La llamada desgarradora del animal: entre Montaigne y Cioran

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Fecha
06/2020
Editorial
Instituto Latinoamericano de Estudios Críticos Animales
Revista
Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales
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ISSN
2346-920X
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Idioma
Español
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Resumen
En este artículo nos proponemos considerar al escepticismo como un "ejercicio de desfascinación" y su importancia para una filosofía de la animalidad. Esta concepción de escepticismo se constituye como crítica de todo humanismo, es decir, como crítica de la fascinación del hombre por sí mismo. Afirmamos que las perspectivas de Montaigne y de Cioran se corresponden con esta forma de entender el escepticismo, y ambas están articuladas por el cuestionamiento a la presunción humana, y por la afirmación de una imagen metafísica como "círculo de lo viviente" (Montaigne), y por la apuesta a la des-composición del humanismo y a favor de la escucha de la "llamada desgarradora" del animal (Cioran).
Consideramos, neste artigo, o ceticismo como um “exercício de desfascinação” e a importância deste exercício para uma filosofia da animalidade. Tal concepção do ceticismo se constitui como uma crítica a todo e qualquer humanismo, ou melhor, como uma crítica à fascinação pelo homem por si mesmo. Afirmamos que as perspectivas de Montaigne e de Cioran correspondem a esta forma de entender o ceticismo e que ambas são articuladas pelo questionamento da presunção humana, pela afirmação de uma imagem metafísica como “círculo dos vivos” (Montaigne) e pela aposta da de-composição do humanismo, estando à favor da escuta do “comovente chamado” do animal (Cioran).
In this article, we consider skepticism as an “exercise of defascination” and the importance of this exercise for a philosophy of animality. Such conception of skepticism constitutes a criticism of all humanism, or rather, a criticism of the fascination of man for himself. We affirm that Montaigne and Cioran's perspectives correspond to this way of understanding skepticism and that both are articulated by questioning human presumption, by affirming a metaphysical image as a “circle of the living” (Montaigne) and by betting on the decomposition of humanism, being in favor of listening to the animal's “heartrending call” (Cioran).
Consideramos, neste artigo, o ceticismo como um “exercício de desfascinação” e a importância deste exercício para uma filosofia da animalidade. Tal concepção do ceticismo se constitui como uma crítica a todo e qualquer humanismo, ou melhor, como uma crítica à fascinação pelo homem por si mesmo. Afirmamos que as perspectivas de Montaigne e de Cioran correspondem a esta forma de entender o ceticismo e que ambas são articuladas pelo questionamento da presunção humana, pela afirmação de uma imagem metafísica como “círculo dos vivos” (Montaigne) e pela aposta da de-composição do humanismo, estando à favor da escuta do “comovente chamado” do animal (Cioran).
In this article, we consider skepticism as an “exercise of defascination” and the importance of this exercise for a philosophy of animality. Such conception of skepticism constitutes a criticism of all humanism, or rather, a criticism of the fascination of man for himself. We affirm that Montaigne and Cioran's perspectives correspond to this way of understanding skepticism and that both are articulated by questioning human presumption, by affirming a metaphysical image as a “circle of the living” (Montaigne) and by betting on the decomposition of humanism, being in favor of listening to the animal's “heartrending call” (Cioran).
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