Pizza con Champagne (y gibré): Cultura de la noche y subjetividad posmoderna en la ficción argentina

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Fecha
04/2025
Editorial
Universidad de Palermo. Facultad de Diseño y Comunicación. Centro de Estudios en Diseño y Comunicación
Revista
Cuadernos del Centro de Estudios en Diseño y Comunicación
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
1853-3523
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Idioma
Español
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Resumen
Con insistentes coincidencias, las series televisivas revisitan una fracción de la historia de la posdictadura de la Argentina: los 90, década de consolidación de una cultura neoliberal descrita usualmente como “Pizza con Champagne”. Dicha metáfora define una época contradictoria de permanentes disrupciones: una desmesura nacional en la que resuena la intensidad posmoderna en tanto estado de euforia que caracteriza una subjetividad individualista, hedonista y consumista, acorde con la interpretación de Fredric Jameson. Al tiempo que revisitan el devenir de algunos íconos de la cultura pop, narraciones como Coppola, el representante (Disney+, 2024) y Cris Miró (ella) (TNT, 2024) harán de esa desmesura su lugar de enunciación. Cierta deriva de un “destape” posdictadura puede, no obstante, percibirse en este modo de representar una subjetividad desbordante que habrá de elegir como su hábitat nada menos que la noche: coordenadas para el quiebre de los tabúes y los interdictos culturales, pero también para la transformación de ciertas vidas que adquieren reconocimiento público en ese período histórico. Se propone un estudio semiótico que, por las vías de series televisivas de enorme repercusión, devele qué sentidos dan forma al imaginario que la cultura masiva nos propone sobre la Pizza con Champagne, sus figuras icónicas y su vida nocturna: resguardo para la disidencia y la subversión, a la vez que entorno predilecto para sujetos disruptivos que convocan a pensar algunas contracaras de la era menemista.
With persistent coincidences, television series revisit a fragment of Argentina’s post-dictatorship history: the 1990s, a decade marked by the consolidation of a neoliberal culture commonly described as “Pizza con Champagne.” This metaphor defines a contradictory era of ongoing disruptions–a national excess in which the intensity of postmodernity resonates as a state of euphoria that shapes an individualistic, hedonistic, and consumerist subjectivity, in line with Fredric Jameson’s interpretation. While retracing the trajectory of certain pop culture icons, narratives such as Coppola, el representante (Disney+, 2024) and Cris Miró (ella) (TNT, 2024) make this excess their enunciative space. A certain drift from the post-dictatorship destape can, however, be perceived in this mode of portraying an overflowing subjectivity that chooses the night as its habitat–coordinates for breaking taboos and cultural interdicts, but also for the transformation of certain lives that gain public recognition during this historical period. This study proposes a semiotic analysis that, through highly influential television series, unveils the meanings shaping the imaginary that mass culture constructs around Pizza con Champagne, its iconic figures, and its nightlife–both as a refuge for diversity and subversion and as a privileged setting for disruptive subjects who invite reflection on some of the counterpoints to the menemista era.
Com insistentes coincidências, as séries televisivas revisitam uma fração da história pós-ditadura na Argentina: os anos 1990, década de consolidação de uma cultura neoliberal geralmente descrita como “Pizza com Champagne”. Essa metáfora define uma época contraditória de constantes rupturas–um excesso nacional em que ressoa a intensidade pós-moderna como um estado de euforia que caracteriza uma subjetividade individualista, hedonista e consumista, em consonância com a interpretação de Fredric Jameson. Ao revisitar a trajetória de alguns ícones da cultura pop, narrativas como Coppola, el representante (Disney+, 2024) e Cris Miró, ella (TNT, 2024) fazem desse excesso seu espaço de enunciação. Certo desdobramento do destape pós-ditadura pode, no entanto, ser percebido nessa forma de representar uma subjetividade transbordante que escolhe como habitat nada menos que a noite–coordenadas para a quebra de tabus e interditos culturais, mas também para a transformação de certas vidas que adquirem reconhecimento público nesse período histórico. Propõe-se uma análise semiótica que, por meio de séries televisivas de grande repercussão, desvende os sentidos que moldam o imaginário que a cultura de massa constrói sobre a Pizza com Champagne, suas figuras icônicas e sua vida noturna–tanto como refúgio para a dissidência e a subversão quanto como ambiente privilegiado para sujeitos disruptivos que convidam à reflexão sobre algumas contracaras da era menemista.
With persistent coincidences, television series revisit a fragment of Argentina’s post-dictatorship history: the 1990s, a decade marked by the consolidation of a neoliberal culture commonly described as “Pizza con Champagne.” This metaphor defines a contradictory era of ongoing disruptions–a national excess in which the intensity of postmodernity resonates as a state of euphoria that shapes an individualistic, hedonistic, and consumerist subjectivity, in line with Fredric Jameson’s interpretation. While retracing the trajectory of certain pop culture icons, narratives such as Coppola, el representante (Disney+, 2024) and Cris Miró (ella) (TNT, 2024) make this excess their enunciative space. A certain drift from the post-dictatorship destape can, however, be perceived in this mode of portraying an overflowing subjectivity that chooses the night as its habitat–coordinates for breaking taboos and cultural interdicts, but also for the transformation of certain lives that gain public recognition during this historical period. This study proposes a semiotic analysis that, through highly influential television series, unveils the meanings shaping the imaginary that mass culture constructs around Pizza con Champagne, its iconic figures, and its nightlife–both as a refuge for diversity and subversion and as a privileged setting for disruptive subjects who invite reflection on some of the counterpoints to the menemista era.
Com insistentes coincidências, as séries televisivas revisitam uma fração da história pós-ditadura na Argentina: os anos 1990, década de consolidação de uma cultura neoliberal geralmente descrita como “Pizza com Champagne”. Essa metáfora define uma época contraditória de constantes rupturas–um excesso nacional em que ressoa a intensidade pós-moderna como um estado de euforia que caracteriza uma subjetividade individualista, hedonista e consumista, em consonância com a interpretação de Fredric Jameson. Ao revisitar a trajetória de alguns ícones da cultura pop, narrativas como Coppola, el representante (Disney+, 2024) e Cris Miró, ella (TNT, 2024) fazem desse excesso seu espaço de enunciação. Certo desdobramento do destape pós-ditadura pode, no entanto, ser percebido nessa forma de representar uma subjetividade transbordante que escolhe como habitat nada menos que a noite–coordenadas para a quebra de tabus e interditos culturais, mas também para a transformação de certas vidas que adquirem reconhecimento público nesse período histórico. Propõe-se uma análise semiótica que, por meio de séries televisivas de grande repercussão, desvende os sentidos que moldam o imaginário que a cultura de massa constrói sobre a Pizza com Champagne, suas figuras icônicas e sua vida noturna–tanto como refúgio para a dissidência e a subversão quanto como ambiente privilegiado para sujeitos disruptivos que convidam à reflexão sobre algumas contracaras da era menemista.
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