Escrituras a la intemperie en la literatura de expresión francesa

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Fecha
05/2019
Editorial
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Revista
Revell
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ISSN
2179-4456
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Español
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Resumen
Este trabajo analiza los modos de ingreso de la literatura de exilio dentro del campo de la literatura de expresión francesa. La literatura de exilio se funda en una experiencia doble: el desplazamiento territorial y el cambio de lengua. Adoptar una lengua extranjera coloca al sujeto distanciado de la lengua materna; exiliarse, lo deja fuera de otro lugar. Esta literatura gestada en estas condiciones de producción es lo que Silvia Molloy llama una “escritura a la intemperie” ubicada en un afuera simbólico, producida por un sujeto que se ha ido de una lengua, de una cultura y de un lugar, pero que escribe ineludiblemente en una lengua, en una cultura y en un lugar. Es así como se conforma un corpus que aquí llamo Literatura extraterritorial de expresión francesa, y que constituye el marco teórico-crítico desde el cual analizo, por un lado, la compleja y dinámica conformación del campo literario de expresión francesa y la recepción del corpus extraterritorial dentro de aquél. Por otro lado, propongo estudios de caso para dar cuenta de los modos singulares de expresar el exilio y el cambio de lengua
O artigo analisa as maneiras pelas quais a literatura do exílio se insere no campo da literatura de expressão francesa. A literatura do exílio funda-se numa dupla experiência: o deslocamento territorial e a mudança de língua. A adoção de uma língua estrangeira distancia o sujeito de sua própria língua-mãe; o fato do exílio deixa-o de fora de outro lugar. A literatura gestada nessas condições de produção é nomeada por Silvia Molloy como “escrita à intempérie”, localizada fora do simbólico, produzida por um sujeito que deixou uma língua, de uma cultura e um lugar, mas que escreve inevitavelmente numa língua, numa cultura e num lugar. Conformase, assim, um corpus que chamo Literatura extraterritorial de expressão francesa e que constitui o marco teórico-crítico com o qual analiso, de um lado, a complexa e dinâmica conformação do campo literário de expressão francesa e a recepção deste corpus extraterritorial no interior daquele. Por um outro lado, trago à tona estudos de caso com o objetivo de apontar maneiras singulares de expressar o exílio e a mudança de língua.
This paper analyzes the ways in which exile literature enters into the field of Francophone literature. Exile literature is based on a double experience: territorial displacement and language change. Adopting a foreign language places the subject at a distance from their mother tongue; Exile, leaves them out of their place. This literature developed in these conditions of production is what Silvia Molloy calls "outdoors writing", a writing located in a symbolic outside, produced by a subject who has abandoned their native language, their culture and place, but who writes inescapably in a language, in a culture and in a place. This is how a corpus that I call Extraterritorial Literature of Francophone writing is constituted, and it’s the theoretical-critical framework from which I analyze, on the one hand, the complex and dynamic conformation of the literary field of Francophone literature and the reception of the extraterritorial corpus inside that literature; and on the other hand, I propose case studies to account for the unique ways of expressing exile and language change.
O artigo analisa as maneiras pelas quais a literatura do exílio se insere no campo da literatura de expressão francesa. A literatura do exílio funda-se numa dupla experiência: o deslocamento territorial e a mudança de língua. A adoção de uma língua estrangeira distancia o sujeito de sua própria língua-mãe; o fato do exílio deixa-o de fora de outro lugar. A literatura gestada nessas condições de produção é nomeada por Silvia Molloy como “escrita à intempérie”, localizada fora do simbólico, produzida por um sujeito que deixou uma língua, de uma cultura e um lugar, mas que escreve inevitavelmente numa língua, numa cultura e num lugar. Conformase, assim, um corpus que chamo Literatura extraterritorial de expressão francesa e que constitui o marco teórico-crítico com o qual analiso, de um lado, a complexa e dinâmica conformação do campo literário de expressão francesa e a recepção deste corpus extraterritorial no interior daquele. Por um outro lado, trago à tona estudos de caso com o objetivo de apontar maneiras singulares de expressar o exílio e a mudança de língua.
This paper analyzes the ways in which exile literature enters into the field of Francophone literature. Exile literature is based on a double experience: territorial displacement and language change. Adopting a foreign language places the subject at a distance from their mother tongue; Exile, leaves them out of their place. This literature developed in these conditions of production is what Silvia Molloy calls "outdoors writing", a writing located in a symbolic outside, produced by a subject who has abandoned their native language, their culture and place, but who writes inescapably in a language, in a culture and in a place. This is how a corpus that I call Extraterritorial Literature of Francophone writing is constituted, and it’s the theoretical-critical framework from which I analyze, on the one hand, the complex and dynamic conformation of the literary field of Francophone literature and the reception of the extraterritorial corpus inside that literature; and on the other hand, I propose case studies to account for the unique ways of expressing exile and language change.
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