Avaliação da atividade hidrolítica de enzimas digestivas isoladas de Pygocentrus nattereri (Kner 1858) para potenciais aplicações tecnológicas
; Leiva, Laura Cristina Ana ; Pellegrini, Luciana ; Bustillo, Soledad ; Acevedo Gomez, Antonella Valeria 
Otros responsables
Fecha
2023
Editorial
Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática
Revista
Título del libro
Nombre del evento
10º Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática
Fecha del evento
2023-04-10
Institución organizadora
Universidad Federal de Santa Catarina. Centro de Ciencias Agrarias
Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática
Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática
ISSN
eISSN
ISBN
978-85-60190-05-8
Idioma
Portugués
Tipo del evento
Congreso
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
A pesca gera subprodutos (vísceras, pele, ossos) que em sua maioria são descartados ou se tornam produtos de baixo valor, constituindo um grave problema ambiental, sendo as vísceras uma rica fonte de enzimas digestivas, como a pepsina e tripsina. O nordeste argentino apresenta uma grande variedade de peixes, como é o caso do Pygocentrus nattereri (n.v palometa), um peixe de água doce que habita rios (23-27ºC), comumente encontrado na bacia do Paraná-Plata. Tem uma alimentação carnívora e hábitos vorazes, pelo que as suas vísceras constituem uma fonte alternativa de enzimas digestivas com potencial aplicação tecnológica, por exemplo tripsinização e produção de soros terapêuticos. A primeira consiste em confrontar a tripsina comercial com células de cultivo em monocamada para a digestão de proteínas intercelulares e de ligação célula-substrato. A segunda baseia-se na utilização de pepsinas para a produção de fragmentos F(ab´)2 a partir de imunoglobulinas IgG, reduzindo os efeitos colaterais que o fragmento FC pode induzir. O objetivo deste trabalho foi isolar as enzimas pepsina (mucosa gástrica) e tripsina (cecos pilóricos) de víscerasde palometa, a fim de avaliar suas capacidades hidrolíticas em anticorpos e culturas celulares, respectivamente. Um extrato bruto da mucosa gástrica foi obtido e semeado em coluna de DEAE-Sepharose para obtenção de enzimas do tipo pepsina. O extrato bruto dos cecos pilóricos foi submetido à cromatografia em coluna Benzamidina-Sepharose para obtenção da enzima do tipo tripsina. Para avaliar a capacidade catalítica da pepsina pomfret, ela foi incubada a 37°C com Ig G purificada (1:1 enzima/substrato, v/v, pH 2,0), e alíquotas foram extraídas em diferentes tempos (0, 8, 24 e 48 h), interrompendo a digestão com 20uL de tampão Tris 1M pH 9,0 e analisando-o por SDS-PAGE. A atividade hidrolítica da tripsina de palometa avaliada a 37° cobrindo a monocamada da linha celular C6 (ATCC CCL-107™) com uma solução de tripsina-EDTA a 0,25% pH 7,0. O descolamento celular foi monitorado por observação em microscópio invertido e registros fotográficos foram feitos. Os resultados obtidos demonstraram que a pepsina isolada foi capaz de hidrolisar seletivamente a IgG, liberando fragmentos F(ab´)2 de 100 kDa detectados por SDS-PAGE após 8h de incubação, e que a tripsina de palometa leva à tripsinização. Assim, ambas ases enzimas de origem pesqueira têm potencial de aplicação em processos tecnológicos.
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