Más allá de lo “protocolar”: Mujeres afroargentinas y la producción pública de memorias

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Fecha
07/2021
Editorial
Universidad Colegio Mayor de Cundinamarca
Revista
Tabula Rasa
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
1794-2489
eISSN
2011-2742
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
El presente artículo se propone explorar la producción afroargentina de memorias y olvidos cuando se constituye como herramienta de lucha por obtener reconocimiento por parte de mujeres líderes y activistas en la escena pública. Consideramos que las narrativas que articulan el pasado son formas de autorepresentación discursiva a través de las cuales las mujeres disputan sentidos hegemónicos que impregnan los modos de memorización, tanto desde fuera como desde dentro del heterogéneo colectivo afroargentino. A partir del trabajo etnográfico realizado en diversos encuentros, la mayoría de carácter conmemorativo, observamos distintas «capas» superpuestas de significaciones del pasado, donde las memorias afrofemeninas, construidas en torno al mundo privado y subalternizadas a la hora de establecer marcos legitimados de verdad, encuentran nuevos espacios de interlocución que las habilitan y autorizan frente a las versiones «oficiales». Palabras clave: memorias; mujeres; afroargentinos/as; subalternización.
This article intends to explore the Afro-Argentinean production of memories and oblivions, when it is constituted as a tool in the struggle to be acknowledged by leader and activist women at the public scene. We consider narratives articulating the past as ways of discursive self-representation through which women fight over hegemonic senses permeating their modes of remembering, from both outside and inside the heterogeneous Afro-Argentinean collective. Based on the ethnographic work carried out in various meetings —commemorative for the most part—, we observe distinct overlapping ‘layers’ of meanings of the past. Those layers contain Afro-female memories, built around a private subalternized world. When the time is come to establish frameworks legitimated by truth, those memories find new spaces for interlocution, enabling and empowering them to confront ‘official’ versions.
Esse artigo se propõe pesquisar a produção afroargentina de memórias e esquecimentos, quando se constitui como ferramenta de luta para obter o reconhecimento das mulheres líderes e ativistas na cena pública. Consideramos que as narrativas que articulam o passado são formas de auto-representação discursiva, através das quais as mulheres disputam sentidos hegemônicos que atravessam os modos de memorização, tanto desde fora quanto desde dentro do heterogêneo coletivo afroargentino. A partir do trabalho etnográfico feito em diversos encontros — a maioria de caráter comemorativo— observamos diferentes “camadas” superpostas de significações do passado, onde as memórias afrofemininas, construídas ao redor do mundo privado e subalternizadas à hora de estabelecer marcos legitimados de verdade, descobrem novos espaços de interlocução que as habilitam e autorizam diante das versões “oficiais”.
This article intends to explore the Afro-Argentinean production of memories and oblivions, when it is constituted as a tool in the struggle to be acknowledged by leader and activist women at the public scene. We consider narratives articulating the past as ways of discursive self-representation through which women fight over hegemonic senses permeating their modes of remembering, from both outside and inside the heterogeneous Afro-Argentinean collective. Based on the ethnographic work carried out in various meetings —commemorative for the most part—, we observe distinct overlapping ‘layers’ of meanings of the past. Those layers contain Afro-female memories, built around a private subalternized world. When the time is come to establish frameworks legitimated by truth, those memories find new spaces for interlocution, enabling and empowering them to confront ‘official’ versions.
Esse artigo se propõe pesquisar a produção afroargentina de memórias e esquecimentos, quando se constitui como ferramenta de luta para obter o reconhecimento das mulheres líderes e ativistas na cena pública. Consideramos que as narrativas que articulam o passado são formas de auto-representação discursiva, através das quais as mulheres disputam sentidos hegemônicos que atravessam os modos de memorização, tanto desde fora quanto desde dentro do heterogêneo coletivo afroargentino. A partir do trabalho etnográfico feito em diversos encontros — a maioria de caráter comemorativo— observamos diferentes “camadas” superpostas de significações do passado, onde as memórias afrofemininas, construídas ao redor do mundo privado e subalternizadas à hora de estabelecer marcos legitimados de verdade, descobrem novos espaços de interlocução que as habilitam e autorizam diante das versões “oficiais”.
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