Deseo, confesión, autodisección: puntos problemáticos de la subjetivación dividual en redes sociales

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Fecha
08/2024
Editorial
Universidad Maimónides; Universidad Nacional de La Plata; Universidad de Buenos Aires
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eISSN
2314-3924
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Español
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Resumen
El artículo aborda el proceso de plataformización de la sociedad contemporánea desde una perspectiva enfocada en los procesos de subjetivación. Este abordaje se realiza según ciertos lineamientos propuestos en torno a la gubernamentalidad algorítmica, en la que un tipo ‘diagramático’ de poder se asocia con ‘desubjetivaciones’, mientras que uno ‘pastoral’ se vincula con ‘híper-subjetivaciones’. El escrito cruza estos dos polos subjetivos antagónicos mediante el uso del concepto de ‘dividual’, dado que ilumina contenidos y procesos relacionados con la ‘servidumbre maquínica’ y la ‘sujeción social’, los cuales se corresponden con la ‘des’ e ‘híper’ subjetivación, respectivamente. Este cruce es posibilitado por dos nociones clave de lo ‘dividual’, como lo son el deseo y la comunicación confesional, según la propuesta del filósofo Gerald Raunig. Todo este ejercicio conceptual parte de una investigación teórica orientada a establecer las determinaciones de los modos de subjetivación ‘dividuales’ típicos de la plataformización, tomando como corpus la bibliografía referida a redes sociales. Sobre esta base, el artículo propone considerarlas como dispositivos de subjetivación, en la medida en que interpelan un deseo de participación de la digitalidad modulable como comunicaciones confesionales, lo cual trae aparejada la producción de esquemas de autodisección o autoviolencia, nuevamente según la lectura nietzscheana de Raunig. Esto inscribe nuestra propuesta en las discusiones en torno al tipo de sufrimiento social asociado al proceso de plataformización, ante lo cual proponemos esta novedosa línea de consideración.
The article approaches the platformisation process of contemporary society from a subjective perspective. This approach follows certain lines proposed around algorithmic governmentality, in which a ‘diagrammatic’ type of power is associated with ‘de-subjectivations’, while a ‘pastoral’ one is linked to ‘hyper-subjectivations’. The paper intersects these two antagonistic subjective poles using the concept of ‘dividual’, as it illuminates contents and processes related to ‘machinic enslavement’ and ‘social subjection’, which correspond to ‘di’' and ‘hyper’ subjectivations, respectively. This crossover is made possible by two key notions of the ‘dividual’, namely desire and confessional communication, as proposed by the philosopher Gerald Raunig. This conceptual exercise is based on a theoretical investigation aimed at establishing the determinations of the modes of ‘dividual’ subjectivation typical of platformisation, taking as a corpus a bibliography referring to social media. On this basis, the article proposes to consider them as devices of subjectivation, insofar as they interpellate a desire to participate in digitality modulable as confessional communications, which brings with it the production of schemes of self-dissection and self-violence, again according to Raunig’s Nietzschean reading. This inscribes our proposal in the discussions around the type of social suffering associated with the process of platformisation, in the face of which we propose this novel line of consideration.
O artigo aborda o processo de plataformização da sociedade contemporânea a partir de uma perspetiva subjectiva. Esta abordagem segue as linhas propostas em torno da governamentalidade algorítmica, em que um tipo de poder ‘diagramático’ está associado a ‘des-subjectivações’, enquanto um poder ‘pastoral’ está ligado a ‘hiper-subjectivações’. O artigo cruza estes dois pólos subjectivos antagónicos através da utilização do conceito de ‘dividual’, ao iluminar conteúdos e processos relacionados com a ‘servidão maquínica’ e a ‘sujeição social’, que correspondem à ‘des’ e à ‘hiper’ subjetivação, respetivamente. Este cruzamento é possível graças a duas noções-chave do ‘dividual’, nomeadamente o desejo e a comunicação confessional, tal como propostas pelo filósofo Gerald Raunig. Este exercício concetual assenta numa investigação teórica que visa estabelecer as determinações dos modos de subjetivação ‘dividual’ típicos das plataformas, tomando como corpus uma bibliografia referente às redes sociais. Com base nisso, o artigo propõe considerá-las como dispositivos de subjetivação, na medida em que interpelam um desejo de participação na digitalidade modulável como comunicações confessionais, o que acarreta a produção de esquemas de autodissecção e autoviolência, novamente segundo a leitura nietzschiana de Raunig. Este facto inscreve a nossa proposta nas discussões em torno do tipo de sofrimento social associado ao processo de plataformização, perante o qual propomos esta nova linha de consideração.
The article approaches the platformisation process of contemporary society from a subjective perspective. This approach follows certain lines proposed around algorithmic governmentality, in which a ‘diagrammatic’ type of power is associated with ‘de-subjectivations’, while a ‘pastoral’ one is linked to ‘hyper-subjectivations’. The paper intersects these two antagonistic subjective poles using the concept of ‘dividual’, as it illuminates contents and processes related to ‘machinic enslavement’ and ‘social subjection’, which correspond to ‘di’' and ‘hyper’ subjectivations, respectively. This crossover is made possible by two key notions of the ‘dividual’, namely desire and confessional communication, as proposed by the philosopher Gerald Raunig. This conceptual exercise is based on a theoretical investigation aimed at establishing the determinations of the modes of ‘dividual’ subjectivation typical of platformisation, taking as a corpus a bibliography referring to social media. On this basis, the article proposes to consider them as devices of subjectivation, insofar as they interpellate a desire to participate in digitality modulable as confessional communications, which brings with it the production of schemes of self-dissection and self-violence, again according to Raunig’s Nietzschean reading. This inscribes our proposal in the discussions around the type of social suffering associated with the process of platformisation, in the face of which we propose this novel line of consideration.
O artigo aborda o processo de plataformização da sociedade contemporânea a partir de uma perspetiva subjectiva. Esta abordagem segue as linhas propostas em torno da governamentalidade algorítmica, em que um tipo de poder ‘diagramático’ está associado a ‘des-subjectivações’, enquanto um poder ‘pastoral’ está ligado a ‘hiper-subjectivações’. O artigo cruza estes dois pólos subjectivos antagónicos através da utilização do conceito de ‘dividual’, ao iluminar conteúdos e processos relacionados com a ‘servidão maquínica’ e a ‘sujeição social’, que correspondem à ‘des’ e à ‘hiper’ subjetivação, respetivamente. Este cruzamento é possível graças a duas noções-chave do ‘dividual’, nomeadamente o desejo e a comunicação confessional, tal como propostas pelo filósofo Gerald Raunig. Este exercício concetual assenta numa investigação teórica que visa estabelecer as determinações dos modos de subjetivação ‘dividual’ típicos das plataformas, tomando como corpus uma bibliografia referente às redes sociais. Com base nisso, o artigo propõe considerá-las como dispositivos de subjetivação, na medida em que interpelam um desejo de participação na digitalidade modulável como comunicações confessionais, o que acarreta a produção de esquemas de autodissecção e autoviolência, novamente segundo a leitura nietzschiana de Raunig. Este facto inscreve a nossa proposta nas discussões em torno do tipo de sofrimento social associado ao processo de plataformização, perante o qual propomos esta nova linha de consideração.
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