It is concluded that these alliances in tune with transfeminist movements are related to the transformations in power relations between men and women, to the emergence of the performative imperative of empowerment and to the organization of networks of women and dissidents working as commercial and technical producers.
Este artigo analisa as formas de organização de mulheres e dissidentes que possibilitaram a produção de festivais musicais autogeridos reconhecidos como GRL PWR. Com base nos dados construídos através de um trabalho etnográfico realizado desde 2019 que envolveu a realização de observações com participação nesses eventos, treinamentos, palestras e entrevistas em profundidade, descrevo as tarefas e técnicas de produção envolvidas durante a realização das edições. Pelo que se observou, este festival lutou, corpo a corpo, contra a distribuição desigual baseada no género e na sexualidade dos meios de produção artística, da techne constituída por conhecimentos e competências. Com o objetivo de mitigar essas diferenças, os participantes do GRL PWR criaram alianças com outras organizações como o TEMID RED, organizando cursos que buscavam capacitar mulheres e dissidentes em funções técnicas para profissionalizá-las nesses empregos altamente masculinizados. Conclui-se que essas alianças sintonizadas com os movimentos transfeministas estariam relacionadas com as transformações nas relações de poder entre homens e mulheres, com a emergência do imperativo performativo de empoderamento e com a organização de redes entre mulheres e dissidentes atuando como produtorxs comerciais e técnicxs.
This article analyzes the forms of organization of women and dissidents that made possible the production of self-managed and renowned music festivals, such as GRL PWR. From data gathered through ethnographic work undertaken since 2019 that involved observations with participation in these events, trainings, talks and in-depth interviews, this article describes the production and technical work involved during the execution of the editions. According to what was observed, this festival fought, one on one, against the unequal distribution based on gender and sexuality of the means of artistic production, of the techne made knowledge and skills. In order to mitigate these differences, those who participated in GRL PWR created alliances with other organizations, such as RED TEMID, holding courses that sought to train women and dissidents in technical roles in order to professionalize them in these highly masculinized trades. It is concluded that these alliances in tune with transfeminist movements are related to the transformations in power relations between men and women, to the emergence of the performative imperative of empowerment and to the organization of networks of women and dissidents working as commercial and technical producers.
Este artigo analisa as formas de organização de mulheres e dissidentes que possibilitaram a produção de festivais musicais autogeridos reconhecidos como GRL PWR. Com base nos dados construídos através de um trabalho etnográfico realizado desde 2019 que envolveu a realização de observações com participação nesses eventos, treinamentos, palestras e entrevistas em profundidade, descrevo as tarefas e técnicas de produção envolvidas durante a realização das edições. Pelo que se observou, este festival lutou, corpo a corpo, contra a distribuição desigual baseada no género e na sexualidade dos meios de produção artística, da techne constituída por conhecimentos e competências. Com o objetivo de mitigar essas diferenças, os participantes do GRL PWR criaram alianças com outras organizações como o TEMID RED, organizando cursos que buscavam capacitar mulheres e dissidentes em funções técnicas para profissionalizá-las nesses empregos altamente masculinizados. Conclui-se que essas alianças sintonizadas com os movimentos transfeministas estariam relacionadas com as transformações nas relações de poder entre homens e mulheres, com a emergência do imperativo performativo de empoderamento e com a organização de redes entre mulheres e dissidentes atuando como produtorxs comerciais e técnicxs.
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