Aprender por fin a bailar: Nietzsche, sus animales y sus danzas

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Fecha
06/2021
Editorial
Instituto Latinoamericano de Estudios Críticos Animales
Revista
Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales
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Institución organizadora
ISSN
2346-920X
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo propone una lectura de la cuestión del cuerpo y la animalidad en Así habló Zaratustra, de Friedrich Nietzsche, que toma como hilo conductor el problema del arte; el arte en un sentido restringido y particular, pero también el arte en un sentido ontológico: la ilusión y el error como condiciones de la existencia. El lugar privilegiado que ocupa la danza en el Zaratustra, como parte de una red de sentidos más amplia en la que se entretejen una filosofía artista, el cuerpo del bailarín y múltiples cuerpos de animales, da pie para investigar si hay en el pensamiento nietzscheano una concepción del arte y de la danza que ya no sean propios de lo humano. La pregunta que organiza la reflexión es: ¿son capaces de arte los animales? Otrxs se preguntaron si ríen, si piensan, si sufren. Aquí quisiera preguntar: ¿acaso bailan los animales?
Este artigo propõe uma leitura da questão do corpo e da animalidade em Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche, que toma como fio condutor o problema da arte; a arte em um sentido restrito e particular, mas também a arte em um sentido ontológico: a ilusão e o erro como condições de existência. O lugar privilegiado que a dança ocupa em Assim falou Zarathustra, como parte de uma rede mais vasta de significados em que a filosofia artística, o corpo do bailarino e os múltiplos corpos animais se entrelaçam, nos leva a investigar se a concepção de arte e de dança no pensamento de Nietzsche já não seriam propriamente humanas. A questão que organiza a reflexão é a seguinte: os animais são capazes de fazer arte? Outros perguntaram se riam, se pensam, se sofrem. Aqui eu gostaria de perguntar: os animais dançam?
This paper proposes a reading of the problems of body and animality in Friedrich Nietzsche’s Thus Spoke Zarathustra, paying special attention to the question of art—art, that is, both in a restricted and an ontological sense, illusion and error as conditions of existence. The privileged status given to dance in Thus Spoke Zarathustra—embedded in a wider web of meanings comprising philosophy as art, the body of the dancer and multiple animal bodies—enables us to wonder whether there is, within Nietzsche’s thinking, an understanding of art and dance as no longer prerogatives of the human being. The discussion is thus organized by the following question: Are animals capable of art? Others have asked whether they laugh, think, or suffer. Here I would like to ask: Do animals dance?
Este artigo propõe uma leitura da questão do corpo e da animalidade em Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche, que toma como fio condutor o problema da arte; a arte em um sentido restrito e particular, mas também a arte em um sentido ontológico: a ilusão e o erro como condições de existência. O lugar privilegiado que a dança ocupa em Assim falou Zarathustra, como parte de uma rede mais vasta de significados em que a filosofia artística, o corpo do bailarino e os múltiplos corpos animais se entrelaçam, nos leva a investigar se a concepção de arte e de dança no pensamento de Nietzsche já não seriam propriamente humanas. A questão que organiza a reflexão é a seguinte: os animais são capazes de fazer arte? Outros perguntaram se riam, se pensam, se sofrem. Aqui eu gostaria de perguntar: os animais dançam?
This paper proposes a reading of the problems of body and animality in Friedrich Nietzsche’s Thus Spoke Zarathustra, paying special attention to the question of art—art, that is, both in a restricted and an ontological sense, illusion and error as conditions of existence. The privileged status given to dance in Thus Spoke Zarathustra—embedded in a wider web of meanings comprising philosophy as art, the body of the dancer and multiple animal bodies—enables us to wonder whether there is, within Nietzsche’s thinking, an understanding of art and dance as no longer prerogatives of the human being. The discussion is thus organized by the following question: Are animals capable of art? Others have asked whether they laugh, think, or suffer. Here I would like to ask: Do animals dance?
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