Más allá del multiculturalismo: Investigación comunitaria intercultural en el Consejo Regional Indígena del Cauca, Tierradentro, Colombia (1991-2015)

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Fecha
08/2018
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto de Ciencias Antropológicas
Revista
Runa
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Institución organizadora
ISSN
0325-1217
eISSN
1851-9628
ISBN
Idioma
Español
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Palabras clave
Resumen
En algunos países de América Latina las organizaciones indígenas han desarrollado sus propias líneas de investigación. En este trabajo abordo las que emprenden los intelectuales orgánicos del Consejo Regional Indígena del Cauca en la subregión colombiana de Tierradentro. Para dar cuenta de ellas recurro a la categoría “investigación comunitaria intercultural”, un término que recupera varias denominaciones con las cuales los investigadores indígenas de esta zona reflexionan sobre su propia actividad. En este trabajo sostengo, por una parte, que estas investigaciones han permitido fortalecer la autonomía y recrear la territorialidad de las comunidades indígenas. Por otra parte, planteo que ellas constituyen una respuesta a la violencia epistémica que se reproduce en los marcos disciplinarios de las ciencias modernas. De esta forma, tales iniciativas permiten impugnar el diálogo de saberes que pregona el multiculturalismo, un diálogo en el que la ciencia moderna conserva una posición de universalidad privilegiada.
In some Latin American countries, indigenous organizations have developed their own lines of research. In this paper I address the research practices undertaken by the organic intellectuals of the Consejo Regional Indígena del Cauca in the Colombian sub-region of Tierradentro. To account for these practices I resort to the category of “intercultural community research”, a term that recovers several categories with which indigenous researchers in this area reflect on their own activity. In this work I argue, on the one hand, that these investigations have allowed to strengthen autonomy and to recreate the territoriality of indigenous communities. On the other hand, I suggest that they constitute a response to the epistemic violence reproduced in the disciplinary frameworks of modern sciences. In this way, such initiatives allow to challenge the dialogue of knowledge that preaches multiculturalism, a dialogue in which modern science retains a position of privileged universality.
Em alguns países latino-americanos, as organizações indígenas desenvolveram suas próprias linhas de pesquisa. Neste artigo abordo as práticas de pesquisa realizadas pelos intelectuais orgânicos do “Consejo Regional Indígena del Cauca” na sub-região colombiana do Tierradentro. Para explicar essas práticas, utilizo à categoria “pesquisa da comunidade intercultural”, um termo que recupera várias outras categorias com as quais os pesquisadores indígenas nesta área refletem sua própria atividade. Neste trabalho, argumento, por um lado, que essas investigações permitiram fortalecer a autonomia e recriar a territorialidade das comunidades indígenas. Por outro, que eles constituem uma resposta à violência epistêmica reproduzida nos quadros disciplinares das ciências modernas. Desta forma, tais iniciativas permitem desafiar o diálogo do conhecimento que prega o multiculturalismo, um diálogo em que a ciência moderna retém uma posição de universalidade privilegiada.
In some Latin American countries, indigenous organizations have developed their own lines of research. In this paper I address the research practices undertaken by the organic intellectuals of the Consejo Regional Indígena del Cauca in the Colombian sub-region of Tierradentro. To account for these practices I resort to the category of “intercultural community research”, a term that recovers several categories with which indigenous researchers in this area reflect on their own activity. In this work I argue, on the one hand, that these investigations have allowed to strengthen autonomy and to recreate the territoriality of indigenous communities. On the other hand, I suggest that they constitute a response to the epistemic violence reproduced in the disciplinary frameworks of modern sciences. In this way, such initiatives allow to challenge the dialogue of knowledge that preaches multiculturalism, a dialogue in which modern science retains a position of privileged universality.
Em alguns países latino-americanos, as organizações indígenas desenvolveram suas próprias linhas de pesquisa. Neste artigo abordo as práticas de pesquisa realizadas pelos intelectuais orgânicos do “Consejo Regional Indígena del Cauca” na sub-região colombiana do Tierradentro. Para explicar essas práticas, utilizo à categoria “pesquisa da comunidade intercultural”, um termo que recupera várias outras categorias com as quais os pesquisadores indígenas nesta área refletem sua própria atividade. Neste trabalho, argumento, por um lado, que essas investigações permitiram fortalecer a autonomia e recriar a territorialidade das comunidades indígenas. Por outro, que eles constituem uma resposta à violência epistêmica reproduzida nos quadros disciplinares das ciências modernas. Desta forma, tais iniciativas permitem desafiar o diálogo do conhecimento que prega o multiculturalismo, um diálogo em que a ciência moderna retém uma posição de universalidade privilegiada.
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