Formas de construir la filiación: entre la norma y la práctica de procrear con gametos donados en Argentina

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Fecha
07/2024
Editorial
Colegio de Graduados de Antropología de la República Argentina
Revista
Publicar en Antropología y Ciencias Sociales
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Institución organizadora
ISSN
0327-6627
eISSN
2250-7671
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Idioma
Español
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Resumen
El desarrollo de las técnicas de reproducción asistida y el reconocimiento de nuevos modelos de familia han impactado fuertemente en el terreno del parentesco. Este artículo busca comprender las transformaciones que se están produciendo en Argentina en el campo de la filiación a partir de examinar los cambios introducidos en la legislación y de explorar las prácticas y símbolos a través de los cuales padres y madres que recurrieron a la donación de gametos construyen el vínculo con su descendencia. La mirada sobre la regla de filiación se entrecruza con las representaciones sobre el rol parental de manera que no se trata sólo del reconocimiento legítimo de los/as hijos/as y las implicancias sucesorias, sino de la función parental que supone su cuidado y crianza. Retomando la tradición antropológica en este campo de estudio, interesa articular un abordaje centrado en la norma y sus efectos en la organización del parentesco con una indagación sobre las experiencias y representaciones de esta primera generación de padres y madres que tuvieron hijos/as por medio de dicho procedimiento médico. Para ello se examinan las modificaciones introducidas en el Código Civil y Comercial vigente desde 2015, dos procesos judiciales de demandas por filiación y un corpus de entrevistas a personas que recurrieron a la donación de gametos.
The development of assisted reproduction techniques and the recognition of new family models have had a strong impact on the field of kinship. This article aims to understand the transformations that are taking place in Argentina in the field of descent relations by examining the changes introduced in the legislation and exploring the practices and symbols through which fathers and mothers who have resorted to donating gametes build the bond with their offspring. The study of the descent rule intersects with the representations about the parental role in such a way that it is not only about the legitimate recognition of the children and the succession implications, but also about the parental function that their care and upbringing entails. Returning to the anthropological tradition in this field of study, this paper seeks to articulate an approach focused on the rule and its effects on the organization of kinship with an analysis of the experiences and representations of this first generation of fathers and mothers who had children through that medical procedure. To do this, this paper examines the modifications introduced in the Civil and Commercial Code in force since 2015, two judicial processes of lawsuits for filiation and a corpus of interviews with people who resorted to donating gametes.
O desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida e o reconhecimento de novos modelos familiares tiveram forte impacto no campo do parentesco. Este artigo procura compreender as transformações que estão ocorrendo na Argentina no campo da filiação, examinando as mudanças introduzidas na legislação e explorando as práticas e símbolos através dos quais pais e mães que recorreram à doação de gametas constroem o vínculo com seus descendentes. O estudo sobre a regra de filiação atravessa as representações sobre o papel parental de tal forma que não se trata apenas do reconhecimento legítimo dos filhos e das implicações sucessórias, mas também da função parental que o seu cuidado e educação acarreta. Retomando a tradição antropológica neste campo de estudo, interessa-me articular uma abordagem focada na norma e seus efeitos na organização do parentesco com um análises sobre as experiências e representações desta primeira geração de pais e mães que tiveram filhos através desse procedimento médico. Para isso, são examinadas as modificações introduzidas no Código Civil e Comercial em vigor desde 2015, dois processos judiciais de ações jurídicas de filiação e um corpus de entrevistas com pessoas que recorreram à doação de gametas.
The development of assisted reproduction techniques and the recognition of new family models have had a strong impact on the field of kinship. This article aims to understand the transformations that are taking place in Argentina in the field of descent relations by examining the changes introduced in the legislation and exploring the practices and symbols through which fathers and mothers who have resorted to donating gametes build the bond with their offspring. The study of the descent rule intersects with the representations about the parental role in such a way that it is not only about the legitimate recognition of the children and the succession implications, but also about the parental function that their care and upbringing entails. Returning to the anthropological tradition in this field of study, this paper seeks to articulate an approach focused on the rule and its effects on the organization of kinship with an analysis of the experiences and representations of this first generation of fathers and mothers who had children through that medical procedure. To do this, this paper examines the modifications introduced in the Civil and Commercial Code in force since 2015, two judicial processes of lawsuits for filiation and a corpus of interviews with people who resorted to donating gametes.
O desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida e o reconhecimento de novos modelos familiares tiveram forte impacto no campo do parentesco. Este artigo procura compreender as transformações que estão ocorrendo na Argentina no campo da filiação, examinando as mudanças introduzidas na legislação e explorando as práticas e símbolos através dos quais pais e mães que recorreram à doação de gametas constroem o vínculo com seus descendentes. O estudo sobre a regra de filiação atravessa as representações sobre o papel parental de tal forma que não se trata apenas do reconhecimento legítimo dos filhos e das implicações sucessórias, mas também da função parental que o seu cuidado e educação acarreta. Retomando a tradição antropológica neste campo de estudo, interessa-me articular uma abordagem focada na norma e seus efeitos na organização do parentesco com um análises sobre as experiências e representações desta primeira geração de pais e mães que tiveram filhos através desse procedimento médico. Para isso, são examinadas as modificações introduzidas no Código Civil e Comercial em vigor desde 2015, dois processos judiciais de ações jurídicas de filiação e um corpus de entrevistas com pessoas que recorreram à doação de gametas.
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