“A cinco años, mal que mal todos estamos habitando el espacio”. Reconstrucciones y cotidianeidad en el post incendio del 9 de marzo de 2021 en Lago Puelo, Patagonia argentina

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Fecha
12/2025
Editorial
Universidad de la República. Centro Universitario de la Región Este
Revista
Tekoporá
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ISSN
eISSN
2697-2719
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Idioma
Español
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Resumen
En este artículo me propongo analizar algunos ejes de lo que significó y significa la reconstrucción para las personas víctimas del incendio del 9 de marzo de 2021 en Lago Puelo, Chubut, Patagonia argentina. Lo hago partiendo, en primer lugar, de “nombrar la violencia” recuperando la certeza de la intencionalidad del inicio del incendio que los entrevistados manifiestan. Sin embargo, lejos de permanecer en la narración que los ubica en el lugar de víctimas de esa violencia, recupero un deseo de los sujetos afectados de hablar de cómo están reconstruyéndose en su cotidianeidad. Partiendo de un trabajo etnográfico que incluyó entrevistas en profundidad desde 2022 a la fecha, charlas informales, recorridas por el espacio y asistencia a eventos públicos de conmemoración por el incendio, este trabajo se erige también en una reflexión metodológica sobre el rol de la Antropología, y específicamente de los antropólogos cuando, además, nos reconocemos como vecinos también afectados por los procesos que analizamos.
In this article, I analyze certain key dimensions of what the reconstruction has meant—and continues to mean—for the people affected by the fire that occurred on March 9, 2021, in Lago Puelo, Chubut, Argentinian Patagonia. I begin by “naming the violence,” recovering the certainty regarding the intentional origin of the fire, as expressed by the interviewees. However, rather than remaining within a narrative that positions them solely as victims of that violence, I emphasize the affected individuals’ desire to speak about how they are rebuilding their everyday lives. Drawing on ethnographic research that has included in-depth interviews conducted from 2022 to the present, informal conversations, site visits, and participation in public commemorative events related to the fire, this work also constitutes a methodological reflection on the role of Anthropology—and, more specifically, on the role of anthropologists—when we also recognize ourselves as neighbors who have likewise been impacted by the very processes we seek to analyze.
Neste artigo, proponho-me a analizar alguns eixos centrais do que significou — e continua a significar — a reconstrução para as pessoas afetadas pelo incêndio ocorrido em 9 de março de 2021, em Lago Puelo, Chubut, Patagônia Argentina. Inicio por “nomear a violência”, recuperando a certeza quanto à intencionalidade da origem do incêndio, tal como expressa pelos entrevistados. No entanto, longe de permanecer em uma narrativa que os situe apenas como vítimas dessa violência, enfatizo o desejo dos sujeitos afetados de falar sobre como estão reconstruindo suas vidas cotidianas. Com base em uma pesquisa etnográfica que incluiu entrevistas em profundidade realizadas de 2022 até o presente, conversas informais, visitas aos locais e participação em eventos públicos de comemoração do incêndio, este trabalho constitui também uma reflexão metodológica sobre o papel da Antropologia — e, mais especificamente, sobre o papel dos antropólogos — quando também nos reconhecemos como vizinhos igualmente impactados pelos próprios processos que buscamos analisar.
In this article, I analyze certain key dimensions of what the reconstruction has meant—and continues to mean—for the people affected by the fire that occurred on March 9, 2021, in Lago Puelo, Chubut, Argentinian Patagonia. I begin by “naming the violence,” recovering the certainty regarding the intentional origin of the fire, as expressed by the interviewees. However, rather than remaining within a narrative that positions them solely as victims of that violence, I emphasize the affected individuals’ desire to speak about how they are rebuilding their everyday lives. Drawing on ethnographic research that has included in-depth interviews conducted from 2022 to the present, informal conversations, site visits, and participation in public commemorative events related to the fire, this work also constitutes a methodological reflection on the role of Anthropology—and, more specifically, on the role of anthropologists—when we also recognize ourselves as neighbors who have likewise been impacted by the very processes we seek to analyze.
Neste artigo, proponho-me a analizar alguns eixos centrais do que significou — e continua a significar — a reconstrução para as pessoas afetadas pelo incêndio ocorrido em 9 de março de 2021, em Lago Puelo, Chubut, Patagônia Argentina. Inicio por “nomear a violência”, recuperando a certeza quanto à intencionalidade da origem do incêndio, tal como expressa pelos entrevistados. No entanto, longe de permanecer em uma narrativa que os situe apenas como vítimas dessa violência, enfatizo o desejo dos sujeitos afetados de falar sobre como estão reconstruindo suas vidas cotidianas. Com base em uma pesquisa etnográfica que incluiu entrevistas em profundidade realizadas de 2022 até o presente, conversas informais, visitas aos locais e participação em eventos públicos de comemoração do incêndio, este trabalho constitui também uma reflexão metodológica sobre o papel da Antropologia — e, mais especificamente, sobre o papel dos antropólogos — quando também nos reconhecemos como vizinhos igualmente impactados pelos próprios processos que buscamos analisar.
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