El género como metáfora: narrativas sobre travestis en prensa digital argentina (2004- 2009)

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Fecha
07/2013
Editorial
Universidad del Valle
Revista
Sociedad y Economía
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ISSN
1657-6357
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo analiza las narrativas sobre travestis en la prensa digital argentina entre los años 2004 y 2009. El marco teórico es el post estructuralismo y la teoría de la interseccionalidad de los géneros. Los hallazgos indican que en la narrativa estudiada se recrearon antagonismos: zonas rojas/espacios verdes; travestis/vecinos. Los vecinos habitan los espacios verdes y son amenazados por las travestis que los transforman en zonas rojas. La defensa del espacio verde funciona como un argumento discursivo en apariencia neutral y objetivo, pero que tácitamente sugiere modos de desplazamiento y discriminación. Se concluye que los rasgos corporales, la vestimenta y la marginalidad operan como atributos morales que proyectan imágenes de decadencia (encarnada en las travestis) en oposición a una imagen idealizada y dominante de presentación corporal y género.
The main objective of this article is to analyze the narratives of transvestites in Argentina Digital Press (2004-2009). The methodology which will be carried out is qualitative and it includes some aspects of narrative analysis. The theoretical framework is founded on post-structuralism and on the perspective of gender intersectionality. We found that the media recreated several antagonisms: red zones/green areas; transvestites/neighbours. People living in those areas feel threatened by transvestites, who turn those spaces into Red Zones. The green space defense functions as a discursive argument seemingly neutral and objective, but which tacitly suggests ways displacement and discrimination in the urban space. We concluded that body features and social marginality operate as moral attributes that made possible to project images of decadence in opposition to idealized images of body and genre. This binary moral system hides gender and social class conflicts.
Este artigo analisa as narrativas sobre travestis na imprensa digital argentina entre 2004 e 2009. A eleição teórica é o pós-estruturalismo e a interseccionalidade de gêneros. Os resultados indicam que no estudo da narrativa foram recriados antagonismos: áreas vermelhas/espaços verdes, travestis/vizinhos. Os moradores vivem no "espaço verde" e são ameaçados pelos travestis, que os transformam em "zonas vermelhas". A defesa dos espaços verdes serve como um argumento discursivo aparentemente neutro e objetivo, mas o que sugere tacitamente são maneiras de deslocamento e discriminação. Conclui-se que as características corporais e marginalização operam como atributos morais que projetam imagens de decadência (incorporadas nas travestis) em oposição a uma imagem idealizada do corpo e gênero.
The main objective of this article is to analyze the narratives of transvestites in Argentina Digital Press (2004-2009). The methodology which will be carried out is qualitative and it includes some aspects of narrative analysis. The theoretical framework is founded on post-structuralism and on the perspective of gender intersectionality. We found that the media recreated several antagonisms: red zones/green areas; transvestites/neighbours. People living in those areas feel threatened by transvestites, who turn those spaces into Red Zones. The green space defense functions as a discursive argument seemingly neutral and objective, but which tacitly suggests ways displacement and discrimination in the urban space. We concluded that body features and social marginality operate as moral attributes that made possible to project images of decadence in opposition to idealized images of body and genre. This binary moral system hides gender and social class conflicts.
Este artigo analisa as narrativas sobre travestis na imprensa digital argentina entre 2004 e 2009. A eleição teórica é o pós-estruturalismo e a interseccionalidade de gêneros. Os resultados indicam que no estudo da narrativa foram recriados antagonismos: áreas vermelhas/espaços verdes, travestis/vizinhos. Os moradores vivem no "espaço verde" e são ameaçados pelos travestis, que os transformam em "zonas vermelhas". A defesa dos espaços verdes serve como um argumento discursivo aparentemente neutro e objetivo, mas o que sugere tacitamente são maneiras de deslocamento e discriminação. Conclui-se que as características corporais e marginalização operam como atributos morais que projetam imagens de decadência (incorporadas nas travestis) em oposição a uma imagem idealizada do corpo e gênero.
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