La enseñanza de la sociología en conflicto: Un recorrido por la huelga de estudiantes de sociología en Buenos Aires en 1963
; Lazarte, Lautaro Otros responsables
Fecha
09/2021
Editorial
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Tixeira
Revista
Em Aberto
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Institución organizadora
ISSN
eISSN
2176-6673
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Idioma
Español
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Resumen
La creación de la primera carrera universitaria de sociología en Argentina en 1957, de la mano de Gino Germani en la Universidad de Buenos Aires, significó un paso importante en la institucionalización de la disciplina. Sin embargo, su apertura y desarrollo desencadenaron un debate epistemológico y político sobre los valores y el sentido de la sociología y el rol de los sociólogos en la sociedad. De esta forma, el férreo apoyo de los estudiantes al liderazgo de Germani del comienzo fue derivando rápidamente en un cuestionamiento sobre el origen de los fondos, la orientación teórica y metodológica de la disciplina y la ausencia de compromiso social. Así, en 1963, los estudiantes declararon una huelga que se extendió durante un semestre y que adquirió ribetes míticos en la historia de la lucha estudiantil. Por lo cual, este artículo quiere reconstruir el proceso buscando una reinterpretación sobre las razones del reclamo, el comportamiento de los actores y las consecuencias institucionales del conflicto. A través de un análisis de los documentos institucionales, folletos y notas de estudiantes y docentes, entrevistas y cartas, se quiere analizar la huelga como un repertorio del movimiento estudiantil que exigía cambios en la orientación de la carrera, en un contexto de fuertes tensiones sociales.
Overseen by Gino Germani at the University of Buenos Aires, the creation of Argentina’s first Sociology program in 1957 was an important step for the institutionalization of the discipline. However, its constitution and development sparked an epistemological and political debate on the meaning and values of Sociology and the role of sociologists in society. In this way, students’ initial strong support to Germani, quickly changed into questioning over the source of funds, the theoretical and methodological orientation of the discipline, and the lack of social commitment. Thus, in 1963, students called a strike that lasted a semester and gained mythical significance in the history of student activism. Therefore, this paper aims to re-trace that process, re-interpreting the reasons behind the protests, the behavior of actors, and the institutional consequences of the conflict. Through the analysis of institutional documents, brochures, students’ and teachers’ notes, interviews, and letters, the strike is analyzed as a repertoire of the student movement, which demanded changes in the Sociology curriculum, amidst strong social tensions.
A criação do primeiro curso universitário de Sociologia na Argentina em 1957, sob a responsabilidade de Gino Germani na Universidade de Buenos Aires, significou um passo importante na institucionalização da disciplina. No entanto, sua abertura e seu desenvolvimento desencadearam um debate epistemológico e político sobre os valores e o significado da Sociologia e o papel dos sociólogos na sociedade. Desta forma, o forte apoio dos alunos à liderança de Germani, desde o início, foi mudando, rapidamente, para um questionamento sobre a origem dos recursos, a orientação teórica e metodológica da disciplina e a ausência de compromisso social. Assim, em 1963, os estudantes fizeram uma greve que durou um semestre e adquiriu contornos míticos na história da luta estudantil. Portanto, este artigo visa reconstruir este processo, buscando uma releitura dos motivos do protesto, do comportamento dos atores e das consequências institucionais do conflito. Por meio da análise de documentos institucionais, folhetos e notas de alunos e professores, entrevistas e cartas, pretende-se analisar a greve como repertório do movimento estudantil, que exigia mudanças na orientação profissional da Sociologia, em um contexto de fortes tensões sociais.
Overseen by Gino Germani at the University of Buenos Aires, the creation of Argentina’s first Sociology program in 1957 was an important step for the institutionalization of the discipline. However, its constitution and development sparked an epistemological and political debate on the meaning and values of Sociology and the role of sociologists in society. In this way, students’ initial strong support to Germani, quickly changed into questioning over the source of funds, the theoretical and methodological orientation of the discipline, and the lack of social commitment. Thus, in 1963, students called a strike that lasted a semester and gained mythical significance in the history of student activism. Therefore, this paper aims to re-trace that process, re-interpreting the reasons behind the protests, the behavior of actors, and the institutional consequences of the conflict. Through the analysis of institutional documents, brochures, students’ and teachers’ notes, interviews, and letters, the strike is analyzed as a repertoire of the student movement, which demanded changes in the Sociology curriculum, amidst strong social tensions.
A criação do primeiro curso universitário de Sociologia na Argentina em 1957, sob a responsabilidade de Gino Germani na Universidade de Buenos Aires, significou um passo importante na institucionalização da disciplina. No entanto, sua abertura e seu desenvolvimento desencadearam um debate epistemológico e político sobre os valores e o significado da Sociologia e o papel dos sociólogos na sociedade. Desta forma, o forte apoio dos alunos à liderança de Germani, desde o início, foi mudando, rapidamente, para um questionamento sobre a origem dos recursos, a orientação teórica e metodológica da disciplina e a ausência de compromisso social. Assim, em 1963, os estudantes fizeram uma greve que durou um semestre e adquiriu contornos míticos na história da luta estudantil. Portanto, este artigo visa reconstruir este processo, buscando uma releitura dos motivos do protesto, do comportamento dos atores e das consequências institucionais do conflito. Por meio da análise de documentos institucionais, folhetos e notas de alunos e professores, entrevistas e cartas, pretende-se analisar a greve como repertório do movimento estudantil, que exigia mudanças na orientação profissional da Sociologia, em um contexto de fortes tensões sociais.
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