Trayectorias de (des)identificación religiosa en personas LGBTNb+ de Argentina

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Fecha
01/2026
Editorial
Universidad Católica de Córdoba. Revista de la Facultad de Filosofía y Humanidades
Revista
Pelícano
Título del libro
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2469-0775
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Idioma
Español
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Palabras clave
Resumen
El estudio explora y caracteriza la adscripción religiosa y las trayectorias de (des)identificación religiosa en personas lesbianas, gays, bisexuales, trans - travesti, no binarias y de otras identidades sexogenéricas (identificadas con la sigla LGBTNb+) de Argentina. Se utilizaron datos cuantitativos del proyecto denominado Censo Diversidad, construidos a partir de un cuestionario online en un muestreo no probabilístico de N=15.204 personas autoidentificadas como LGBTNb+ mayores de 16 años y residentes en diversas regiones del país. En particular, se analizó la religión de crianza y la identificación religiosa actual, tanto de manera independiente, a partir del cruce con la identificación sexogenérica, edad, nivel educativo y región de residencia. Los resultados muestran que, si bien casi el 70% fue criado en el catolicismo, el 73% no se identifica con ninguna religión actualmente, siendo aún mayor la proporción en personas de menor edad, residentes en AMBA y Patagonia. Se identificaron también cinco trayectorias de movilidad religiosa: desidentificación religiosa (62% del total de respuestas), no religión constante (13,3%), identificación religiosa constante (11,4%), cambio interreligioso (8,7%) y conversión religiosa (4,1%). Crecer en entornos religiosos se asoció con mayores experiencias de rechazo familiar, sobre todo en segmentos de más edad. La desidentificación religiosa es significativamente superior a la población general, reflejando una reacción a la discriminación, pero también procesos complejos de búsqueda de espacios inclusivos, autonomía o resiliencia espiritual. Los hallazgos subrayan la necesidad de contextos afirmativos, incluyendo comunidades religiosas abiertas e inclusivas, para garantizar el bienestar de la diversidad sexogenérica.
The study explores and characterizes religious affiliation, and trajectories of religious (dis)identification among lesbian, gay, bisexual, trans - travesti, non-binary, and other sex-gender identities (under the acronym LGBTNb+) in Argentina. Quantitative data from Censo Diversidad were used, collected through an online questionnaire in a non-probabilistic sample of N=15,204 self-identified LGBTNb+ individuals aged 16 or older residing in all the regions of the country. Specifically, we analyzed religious upbringing and current religious identification, both independently and cross-referenced with sex-gender identification, age, educational level, and region of residence. Results show that, while almost 70% were raised as Catholic, 73% currently identify with no religion, with this proportion being even higher among younger individuals, and those residing in the Buenos Aires Metropolitan Area (AMBA) and Patagonia. We also identified five religious mobility trajectories: religious disidentification (62% of total responses), constant non-religion (13.3%), constant religious identification (11.4%), interreligious change (8.7%), and religious conversion (4.1%). Growing up in religious environments was associated with greater experiences of family rejection, especially among older segments. Religious disidentification is significantly higher than in the general population, reflecting a reaction to discrimination, but also complex processes of seeking inclusive spaces, autonomy, or spiritual resilience. The findings underscore the need for affirmative contexts, including open and inclusive religious communities, to ensure the well-being of sex-gender diversity.
