Panorama de los recursos alimentarios subvalorados y olvidados de la Patagonia: las plantas silvestres con órganos de almacenamiento subterráneos
; Ladio, Ana Haydee 
Otros responsables
Fecha
12/2015
Editorial
Universidade Estadual da Paraiba
Revista
Gaia Scientia
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
1981-1268
eISSN
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Revisamos la riqueza, distribución geográfica y fitogeográfica, multiplicidad de uso, contenidos fitoquímicos y nutricionales de las plantas silvestres con órganos de almacenamiento subterráneos (POAS) comestibles en la Patagonia. Realizamos una búsqueda de bibliografía arqueológica, histórica, etnobotánica, química relacionadas a estas especies. Discutimos las continuidades/discontinuidades en el registro; las posibles razones de las distribuciones, así como las razones que explican los vacíos de información. La riqueza de POAS documentadas fue de 58 especies, resultando las Apiaceae y Asteraceae, las más representadas. Documentamos una baja similitud (ISJ=0.16) entre la riqueza del período prehistórico (7 spp.) y el histórico (56 spp.), que denotan la escasez y fragmentariedad de la temática en estas fuentes. Dieciocho especies son endemismos patagónicos y las restantes se distribuyen en otras regiones del cono sur americano. 53 % de las especies son exclusivas de una sola Provincia fitogeográfica y la Provincia Patagónica resultó la de mayor riqueza (39 spp). Proponemos que junto a los factores ecológicos que podrían explicar dicha distribución, la intervención humana debe ser tenida en cuenta como influencia en los patrones observados. El 59 % de las POAS son comestibles, como uso único, otras son también medicinales. Solo el 11 % de las POAS presentan alguna prospección nutricional. Un mayor esfuerzo de integración entre los estudios etnobiológicos, nutricionales y fitoquímicos favorecerá la valorización de viejas y nuevas pautas alimentarias en la Patagonia.
Revisamos a riqueza, distribuição geográfica e fitogeográfica, multiplicidade de uso, conteúdos fito-químicos e nutricionais das plantas silvestres com órgãos de armazenamento subterrâneo (POAS) comestíveis na Patagônia. Foi realizada uma busca de bibliografia arqueológica, histórica, etno-botânica, e química relacionada com estas espécies. Discutimos as continuidades e descontinuidades no registo; as possíveis razões das distribuições, bem como as razões que explicam as lacunas de informação. A riqueza de POAS documentadas foi de 58 espécies, sendo as Apiaceae e as Asteraceae as mais representadas. Documentamos uma similaridade baixa (ISJ = 0,16) entre a riqueza do período pré-histórico (7 spp.) e o histórico (56 spp.), fato que denota a escassez e fragmentação do tema nessas fontes. Dezoito espécies são endemismos patagônicos e as demais se distribuem em outras regiões do cone sul americano. 53% das espécies são exclusivas de uma só província fito-geográfica, e a Província Patagônica foi a de maior riqueza (39 spp.). Propomos que junto aos fatores ecológicos que poderiam explicar dita distribuição, a intervenção humana deve ser tida em consideração como uma influência sobre os padrões observados. 59% das POAS são comestíveis, como única utilização, e outras são também medicinais. Somente 11% das POAS apresentam alguma prospecção nutricional. Um maior esforço de integração entre os estudos etno-biológicos, nutricionais e fito-químicos favorecerá a valoração de velhas e novas pautas alimentícias na Patagônia.
We reviewed the richness, geographical and phytogeographical distribution, multiplicity of use and phytochemical and nutritional components of wild plants with edible underground storage organs (USOs) in Patagonia. An archaeological, historical, ethnobotanical and chemical bibliographical search was carried out in relation to these species. We discussed the continuity or lack of continuity in the records; the possible reasons for the distribution patterns and for the gaps encountered in the available information. The richness of documented plants with USOs was 58 species, Apiaceae and Asteraceae families being the most represented. We registered low similarity (ISJ=0.16) in richness between the prehistoric (7spp.) and historic periods (56 spp.), which indicates the scarcity and fragmentation of information in these sources. Of the species documented, 18 are native to Patagonia and the remainders are from other regions in the Southern Cone. While 53% of these species are found exclusively in one phytogeographic province, the Patagonian province presented the highest richness (39 spp.). We propose that along with the ecological factors which may explain the observed distribution patterns, human intervention must be taken into account as an influence. Of the total, 59% of plants with USOs are used only as a food resource, while others are also used for medicinal purposes. Only 11% of plants with USOs present studies about nutritional value. A more concerted effort to integrate ethnobiological, nutritional and phytochemical studies would favour greater appreciation of both old and new traditional and modern dietary tendencies in Patagonia.
Revisamos a riqueza, distribuição geográfica e fitogeográfica, multiplicidade de uso, conteúdos fito-químicos e nutricionais das plantas silvestres com órgãos de armazenamento subterrâneo (POAS) comestíveis na Patagônia. Foi realizada uma busca de bibliografia arqueológica, histórica, etno-botânica, e química relacionada com estas espécies. Discutimos as continuidades e descontinuidades no registo; as possíveis razões das distribuições, bem como as razões que explicam as lacunas de informação. A riqueza de POAS documentadas foi de 58 espécies, sendo as Apiaceae e as Asteraceae as mais representadas. Documentamos uma similaridade baixa (ISJ = 0,16) entre a riqueza do período pré-histórico (7 spp.) e o histórico (56 spp.), fato que denota a escassez e fragmentação do tema nessas fontes. Dezoito espécies são endemismos patagônicos e as demais se distribuem em outras regiões do cone sul americano. 53% das espécies são exclusivas de uma só província fito-geográfica, e a Província Patagônica foi a de maior riqueza (39 spp.). Propomos que junto aos fatores ecológicos que poderiam explicar dita distribuição, a intervenção humana deve ser tida em consideração como uma influência sobre os padrões observados. 59% das POAS são comestíveis, como única utilização, e outras são também medicinais. Somente 11% das POAS apresentam alguma prospecção nutricional. Um maior esforço de integração entre os estudos etno-biológicos, nutricionais e fito-químicos favorecerá a valoração de velhas e novas pautas alimentícias na Patagônia.
We reviewed the richness, geographical and phytogeographical distribution, multiplicity of use and phytochemical and nutritional components of wild plants with edible underground storage organs (USOs) in Patagonia. An archaeological, historical, ethnobotanical and chemical bibliographical search was carried out in relation to these species. We discussed the continuity or lack of continuity in the records; the possible reasons for the distribution patterns and for the gaps encountered in the available information. The richness of documented plants with USOs was 58 species, Apiaceae and Asteraceae families being the most represented. We registered low similarity (ISJ=0.16) in richness between the prehistoric (7spp.) and historic periods (56 spp.), which indicates the scarcity and fragmentation of information in these sources. Of the species documented, 18 are native to Patagonia and the remainders are from other regions in the Southern Cone. While 53% of these species are found exclusively in one phytogeographic province, the Patagonian province presented the highest richness (39 spp.). We propose that along with the ecological factors which may explain the observed distribution patterns, human intervention must be taken into account as an influence. Of the total, 59% of plants with USOs are used only as a food resource, while others are also used for medicinal purposes. Only 11% of plants with USOs present studies about nutritional value. A more concerted effort to integrate ethnobiological, nutritional and phytochemical studies would favour greater appreciation of both old and new traditional and modern dietary tendencies in Patagonia.
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