Artículo

Agencia de madres jóvenes y gobernanza reproductiva: una mirada desde barrios populares de Buenos Aires

Fernández Chein, Guadalupe Silvia Icon

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Fecha

04/2026

Editorial

Universidade Federal Fluminense

Revista

Antropolitica

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ISSN

1414-7378

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Idioma

Español

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Resumen

A partir del estudio etnográfico de un programa estatal socioeducativo orientado a acompañar a jóvenes madres que cursan la escuela secundaria en dos barrios populares de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires, el artículo analiza la gobernanza reproductiva implicada en dicha política pública y los agenciamientos locales de las jóvenes que la transitan. El seguimiento de las prácticas de implementación de esta política en el territorio permitió identificar tensiones entre las concepciones de familia, maternidad y juventud que circulan en las distintas instancias del Programa, que habilitan diversos regímenes de moralidad en torno a las maternidades juveniles, donde se entrelazan prácticas de control y de cuidado. La posibilidad de compartir su cotidianeidad —tanto en espacios institucionales como en sus hogares y ámbitos de socialización en el barrio— permitió acceder a los sentidos y experiencias construidos por las propias jóvenes, incorporando así su punto de vista al análisis de la política. El artículo describe las tensiones entre las moralidades que operan en las distintas capas del Programa y las estrategias de las destinatarias. A partir de allí, propone una lectura crítica de cómo se configuran las agendas en torno a los derechos sexuales y reproductivos que, frecuentemente, omiten los múltiples marcadores identitarios que atraviesan sus trayectorias. A partir de los aportes de los feminismos críticos, el trabajo se interroga si las jóvenes son efectivamente reconocidas como sujetas idóneas para el ejercicio de dichos derechos, frente a la persistente desautorización o traducción de sus experiencias en marcos ajenos a sus propias demandas.
Drawing on an ethnographic study of a state-run socio-educational program aimed at supporting young mothers enrolled in secondary school in two low-income neighborhoods of the Autonomous City of Buenos Aires, this article examines the reproductive governance embedded in this public policy and the local forms of agency developed by the young mothers who participate in it. Tracking the policy’s implementation practices in the field revealed tensions among the conceptions of family, motherhood, and youth that circulate across the different layers of the Program, giving rise to diverse moral regimes surrounding young motherhood in which practices of control and care are intertwined. Sharing the young women’s everyday lives—in institutional settings, in their homes, and in neighborhood spaces of sociability—made it possible to access the meanings and experiences they construct, thereby incorporating their standpoint into the analysis of the policy. The article describes the tensions between the moralities operating across the Program’s multiple layers and the strategies developed by its beneficiaries. Building on this, it offers a critical reading of how agendas around sexual and reproductive rights are configured, often overlooking the multiple identity markers that shape these young mothers’ trajectories. Drawing on critical feminist contributions, the article questions whether the young women are indeed recognized as legitimate subjects of these rights, given the persistent disqualification or translation of their experiences into frameworks that are alien to their own demands.
A partir do estudo etnográfico de um programa estatal socioeducativo voltado ao acompanhamento de jovens mães que cursam o ensino secundário em dois bairros populares da Cidade Autônoma de Buenos Aires, o artigo analisa a governança reprodutiva implicada nessa política pública e os agenciamentos locais das jovens que a atravessam. O acompanhamento das práticas de implementação dessa política no território permitiu identificar tensões entre as concepções de família, maternidade e juventude que circulam nas distintas instâncias do Programa, as quais configuram diversos regimes de moralidade em torno das maternidades juvenis, nos quais se entrelaçam práticas de controle e de cuidado. A possibilidade de compartilhar seu cotidiano — tanto em espaços institucionais quanto em seus lares e circuitos de sociabilidade no bairro — permitiu acessar os sentidos e experiências construídos pelas próprias jovens, incorporando assim seu ponto de vista à análise da política. O artigo descreve as tensões entre as moralidades que operam nas diferentes camadas do Programa e as estratégias das destinatárias. A partir disso, propõe uma leitura crítica de como se configuram as agendas em torno dos direitos sexuais e reprodutivos que, frequentemente, omitem os múltiplos marcadores identitários que atravessam suas trajetórias. Com base nos aportes dos feminismos críticos, o trabalho questiona se as jovens são efetivamente reconhecidas como sujeitas idôneas para o exercício desses direitos, diante da persistente desautorização ou tradução de suas experiências em marcos alheio às suas próprias demandas.

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