Hidrovía Paraguay Paraná, disputas por el territorio y conflictividad ambiental: el imperio Cargill frente a la comunidad de pescadores/as del Bajo Paraná (2003-2023)

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Fecha
12/2023
Editorial
Universidad Nacional de Rosario. Facultad de Humanidades y Artes. Escuela de Antropología
Revista
Revista de la Escuela de Antropologia
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Institución organizadora
ISSN
2618-2998
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Idioma
Español
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Resumen
A partir de la década de 1990, en un contexto de avance de las políticas neoliberales en América Latina, se desarrolla en Argentina un proceso de privatización y extranjerización -sin precedentes- sobre las vías navegables, costas y puertos. En ese marco, los países de la Cuenca del Plata firman el “Acuerdo de Transporte Fluvial por la Hidrovía Paraguay Paraná” (1992) y se erige sobre las costas del río Paraná el polo agroindustrial portuario del Gran Rosario. La instalación de mega infraestructuras vinculadas al complejo extractivista genera tensiones con otras lógicas preexistentes de apropiación, producción y significación del territorio. En el siguiente artículo nos proponemos reflexionar, desde una mirada antropológica, sobre la conflictividad ambiental generada en la comunidad de pescadores/as del barrio “Bajo Paraná” a partir de la puesta en funcionamiento, en el año 2005, de una planta industrial y dos puertos cerealeros, propiedad de la empresa Cargill, en las localidades de Villa Gobernador Gálvez y Alvear (Santa Fe, Argentina).
Since the 1990s, in a context of advances of neoliberal policies in Latin America, an unprecedented process of privatization and foreignization of waterways, coasts and ports was developed. Within this framework, the countries of the Río de la Plata basin sign the “River Transportation Agreement for the Paraguay Paraná Waterway” (1992) and the Gran Rosario agro-industrial port pole was developed on the coasts of the Paraná river. The installation of mega infrastructures linked to the extractivist complex generated tensions with other pre-existing logics of appropriation, production and significance of the territory. From an anthropological perspective, the following paper propose to reflect on the environmental conflict produced in the community of fishermen of neighborhood "Bajo Paraná" since the start-up, in 2005, of an industrial plant and two grain ports, owned by the Cargill company, on the locations of Villa Gobernador Gálvez and Alvear (Santa Fe, Argentina).
A partir da década de 1990, numa época de avanço das políticas neoliberais na América Latina, desenvolveu-se na Argentina um processo de privatização e estrangeirização sem precedentes sobre nossos canais de navegação, beiras e portos. Nesse contexto, os países da Bacia do Prata assinaram o “Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai Paraná” (1992) e se ergue sobre as beiras do rio Paraná o complexo agroindustrial portuario do Grande Rosario. A instalação da infraestrutura em relação com o complexo extrativista geram tensões com outras lógicas preexistentes de apropriação, produção e significação do território. No seguinte artigo propomos refletir, baixo um olhar antropológico, sobre a conflictividade ambiental acontecida na comunidade de pescadores do barrio “Baixo Paraná” a partir do funcionamento desde o ano 2005 de uma empresa industrial e dois portos de grãos, propiedade da empresa Cargill, nas cidades de Villa Gobernador Gálvez e Alvear (Santa Fe, Argentina).
Since the 1990s, in a context of advances of neoliberal policies in Latin America, an unprecedented process of privatization and foreignization of waterways, coasts and ports was developed. Within this framework, the countries of the Río de la Plata basin sign the “River Transportation Agreement for the Paraguay Paraná Waterway” (1992) and the Gran Rosario agro-industrial port pole was developed on the coasts of the Paraná river. The installation of mega infrastructures linked to the extractivist complex generated tensions with other pre-existing logics of appropriation, production and significance of the territory. From an anthropological perspective, the following paper propose to reflect on the environmental conflict produced in the community of fishermen of neighborhood "Bajo Paraná" since the start-up, in 2005, of an industrial plant and two grain ports, owned by the Cargill company, on the locations of Villa Gobernador Gálvez and Alvear (Santa Fe, Argentina).
A partir da década de 1990, numa época de avanço das políticas neoliberais na América Latina, desenvolveu-se na Argentina um processo de privatização e estrangeirização sem precedentes sobre nossos canais de navegação, beiras e portos. Nesse contexto, os países da Bacia do Prata assinaram o “Acordo de Transporte Fluvial pela Hidrovia Paraguai Paraná” (1992) e se ergue sobre as beiras do rio Paraná o complexo agroindustrial portuario do Grande Rosario. A instalação da infraestrutura em relação com o complexo extrativista geram tensões com outras lógicas preexistentes de apropriação, produção e significação do território. No seguinte artigo propomos refletir, baixo um olhar antropológico, sobre a conflictividade ambiental acontecida na comunidade de pescadores do barrio “Baixo Paraná” a partir do funcionamento desde o ano 2005 de uma empresa industrial e dois portos de grãos, propiedade da empresa Cargill, nas cidades de Villa Gobernador Gálvez e Alvear (Santa Fe, Argentina).
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