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Digital humusities in teacher education in Latin America: Historical reflections between Brazil and Argentina

Ramos da Luz, José Augusto ; Ramallo, Francisco Icon

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Fecha

09/2026

Editorial

Universidade Estadual Paulista

Revista

Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação

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eISSN

1982-5587

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Idioma

Inglés

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Resumen

This article proposes a theoretical-epistemological and historical reflection on the intersections between digital citizenship and decolonial teacher education in Latin America, based on a comparative and situated analysis between Brazil and Argentina. The reflection problematizes the predominance of an instrumental and market-driven vision of technology in education, which, under the veneer of innovation, systematically reproduces the coloniality of knowledge, deepens epistemological dependencies on external hegemonic frameworks, and obstructs the emergence of territorialized educational practices. In counterpoint to this digital coloniality, the article develops the original concept of digital humusities as an analytical category to resignify digital citizenship in contexts marked by historical structural inequalities. It is argued that the integration of digital technologies must be mediated by local knowledge, horizontal academic relations, and insurgent community practices, converting teacher education in basic education into a space for epistemic disobedience, active resistance, and the autonomous production of Latin American pedagogical narratives.
Este artigo propõe uma reflexão teórico-epistemológica e histórica sobre as intersecções entre cidadania digital e formação docente decolonial na América Latina, a partir de uma análise comparada entre Brasil e Argentina. A reflexão problematiza a predominância de uma visão instrumental e mercadológica da tecnologia na educação que, sob o verniz da inovação, sistematicamente reproduz a colonialidade do saber, aprofunda dependências epistemológicas em relação a referenciais hegemônicos externos e obstrui a emergência de práticas educativas territorializadas. Em contraponto a essa colonialidade digital, o artigo desenvolve o conceito de humusidades digitais, como categoria analítica para ressignificar a cidadania digital em contextos marcados por desigualdades estruturais históricas. Argumenta-se que a integração de tecnologias digitais deve ser mediada por saberes locais, relações acadêmicas horizontais e práticas comunitárias insurgentes, convertendo a formação docente na educação básica em espaço de desobediência epistêmica, resistência ativa e produção autônoma de narrativas pedagógicas latino-americanas.

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