O estudo explora e caracteriza a afiliação religiosa e as trajetórias de (des)identificação religiosa em pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans - travestis, não binárias e de outras identidades sexogênero (identificadas pela sigla LGBTNb+) da Argentina. Foram utilizados dados quantitativos do projeto denominado Censo Diversidade, construídos a partir de um questionário online em uma amostragem não probabilística de N=15.204 pessoas autoidentificadas como LGBTNb+ com mais de 16 anos e residentes em diversas regiões do país. Em particular, foram analisadas a religião de criação e a identificação religiosa atual, tanto de forma independente quanto a partir do cruzamento com a identificação sexogênero, idade, nível educacional e região de residência. Os resultados mostram que, embora quase 70% tenham sido criados no catolicismo, 73% não se identificam com nenhuma religião atualmente, sendo a proporção ainda maior em pessoas de menor idade e residentes na AMBA e na Patagônia. Foram também identificadas cinco trajetórias de mobilidade religiosa: desidentificação religiosa (62% do total de respostas), não-religião constante (13,3%), identificação religiosa constante (11,4%), mudança inter-religiosa (8,7%) e conversão religiosa (4,1%). Crescer em ambientes religiosos foi associado a maiores experiências de rejeição familiar, sobretudo em segmentos de maior idade. A desidentificação religiosa é significativamente superior à população geral, refletindo uma reação à discriminação, mas também processos complexos de busca por espaços inclusivos, autonomia ou resiliência espiritual. Os achados sublinham a necessidade de contextos afirmativos, incluindo comunidades religiosas abertas e inclusivas, para garantir o bem-estar da diversidade sexogênero.
The study explores and characterizes religious affiliation, and trajectories of religious (dis)identification among lesbian, gay, bisexual, trans - travesti, non-binary, and other sex-gender identities (under the acronym LGBTNb+) in Argentina. Quantitative data from Censo Diversidad were used, collected through an online questionnaire in a non-probabilistic sample of N=15,204 self-identified LGBTNb+ individuals aged 16 or older residing in all the regions of the country. Specifically, we analyzed religious upbringing and current religious identification, both independently and cross-referenced with sex-gender identification, age, educational level, and region of residence. Results show that, while almost 70% were raised as Catholic, 73% currently identify with no religion, with this proportion being even higher among younger individuals, and those residing in the Buenos Aires Metropolitan Area (AMBA) and Patagonia. We also identified five religious mobility trajectories: religious disidentification (62% of total responses), constant non-religion (13.3%), constant religious identification (11.4%), interreligious change (8.7%), and religious conversion (4.1%). Growing up in religious environments was associated with greater experiences of family rejection, especially among older segments. Religious disidentification is significantly higher than in the general population, reflecting a reaction to discrimination, but also complex processes of seeking inclusive spaces, autonomy, or spiritual resilience. The findings underscore the need for affirmative contexts, including open and inclusive religious communities, to ensure the well-being of sex-gender diversity.
O estudo explora e caracteriza a afiliação religiosa e as trajetórias de (des)identificação religiosa em pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans - travestis, não binárias e de outras identidades sexogênero (identificadas pela sigla LGBTNb+) da Argentina. Foram utilizados dados quantitativos do projeto denominado Censo Diversidade, construídos a partir de um questionário online em uma amostragem não probabilística de N=15.204 pessoas autoidentificadas como LGBTNb+ com mais de 16 anos e residentes em diversas regiões do país. Em particular, foram analisadas a religião de criação e a identificação religiosa atual, tanto de forma independente quanto a partir do cruzamento com a identificação sexogênero, idade, nível educacional e região de residência. Os resultados mostram que, embora quase 70% tenham sido criados no catolicismo, 73% não se identificam com nenhuma religião atualmente, sendo a proporção ainda maior em pessoas de menor idade e residentes na AMBA e na Patagônia. Foram também identificadas cinco trajetórias de mobilidade religiosa: desidentificação religiosa (62% do total de respostas), não-religião constante (13,3%), identificação religiosa constante (11,4%), mudança inter-religiosa (8,7%) e conversão religiosa (4,1%). Crescer em ambientes religiosos foi associado a maiores experiências de rejeição familiar, sobretudo em segmentos de maior idade. A desidentificação religiosa é significativamente superior à população geral, refletindo uma reação à discriminação, mas também processos complexos de busca por espaços inclusivos, autonomia ou resiliência espiritual. Os achados sublinham a necessidade de contextos afirmativos, incluindo comunidades religiosas abertas e inclusivas, para garantir o bem-estar da diversidade sexogênero.
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