¿La política sin intermediarios?: El programa radial Conversando con el presidente y la crisis argentina de 2001

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Fecha
06/2023
Editorial
Universidad de Palermo. Facultad de Diseño y Comunicación. Centro de Estudios en Diseño y Comunicación
Revista
Cuadernos del Centro de Estudios en Diseño y Comunicación
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Institución organizadora
ISSN
1668-0227
eISSN
1853-3523
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
Este artículo analiza la puesta en escena de la palabra política del presidente Eduardo Duhalde en el ciclo radiofónico Conversando con el presidente [CCEP], en el marco de la crisis argentina de 2001. Las ochenta emisiones que tuvo el programa entre enero de 2002 y mayo del 2003 son estudiadas a partir de tres dimensiones: la construcción del objeto de discurso “la gente”, las temáticas abordadas y la dinámica de interacción establecida entre entrevistado, entrevistador y oyentes. Se concluye que CCEP constituyó un escalón en el proceso de mutación hacia el formato representativo de proximidad que comenzaba a generalizarse en el periodo. En este sentido, y aunque CCEP pretendía erigirse como “un canal directo” entre el presidente y la ciudadanía, supuso una lógica de mediatización indirecta, no interactiva y singularizante.
This paper examines the staging of the political word of President Eduardo Duhalde in the radio show Talking with the president [Conversando con el presidente], during the 2001 Argentine crisis. The eighty transmissions the show had between January 2002 and May 2003 are analysed in three dimensions: the construction of “people” [la gente] as an object of discourse, the topics addressed and the dynamics of interaction established over almost year and a half the show was on air. We conclude that Talking with the president meant a step in the process of mutation towards the consolidation a new representative format based on proximity, that were widespread within the public scene at the beginning of the 21st century in Argentina. In this sense, and even though this radio show was intended to be a “direct channel” between the president and the citizenry, it entailed an indirect, non-interactive and singularizing proximity logic.
Este artigo analisa a encenação da palavra política do presidente Eduardo Duhalde no ciclo de rádio Conversando com o presidente [Conversando con el presidente], no contexto da crise argentina de 2001. As oitenta transmissões que o programa teve entre janeiro de 2002 e maio de 2003 são analisadas a partir de três dimensões: a construção do objeto do discurso “o gente” [la gente], os temas abordados e a dinâmica de interação estabelecida. Conclui-se que o Conversando com o presidente constituiu uma etapa no processo de mutação para o formato representativo de proximidade que começou a generalizar-se no início do século XXI na Argentina. Nesse sentido, e embora a Conversando com o presidente pretendesse estabelecer-se como “um canal direto” entre o presidente e os cidadãos, assumiu uma lógica de proximidade indireta, não interativa e singularizadora.
This paper examines the staging of the political word of President Eduardo Duhalde in the radio show Talking with the president [Conversando con el presidente], during the 2001 Argentine crisis. The eighty transmissions the show had between January 2002 and May 2003 are analysed in three dimensions: the construction of “people” [la gente] as an object of discourse, the topics addressed and the dynamics of interaction established over almost year and a half the show was on air. We conclude that Talking with the president meant a step in the process of mutation towards the consolidation a new representative format based on proximity, that were widespread within the public scene at the beginning of the 21st century in Argentina. In this sense, and even though this radio show was intended to be a “direct channel” between the president and the citizenry, it entailed an indirect, non-interactive and singularizing proximity logic.
Este artigo analisa a encenação da palavra política do presidente Eduardo Duhalde no ciclo de rádio Conversando com o presidente [Conversando con el presidente], no contexto da crise argentina de 2001. As oitenta transmissões que o programa teve entre janeiro de 2002 e maio de 2003 são analisadas a partir de três dimensões: a construção do objeto do discurso “o gente” [la gente], os temas abordados e a dinâmica de interação estabelecida. Conclui-se que o Conversando com o presidente constituiu uma etapa no processo de mutação para o formato representativo de proximidade que começou a generalizar-se no início do século XXI na Argentina. Nesse sentido, e embora a Conversando com o presidente pretendesse estabelecer-se como “um canal direto” entre o presidente e os cidadãos, assumiu uma lógica de proximidade indireta, não interativa e singularizadora.
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