Max Weber, ¿precursor del pensamiento político posfundacional?: Consideraciones sobre el vínculo entre política y valores en Politik als Beruf
; Majul Conte Grand, Octavio 
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Fecha
05/2025
Editorial
Universidade Federal de São Carlos
Revista
Contemporânea
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ISSN
2236-532X
eISSN
2316-1329
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Idioma
Español
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Resumen
En los últimos años, el problema del politeísmo de valores formulado en la obra de Max Weber ha tenido un creciente interés para la teoría política, particularmente para aquella que se enmarca en la corriente posfundacional. A grandes rasgos, este problema parecería anticipar algunas de las constataciones elementales de aquella corriente de pensamiento político, a saber: que existe un debilitamiento ontológico, que este puede ser experimentado inmediatamente por los sujetos y que, en consecuencia, la acción política se ubica en un terreno indecidible, en el que se debe elegir entre “dioses” y “demonios”. En este artículo examinamos la formulación weberiana del politeísmo de valores tal como aparece en su clásica conferencia “Política como vocación” [Politik als Beruf] y la contrastamos con la comprensión que se tiene de este en la teoría política contemporánea. A pesar de la similitud, puede constatarse que Weber, más que por un diagnóstico metafísico, se hallaba preocupado por la pregunta práctica relativa a la relación entre el sujeto y los valores últimos. De allí se derivan una serie de corolarios teórico-políticos que alejan a Weber del pensamiento político posfundacional.
The polytheism of values, as it was formulated by Max Weber in his work, has deserved increasing interest in political thought, especially in post-foundational theory. A bird’s eyes view let us confirm that some of its basal principles seems to be anticipated in that Weberian formulation, i.e., the assumption of an ontological weakness that can be experimented immediately by us and that political action leads us to an undecidable situation, which bind us to take a decision between “gods” and “demons”. In this paper we aim to compare Weber’s understanding of the polytheism of values as it follows from “Politics as a Vocation” [Politik als Beruf] with that of the post-foundational theory. Since Weber was not interested in a metaphysical diagnosis, but in the practical question of the link between subject and ultimate values, we state that, despite its similarities, there are some important differences that distances him from post-foundational political thought.
Nos últimos anos, o problema do politeísmo de valores formulado na obra de Max Weber tem sido de crescente interesse para a teoria política, particularmente aquela que se enquadra na corrente pós-fundacional. Em termos gerais, esse problema parece antecipar algumas das constatações elementares dessa corrente de pensamento político, a saber: que há um enfraquecimento ontológico que pode ser experimentado imediatamente pelos sujeitos e que, consequentemente, a ação política se situa em um terreno indecidível, no qual é preciso escolher entre “deuses” e “demônios”. Neste artigo, examinamos a formulação de Weber do politeísmo dos valores tal como aparece em sua clássica palestra “A política como vocação” [Politik als Beruf] e a contrastamos com a compreensão dela na teoria política contemporânea. Apesar da semelhança, percebe-se que Weber, mais do que um diagnóstico metafísico, preocupava-se com a questão prática da relação entre o sujeito e os valores últimos. Daí deriva uma série de corolários teórico-políticos que distanciam Weber do pensamento político pós-fundacional.
The polytheism of values, as it was formulated by Max Weber in his work, has deserved increasing interest in political thought, especially in post-foundational theory. A bird’s eyes view let us confirm that some of its basal principles seems to be anticipated in that Weberian formulation, i.e., the assumption of an ontological weakness that can be experimented immediately by us and that political action leads us to an undecidable situation, which bind us to take a decision between “gods” and “demons”. In this paper we aim to compare Weber’s understanding of the polytheism of values as it follows from “Politics as a Vocation” [Politik als Beruf] with that of the post-foundational theory. Since Weber was not interested in a metaphysical diagnosis, but in the practical question of the link between subject and ultimate values, we state that, despite its similarities, there are some important differences that distances him from post-foundational political thought.
Nos últimos anos, o problema do politeísmo de valores formulado na obra de Max Weber tem sido de crescente interesse para a teoria política, particularmente aquela que se enquadra na corrente pós-fundacional. Em termos gerais, esse problema parece antecipar algumas das constatações elementares dessa corrente de pensamento político, a saber: que há um enfraquecimento ontológico que pode ser experimentado imediatamente pelos sujeitos e que, consequentemente, a ação política se situa em um terreno indecidível, no qual é preciso escolher entre “deuses” e “demônios”. Neste artigo, examinamos a formulação de Weber do politeísmo dos valores tal como aparece em sua clássica palestra “A política como vocação” [Politik als Beruf] e a contrastamos com a compreensão dela na teoria política contemporânea. Apesar da semelhança, percebe-se que Weber, mais do que um diagnóstico metafísico, preocupava-se com a questão prática da relação entre o sujeito e os valores últimos. Daí deriva uma série de corolários teórico-políticos que distanciam Weber do pensamento político pós-fundacional.
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