La voz de un “interrogador”: Declaraciones públicas de Ramón Camps en torno al “caso Timerman” durante la dictadura (1981-82)
; Kahan, Emmanuel Nicolas 
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Fecha
01/2025
Editorial
Universidad Nacional de La Pampa
Revista
Quinto Sol
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Institución organizadora
ISSN
0329-2665
eISSN
1851-2879
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
Este artículo analiza las declaraciones del represor Ramón Camps en un programa televisivo (1981) y en un libro de su autoría (1982), en las que este militar intentó desmentir las denuncias que lo involucraban en violaciones a los derechos humanos. Particularmente, estas acusaciones provenían de un libro publicado en los Estados Unidos por una de sus víctimas, el periodista Jacobo Timerman. En sus declaraciones, Camps intentó fundamentar y legitimar lo actuado durante el régimen dictatorial, difundiendo públicamente parte de los interrogatorios efectuados a Jacobo Timerman en el marco de su detención ilegal. Nuestro análisis permite, en primer lugar, comprender las tensiones y paradojas de estas declaraciones de Camps, en las que coexisten la negación de la tortura con la exhibición de los interrogatorios clandestinos. En segundo lugar, problematizamos el registro de “normalidad” que tuvieron ciertas prácticas represivas en elcontexto dictatorial. Finalmente, el material analizado permite dar cuenta del modo en que se complementaban, en esa mecánica represiva, la cara oculta de los centros clandestinos con una cara visible de la propaganda dictatorial.
This article examines statements made by the repressor Ramón Camps during a television appearance in 1981 and in his own book published in 1982. In these, the military officer attempted to refute allegations linking him to human rights abuses. Notably, these accusations stemmed from a book published in the United States by one of his victims, journalist Jacobo Timerman. In his assertions, Camps sought to justify and validate his actions during the years of the dictatorial regime, publicly sharing excerpts from the interrogations conducted on Jacobo Timerman during his unlawful detention. Our analysis, firstly, offers insight into the tensions and paradoxes inherent in Camps' statements, in which denials of torture coexist with the display of clandestine interrogations. Secondly, our study challenges the perception of "normalcy" attributed to certain repressive practices within the dictatorial context. Lastly, the materials examined reveal how the hidden face of clandestine centers was complemented by the overt face of dictatorial propaganda.
Este artigo analisa as declarações feitas pelo repressor Ramón Camps em um programa de televisão (1981) e em um livro de sua autoria (1982), nos quais o oficial militar tentou negar as alegações que o implicavam em violações de direitos humanos. Em particular, essas acusações vieram de um livro publicado nos Estados Unidos por uma de suas vítimas, o jornalista Jacobo Timerman. Em suas declarações, Camps tentou justificar e legitimar as ações tomadas durante o regime ditatorial, divulgando publicamente parte dos interrogatórios realizados com Timerman durante sua detenção ilegal. Nossa análise nos permite, em primeiro lugar, compreender as tensões e os paradoxos das declarações do militar, em que a negação da tortura coexiste com a exposição de interrogatórios clandestinos. Em segundo lugar, problematizamos o registro de “normalidade” que certas práticas repressivas tinham no contexto ditatorial. Por fim, o material analisado nos permite explicar a maneira pela qual a face oculta dos centros clandestinos e a face visível da propaganda ditatorial se complementavam nesse mecanismo repressivo.
This article examines statements made by the repressor Ramón Camps during a television appearance in 1981 and in his own book published in 1982. In these, the military officer attempted to refute allegations linking him to human rights abuses. Notably, these accusations stemmed from a book published in the United States by one of his victims, journalist Jacobo Timerman. In his assertions, Camps sought to justify and validate his actions during the years of the dictatorial regime, publicly sharing excerpts from the interrogations conducted on Jacobo Timerman during his unlawful detention. Our analysis, firstly, offers insight into the tensions and paradoxes inherent in Camps' statements, in which denials of torture coexist with the display of clandestine interrogations. Secondly, our study challenges the perception of "normalcy" attributed to certain repressive practices within the dictatorial context. Lastly, the materials examined reveal how the hidden face of clandestine centers was complemented by the overt face of dictatorial propaganda.
Este artigo analisa as declarações feitas pelo repressor Ramón Camps em um programa de televisão (1981) e em um livro de sua autoria (1982), nos quais o oficial militar tentou negar as alegações que o implicavam em violações de direitos humanos. Em particular, essas acusações vieram de um livro publicado nos Estados Unidos por uma de suas vítimas, o jornalista Jacobo Timerman. Em suas declarações, Camps tentou justificar e legitimar as ações tomadas durante o regime ditatorial, divulgando publicamente parte dos interrogatórios realizados com Timerman durante sua detenção ilegal. Nossa análise nos permite, em primeiro lugar, compreender as tensões e os paradoxos das declarações do militar, em que a negação da tortura coexiste com a exposição de interrogatórios clandestinos. Em segundo lugar, problematizamos o registro de “normalidade” que certas práticas repressivas tinham no contexto ditatorial. Por fim, o material analisado nos permite explicar a maneira pela qual a face oculta dos centros clandestinos e a face visível da propaganda ditatorial se complementavam nesse mecanismo repressivo.
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