Trasfondo político y crítica estructural en la reflexión de Adorno sobre el proyecto ontológico heideggeriano

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Fecha
07/2025
Editorial
Universidad Nacional de Santiago del Estero. Facultad de Humanidades, Ciencias Sociales y de la Salud
Revista
Trabajo y Sociedad
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ISSN
1514-6871
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Español
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Resumen
El presente artículo examina la crítica estructural de Theodor W. Adorno a la ontologíafundamental de Martin Heidegger en sus lecciones sobre ontología y dialéctica de los añossesenta. La crítica se enfoca en impugnar los núcleos esenciales de la filosofía del ser. Identificatres problemas clave en Heidegger: el usufructo del carácter ambiguo del ser, oscilante entreconcepto y anticoncepto; el procedimiento de retorno al origen, que idealiza lo pasado y desactivala confrontación con la historia concreta y la ontologización de la historia, que neutraliza suespecificidad al reducirla a una estructura del Dasein. La tesis sostiene que estos elementos nosolo comprometen la consistencia teórica de la ontología, sino que también poseen implicacionespolíticas profundas al legitimar formas de pensamiento próximas al totalitarismo. Adornoconsidera que la estructura de la ontología fundamental contiene momentos que se alinean con elautoritarismo. Al convertir el ser en un principio abstracto, desvincula el pensamiento de susmediaciones sociohistóricas, legitimando el orden existente. Esta abstracción, junto con la idealización de lo originario y la deshistorización del ser, perpetúa el statu quo. Así, la críticafilosófica de Adorno se convierte en una exigencia política contra los totalitarismos.
This article examines Theodor W. Adorno's structural critique of Martin Heidegger's fundamental ontology in his lectures on ontology and dialectics in the 1960s. Criticism focuses on challenging the essential core of the philosophy of being. He identifies three key problems in Heidegger: the usufruct of the ambiguous character of being, oscillating between concept and anti-concept; the procedure of return to the origin, which idealizes the past and deactivates the confrontation with concrete history and the ontologization of history, which neutralizes its specificity by reducing it to a structure of Dasein. The thesis maintains that these elements not only compromise the theoretical consistency of the ontology, but also have profound political implications by legitimizing forms of thought close to totalitarianism. Adorno considers that the structure of fundamental ontology contains moments that align with authoritarianism. By converting being into an abstract principle, it detaches thought from its socio-historical mediations, legitimizing the existing order. This abstraction, together with the idealization of the original and the dehistoricization of being, perpetuates the status quo. Thus, Adorno's philosophical criticism becomes a political demand against totalitarianism.
Este artigo examina a crítica estrutural de Theodor W. Adorno à ontologia fundamental de Martin Heidegger em suas palestras sobre ontologia e dialética na década de 1960. A crítica se concentra em desafiar o núcleo essencial da filosofia do ser. Identifica três problemas fundamentais em Heidegger: o usufruto do caráter ambíguo do ser, oscilando entre conceito e anticonceito; o procedimento de retorno à origem, que idealiza o passado e desativa o confronto com a história concreta e a ontologização da história, que neutraliza a sua especificidade ao reduzi-la a uma estrutura do Dasein. A tese sustenta que estes elementos não só comprometem a consistência teórica da ontologia, mas também têm profundas implicações políticas ao legitimarem formas de pensamento próximas do totalitarismo. Adorno considera que a estrutura da ontologia fundamental contém momentos que se alinham com o autoritarismo. Ao converter o ser em princípio abstrato, desvincula o pensamento de suas mediações sócio-históricas, legitimando a ordem existente. Esta abstração, juntamente com a idealização do original e a deshistoricização do ser, perpetua o status quo. Assim, a crítica filosófica de Adorno torna-se uma exigência política contra o totalitarismo.
This article examines Theodor W. Adorno's structural critique of Martin Heidegger's fundamental ontology in his lectures on ontology and dialectics in the 1960s. Criticism focuses on challenging the essential core of the philosophy of being. He identifies three key problems in Heidegger: the usufruct of the ambiguous character of being, oscillating between concept and anti-concept; the procedure of return to the origin, which idealizes the past and deactivates the confrontation with concrete history and the ontologization of history, which neutralizes its specificity by reducing it to a structure of Dasein. The thesis maintains that these elements not only compromise the theoretical consistency of the ontology, but also have profound political implications by legitimizing forms of thought close to totalitarianism. Adorno considers that the structure of fundamental ontology contains moments that align with authoritarianism. By converting being into an abstract principle, it detaches thought from its socio-historical mediations, legitimizing the existing order. This abstraction, together with the idealization of the original and the dehistoricization of being, perpetuates the status quo. Thus, Adorno's philosophical criticism becomes a political demand against totalitarianism.
Este artigo examina a crítica estrutural de Theodor W. Adorno à ontologia fundamental de Martin Heidegger em suas palestras sobre ontologia e dialética na década de 1960. A crítica se concentra em desafiar o núcleo essencial da filosofia do ser. Identifica três problemas fundamentais em Heidegger: o usufruto do caráter ambíguo do ser, oscilando entre conceito e anticonceito; o procedimento de retorno à origem, que idealiza o passado e desativa o confronto com a história concreta e a ontologização da história, que neutraliza a sua especificidade ao reduzi-la a uma estrutura do Dasein. A tese sustenta que estes elementos não só comprometem a consistência teórica da ontologia, mas também têm profundas implicações políticas ao legitimarem formas de pensamento próximas do totalitarismo. Adorno considera que a estrutura da ontologia fundamental contém momentos que se alinham com o autoritarismo. Ao converter o ser em princípio abstrato, desvincula o pensamento de suas mediações sócio-históricas, legitimando a ordem existente. Esta abstração, juntamente com a idealização do original e a deshistoricização do ser, perpetua o status quo. Assim, a crítica filosófica de Adorno torna-se uma exigência política contra o totalitarismo.
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