Artículo

Mercantilización en las políticas de inclusión al trabajo: una aproximación desde las experiencias

Seveso Zanin, Emilio José Icon

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Fecha

03/2020

Editorial

Universidad Católica Silvia Henríquez. Facultad de Ciencias Sociales

Revista

Temas Sociológicos

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ISSN

0719-644X

eISSN

0719-6458

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Español

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Resumen

Durante las últimas décadas, los formatos de asistencia condicional muestran una expansión significativa en América Latina. Fundados en actividades no cualificadas y de vinculación precaria, su retórica humanitaria tiende a desdibujar las consecuencias que implican las prácticas de corresponsabilidad y, ante todo, las renovadas relaciones entre el Estado y el mercado que, por diversas vías, valorizan procesos productivos y comerciales. En este artículo recuperamos las vivencias y expresiones de un conjunto de beneficiarios con el fin de indagar las tendencias de mercantilización asociadas a tales iniciativas. En particular, nos interesan tres dimensiones: la expropiación de la vitalidad corporal vía la valorización del capital humano, la circulación monetaria promovida mediante la aplicación de los programas y la desposesión lograda mediante la convergencia de créditos para el consumo; tres aspectos que impugnan los preceptos de autodeterminación, libertad y bienestar formalmente postulados. En torno a las tendencias de modernización e innovación gubernamental promovidas en la región, el sitio de la experiencia nos permite profundizar en el vínculo entre las actuales condiciones estructurales de pobreza, las estrategias de regulación progresista del Estado y la transversalidad de las tendencias mercantiles. Desde allí, abrimos dimensiones analíticas para reflexionar sobre los mecanismos de regulación que son impuestos a las clases subalternas bajo presumibles condiciones de inclusión social. En las conclusiones señalamos que la circulación comercial y financiera es favorecida ?desde abajo? mediante la doble figura de trabajadores activos y consumidores sagaces. Mientras tanto, indicamos que existe un efecto operado ?desde arriba?, ya que, frente a la desigualdad y la opresión entre clases sociales, las políticas escenifican los derechos de ciudadanía que encubren la activa regulación de las experiencias.
During the last decades, conditional assistance formats show a significant expansion in Latin America. Based on unskilled activ-ities and precarious ties, humanitarian rhetoric tends to blur the consequences of co-responsibility practices and, above all, the renewed relations between the State and the market through var-ious means, value-productive and commercial processes. In this article, we recover the experiences and expressions of a group of beneficiaries to investigate commercialization trends associ-ated with such initiatives. We are interested in three dimensions: the appropriation of bodily vitality through the valorization of human capital, monetary circulation promoted through the ap-plication of programs, and dispossession achieved through the convergence of credits for consumption- three aspects that chal-lenge the proposed precepts of self-determination, freedom, and welfare. Regarding the trends of government modernization and innovation promoted in the region, the “site of experience” al-lows us to deepen the link between the current structural con-ditions of poverty, the strategies of progressive regulation of the State, and the transversality of market trends. From there, we open analytical dimensions to reflect on the regulatory mecha-nisms imposed on subordinate classes under presumed condi-tions of social inclusion. In conclusion, we point out that com-mercial/financial circulation is favored “from below” through the double figure of active workers and shrewd consumers. Meanwhile, we indicate an effect operated “from above” since, in the face of inequality and oppression between social classes, policies stage the rights of citizenship that cover up the active regulation of experiences.
Durante as últimas décadas, os formatos de assistência condicio-nal mostram uma significativa expansão na América Latina. Com base em atividades não qualificadas e de vinculação precária, sua retórica humanitária tende a obscurecer as consequências implicadas nas práticas de corresponsabilidade e, sobretudo, nas renovadas relações entre o Estado e o mercado que, através de vários canais, valorizam os processos produtivos e comer-ciais. Neste artigo recuperamos as vivências e expressões de um grupo de beneficiários a fim de investigar as tendências de mer-cantilização associadas a tais iniciativas. Em particular, estamos interessados em três dimensões: a expropriação da vitalidade corporal através da valorização do capital humano, a circulação monetária promovida mediante a aplicação dos programas e a despossessão alcançada através da convergência de créditos para o consumo; três aspectos que impugnam os preceitos for-malmente postulados de autodeterminação, liberdade e bem--estar. Com relação às tendências de modernização e inovação governamental promovidas na região, o “local da experiência” nos permite aprofundar na ligação entre as atuais condições es-truturais de pobreza, as estratégias de regulamentação progres-sista do Estado e a transversalidade das tendências mercantis. A partir daí, abrimos dimensões analíticas para refletir sobre os mecanismos regulatórios impostos às classes subordinadas sob presumíveis condições de inclusão social. Nas conclusões apon-tamos que a circulação comercial/financeira é favorecida “desde abaixo” através da dupla figura de trabalhadores ativos e con-sumidores sagazes. Entretanto, indicamos que existe um efeito operado “de cima”, pois, diante da desigualdade e da opressão entre as classes sociais, as políticas encenam os direitos de cida-dania que ocultam a ativa regulação das experiências

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