Cine penumbra como praxis estética latinoamericana: Preguntas por la luz en clave decolonial

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Fecha
10/2022
Editorial
Asociación Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual
Revista
Imagofagia
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ISSN
1852-9550
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Idioma
Español
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Resumen
El artículo propone la categoría cine penumbra para afirmar la configuración de una estética cinematográfica latinoamericana a partir del análisis de dos films: La última hora (Nicolás Testoni y Christian Delgado, 2020) y Luces en el desierto (Félix Blume, 2021). Obras que permiten designar estrategias de no representabilidad, en pos de una política de lo invisible. El gesto de perder la luz, da lugar a una enunciación visual oscura y un discurso indirecto que permite esbozar pueblos. Desde la perspectiva de la historia del arte y la teoría crítica de la cultura, en términos de Eduardo Grüner (2017), el trabajo asume un posicionamiento crítico frente al iluminismo y ocularcentrismo de la modernidad. La propuesta se inscribe en una perspectiva decolonial latinoamericana, que busca subvertir matrices perceptivas propias de un modo histórico de percepción sensorial, a través de experiencias penumbráticas situadas.
O artigo propõe a categoria cinema do penumbra para afirmar a configuração de uma estética cinematográfica latino-americana baseado na análise de dois filmes: A última hora (Nicolás Testoni e Christian Delgado, 2020) e Luzes no deserto (Félix Blume, 2021). Tais obras nos permitem desenhar estratégias de não representatividade, em busca de uma política do invisível. O gesto de perder a luz dá lugar a um enunciado visual sombrio e a um discurso indirecto que torna possível "delinear povos". Na perspectiva da história da arte e da teoria crítica da cultura, nos termos de Eduardo Grüner (2017), a obra assume uma posição crítica contra o iluminismo e o ocularcentrismo da modernidade. A proposta é enquadrada numa perspectiva descolonial latinoamericana, que procura subverter matrizes perceptuais inerentes a um modo histórico de percepção sensorial, através de experiências penumbrais situadas.
The article proposes the category of penumbra cinema to define a Latin American cinematographic aesthetics based on the analysis of two films: The last hour (Nicolás Testoni and Christian Delgado, 2020) and Lights in the desert (Félix Blume, 2021), which allow us to examine strategies of nonrepresentability in pursuit of a politics of the invisible. From the perspective of art history and the critical theory of culture posited by Eduardo Grüner (2017), this article takes a critical position against the enlightenment and the ocularcentrism of modernity insofar as the loss of light gives rise to a dark visual enunciation and an indirect speech that allows to "outline people". The proposal espouses a Latin American decolonial perspective, which seeks to subvert the matrix of perception typical of a historical mode of sensory perception through situated penumbral experiences.
O artigo propõe a categoria cinema do penumbra para afirmar a configuração de uma estética cinematográfica latino-americana baseado na análise de dois filmes: A última hora (Nicolás Testoni e Christian Delgado, 2020) e Luzes no deserto (Félix Blume, 2021). Tais obras nos permitem desenhar estratégias de não representatividade, em busca de uma política do invisível. O gesto de perder a luz dá lugar a um enunciado visual sombrio e a um discurso indirecto que torna possível "delinear povos". Na perspectiva da história da arte e da teoria crítica da cultura, nos termos de Eduardo Grüner (2017), a obra assume uma posição crítica contra o iluminismo e o ocularcentrismo da modernidade. A proposta é enquadrada numa perspectiva descolonial latinoamericana, que procura subverter matrizes perceptuais inerentes a um modo histórico de percepção sensorial, através de experiências penumbrais situadas.
The article proposes the category of penumbra cinema to define a Latin American cinematographic aesthetics based on the analysis of two films: The last hour (Nicolás Testoni and Christian Delgado, 2020) and Lights in the desert (Félix Blume, 2021), which allow us to examine strategies of nonrepresentability in pursuit of a politics of the invisible. From the perspective of art history and the critical theory of culture posited by Eduardo Grüner (2017), this article takes a critical position against the enlightenment and the ocularcentrism of modernity insofar as the loss of light gives rise to a dark visual enunciation and an indirect speech that allows to "outline people". The proposal espouses a Latin American decolonial perspective, which seeks to subvert the matrix of perception typical of a historical mode of sensory perception through situated penumbral experiences.
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