Ensuciar el cine y las buenas costumbres: Una lectura queer de Diapasón de Jorge Polaco en el marco de la recuperación democrática

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Fecha
04/2025
Editorial
Asociación Argentina de Estudios de Cine y Audiovisual
Revista
Imagofagia
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ISSN
1852-9550
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo analiza el primer largometraje de Jorge Polaco, Diapasón (1986), desde una perspectiva queer y sexo-disidente, y en el marco del cine argentino de la postdictadura. Si bien no trata la homosexualidad como tema central, proponemos pensar que buscó horadar y ensuciar la heterosexualidad entendida como régimen político y sus instituciones más importantes como la familia y la moral. Asimismo, la búsqueda formal antirrealista (camp y barroca) y la tematización de la mugre de la ciudad y la violencia que implica su higienización nos permiten considerarla desde una perspectiva queer. La película exhibe, por lo tanto, desde lo temático y desde lo formal, la cisura que separa lo normal de lo anormal, y en su alusión al pasado dictatorial, el plan de exterminio como una maquinaria antropológica que no sólo limpia la suciedad de lo social sino también las impurezas de la sexualidad.
Este artigo analisa o primeiro longa-metragem de Jorge Polaco, Diapasón (1986), sob uma perspectiva queer e sexo-dissidente, inserindo-o no contexto do cinema argentino pós-ditadura. Embora não aborde a homossexualidade como tema central, propomos uma reflexão sobre como o filme buscou corroer e sujar a heterossexualidade entendida como regime político, bem como suas instituições centrais — a família e a moral. Da mesma forma, sua busca formal antirrealista (camp e barroca) e a tematização da sujeira urbana e da violência inerente a sua higienização permitem analisá-lo a partir de uma leitura queer. A película exibe, tanto no plano temático quanto no plano formal, a cisão que separa o normal do anormal. Por meio de sua alusão ao passado ditatorial, expõe o plano de extermínio como uma maquinaria antropológica que não apenas limpa a imundície social, mas também as impurezas da sexualidade.
This paper analyses Jorge Polaco's first feature film, Diapasón (1986), from a queer and sex-dissident approach in the context of post- dictatorship Argentine cinema. Although homosexuality is not the central theme, we posit that the film undermines and contaminates heterosexuality–– understood as a political regime––along with its most important pillars, the family and morality. The (camp and baroque) anti-realist aesthetics, together with the topoi of the city's filth and the violence required to clean it, allow a queer approach. Diapasón underscores the rupture of normalcy thematically and aesthetically. The allusion to the dictatorial past exposes the extermination plan as an anthropological machine that cleanses the social body’s filth and the impurities of sexuality.
Este artigo analisa o primeiro longa-metragem de Jorge Polaco, Diapasón (1986), sob uma perspectiva queer e sexo-dissidente, inserindo-o no contexto do cinema argentino pós-ditadura. Embora não aborde a homossexualidade como tema central, propomos uma reflexão sobre como o filme buscou corroer e sujar a heterossexualidade entendida como regime político, bem como suas instituições centrais — a família e a moral. Da mesma forma, sua busca formal antirrealista (camp e barroca) e a tematização da sujeira urbana e da violência inerente a sua higienização permitem analisá-lo a partir de uma leitura queer. A película exibe, tanto no plano temático quanto no plano formal, a cisão que separa o normal do anormal. Por meio de sua alusão ao passado ditatorial, expõe o plano de extermínio como uma maquinaria antropológica que não apenas limpa a imundície social, mas também as impurezas da sexualidade.
This paper analyses Jorge Polaco's first feature film, Diapasón (1986), from a queer and sex-dissident approach in the context of post- dictatorship Argentine cinema. Although homosexuality is not the central theme, we posit that the film undermines and contaminates heterosexuality–– understood as a political regime––along with its most important pillars, the family and morality. The (camp and baroque) anti-realist aesthetics, together with the topoi of the city's filth and the violence required to clean it, allow a queer approach. Diapasón underscores the rupture of normalcy thematically and aesthetically. The allusion to the dictatorial past exposes the extermination plan as an anthropological machine that cleanses the social body’s filth and the impurities of sexuality.
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