Mujeres que no vuelven: Racismo y otras violencias detrás de las discontinuidades en tamizajes de cáncer en comunidades de Argentina
; Sassetti, Fernando
; Wright, Eugenia Mariana Otros responsables
Fecha
06/2026
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto de Ciencias Antropológicas. Sección de Antropología Social
Revista
Cuadernos de Antropología Social
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Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
eISSN
1850-275X
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
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Palabras clave
Resumen
El artículo analiza cómo se configuran vulnerabilidades en salud en un grupo de mujeres de barrios segregados. Analiza las lógicas detrás de las discontinuidades en sus controles para la prevención del cáncer de cuello de útero, reconstruidas desde la etnografía y otros métodos. Inscripto en estudios sobre desigualdades sociales, teorías antropológicas, la salud colectiva y feminismos decoloniales, se identifican las consecuencias de violencias que permean sus mundos sociales. Entendidas como violencias interseccionales, la investigación se detiene particularmente en el papel del racismo y la discriminación que sistemáticamente enfrentan y muestra que una forma de evitar interacciones sociales en las que se reactualiza un sufrimiento asociado es no volver a los servicios. Concluye sobre la necesidad de que la Salud Pública aborde estas fuentes de sufrimiento social que, aunque menos visibles o reconocidas como tales, no por eso son menos devastadoras: la discriminación y el racismo que nos atraviesa como sociedad.
The article examines how health vulnerabilities are shaped among a group of women living in segregated neighborhoods. It analyzes the underlying reasons for gaps in their cervical cancer screening, as reconstructed through ethnography and other methods. Drawing on studies of social inequality, anthropological theories, collective health, and decolonial feminisms, this study identifies the consequences of violence that permeate these women’s social worlds. Conceptualized as intersectional violence, the research focuses particularly on the ways in which these women systematically face racism and discrimination, showing that discontinuing follow-up visits to health services is one way to avoid social interactions in which the associated suffering is reactivated. The study concludes that public health must address these sources of social suffering which, though less visible or less readily recognized, are no less devastating: the discrimination and racism that permeate our society.
O artigo analisa como se configuram as vulnerabilidades em saúde em um grupo de mulheres de bairros segregados. Ele examina as lógicas por trás das descontinuidades em seus exames de rastreamento para a prevenção do câncer do colo do útero, reconstruídas a partir da etnografia e de outros métodos. Inscrito em estudos sobre desigualdades sociais, teorias antropológicas, saúde coletiva e feminismos descoloniais, o artigo identifica as consequências das violências que permeiam seus mundos sociais. Entendidas como violências interseccionais, as pesquisas se detêm particularmente no papel do racismo e da discriminação que elas enfrentam sistematicamente e mostram que uma forma de evitar interações sociais nas quais o sofrimento associado se reatualiza é não retornar aos serviços. -Conclui-se sobre a necessidade de abordar essas fontes de sofrimento social que, embora menos visíveis ou reconhecidas como tal, não são por isso menos devastadoras: a discriminação e o racismo que atravessam nossa sociedade.
The article examines how health vulnerabilities are shaped among a group of women living in segregated neighborhoods. It analyzes the underlying reasons for gaps in their cervical cancer screening, as reconstructed through ethnography and other methods. Drawing on studies of social inequality, anthropological theories, collective health, and decolonial feminisms, this study identifies the consequences of violence that permeate these women’s social worlds. Conceptualized as intersectional violence, the research focuses particularly on the ways in which these women systematically face racism and discrimination, showing that discontinuing follow-up visits to health services is one way to avoid social interactions in which the associated suffering is reactivated. The study concludes that public health must address these sources of social suffering which, though less visible or less readily recognized, are no less devastating: the discrimination and racism that permeate our society.
O artigo analisa como se configuram as vulnerabilidades em saúde em um grupo de mulheres de bairros segregados. Ele examina as lógicas por trás das descontinuidades em seus exames de rastreamento para a prevenção do câncer do colo do útero, reconstruídas a partir da etnografia e de outros métodos. Inscrito em estudos sobre desigualdades sociais, teorias antropológicas, saúde coletiva e feminismos descoloniais, o artigo identifica as consequências das violências que permeiam seus mundos sociais. Entendidas como violências interseccionais, as pesquisas se detêm particularmente no papel do racismo e da discriminação que elas enfrentam sistematicamente e mostram que uma forma de evitar interações sociais nas quais o sofrimento associado se reatualiza é não retornar aos serviços. -Conclui-se sobre a necessidade de abordar essas fontes de sofrimento social que, embora menos visíveis ou reconhecidas como tal, não são por isso menos devastadoras: a discriminação e o racismo que atravessam nossa sociedade.
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