Artículo

O acesso à cidadania e os usos políticos dos corpos na ciclovia de Aracaju/SE

Zoboli, Fabio ; Levoratti, Alejo Icon; Silva Dantas De Oliveira, Sayuri

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Fecha

12/2024

Editorial

Asociación La tinoamerica de Estudios Socioculturales del Deporte

Revista

Revista de ALESDE

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Fecha del evento

Institución organizadora

ISSN

2238-0000

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Idioma

Portugués

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Clasificación temática

Resumen

O presente estudo tem como objetivo interpelar o espaço público urbano da ciclovia de Aracaju e a segregação social em função dos descompassos provocados pelos fluxos neoliberais de produção de riqueza e manutenção/reprodução de pobreza. O escrito parte do pressuposto de que a ciclovia aracajuana é, em grande medida, antidemocrática, portanto, não pode ser vista como um quesito de cidadania. Para sustentar tal suspeita são tensionados alguns questionamentos: Para que atores sociais a ciclovia foi pensada enquanto política pública? Para que prática corporal urbana ela foi concebida? Para que tipo de corpos e bicicletas ela foi pensada? Em termos geopolíticos, qual a função da malha cicloviária de Aracaju? Entendemos que os usos dos corpos dos ciclistas são distintos na medida em que política e esteticamente usam suas bicicletas com diferentes objetivos. De igual modo, os processos de transmissão e utilização destas técnicas corporais são estruturados por questões de classe e de gênero. Conclui-se que embora tenha sido concebida como uma forma de construir qualidade de vida para os setores abastados, os usos dos cidadãos estão longe do que foi concebido e expresso e nela se materializam as desigualdades em termos de classe social e de género que a cidade moderna atravessa.
The aim of this study is to question the urban public space of Aracaju's bicycle lane and social segregation as a result of the mismatches caused by neoliberal flows of wealth production and poverty maintenance/reproduction. The article starts from the assumption that Aracaju's bicycle lane is, to a large extent, undemocratic, and therefore cannot be seen as an issue of citizenship. To support this suspicion, some questions are raised: For which social actors was the bicycle lane designed as a public policy? What kind of urban bodily practice was it designed for? What kind of bodies and bicycles was it designed for? In geopolitical terms, what is the function of Aracaju's cycling network? We understand that the uses of cyclists' bodies are different in that they politically and aesthetically use their bicycles for different purposes. Similarly, the processes of transmission and use of these body techniques are structured by class and gender issues. The conclusion is that although it was conceived as a way of building quality of life for the comfortable sectors, the uses of the citizens are far from what was expressed in the design and it materializes the inequalities in terms of social class and gender that the modern city is experiencing.

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