A edição como intervenção cultural, comercial e política: Os Best-Sellers Políticos da Random House-Sudamericana durante o Kirchnerismo (2003-2015)

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Fecha
04/2021
Editorial
Atelie
Revista
Livro
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ISSN
2179-801x
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Idioma
Portugués
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Resumen
O ciclo político conduzido pelos governos kirchneristas caracterizou-se pela emergência de um clima cultural em que se envolveram setores políticos, culturais e intelectuais. No que tange ao mercado editorial, as grandes editoras hegemonizaram a produção e difusão de livros sobre conjuntura política. O êxito desses livros permite formular pergunta a respeito do papel dos atores encarregados de selecionar escritores e temas para publicação. Suas práticas revelam relações entre os campos de produção e circulação das ideias e sua recepção permeada pelo mercado. Neste trabalho analisam-se as condições nas quais os agentes editoriais intervêm na produção privilegiada de visões do mundo, mediante a construção de autores e de um plano editorial em que estes gêneros assumem importância. Concentrar-nos-emos na trajetória do Diretor Editorial da Random House entre 2005-2012, levando em conta sua posição na empresa, seu catálogo e o capital social que acumulou. Partindo de uma série de entrevistas, este caso paradigmático permite explorar os modos de intervenção intelectual e política que o mercado editorial faculta desenvolver na atualidade.
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