Del palacio al hogar: Mutaciones del cine y los espectadores a través de la biografía de Manuel Puig (1940-1990)

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Fecha
07/2025
Editorial
Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
Revista
Rebeca
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ISSN
eISSN
2316-9230
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo reconstruye la trayectoria de la cinefilia del escritor Manuel Puig, desde su etapa temprana como espectador frecuente de salas cinematográficas durante el período 1930 y 1940 hasta su posterior conversión en coleccionista de videocassettes durante la década de 1980. A través del análisis de sus novelas y de su correspondencia personal, se exploran las transformaciones en su relación con el cine, enmarcadas en los cambios tecnológicos y culturales del siglo XX. La investigación se inscribe en el cruce entre la sociología de la cultura y la nueva historia del cine, con un enfoque centrado en las prácticas situadas de los espectadores. Se examinan aspectos como la dimensión económica del acceso al cine en diferentes ciudades, la experiencia de las salas como espacio colectivo, el impacto del doblaje y los subtítulos en su formación cinéfila, y la progresiva individualización del consumo audiovisual con la aparición del video. El estudio muestra cómo Puig construye una relación íntima y reflexiva con el cine, que va más allá del entretenimiento y se convierte en una fuente constante de conversación, análisis y memoria, articulando afectos, saberes y formas de archivo personal.
Este artigo reconstrói a trajetória da cinefilia do escritor Manuel Puig, desde sua fase inicial como espectador assíduo de salas de cinema durante o período de 1930 e 1940 até sua posterior conversão em colecionador de fitas de vídeo na década de 1980. Por meio da análise de seus romances e de sua correspondência pessoal, exploram-se as transformações em sua relação com o cinema, situadas no contexto das mudanças tecnológicas e culturais do século XX. A pesquisa insere-se na intersecção entre a sociologia da cultura e a nova história do cinema, com um enfoque nas práticas situadas dos espectadores. São examinados aspectos como a dimensão econômica do acesso ao cinema em diferentes cidades, a experiência das salas como espaço coletivo, o impacto da dublagem e das legendas em sua formação cinéfila, e a progressiva individualização do consumo audiovisual com o surgimento do vídeo. O estudo mostra como Puig constrói uma relação íntima e reflexiva com o cinema, que vai além do entretenimento e se torna uma fonte constante de conversa, análise e memória, articulando afetos, saberes e formas de arquivo pessoal.
This article reconstructs the trajectory of Manuel Puig’s cinephilia, from his early years as a regular moviegoer during the decades of 1930 and 1940 to his later transformation into a collector of videocassettes during the 1980s. Through an analysis of his novels and personal correspondence, the study explores the shifts in his relationship with cinema, set against the backdrop of the technological and cultural changes of the twentieth century. The research is situated at the intersection of the sociology of culture and the new cinema history, with a focus on the situated practices of spectators. Aspects such as the economic dimension of cinema access in different cities have been examined, as well the movie theater as a collective space, the impact of dubbing and subtitles on his cinephilic formation, and the increasing individualization of audiovisual consumption with the emergence of video. The study shows how Puig built an intimate and reflective relationship with cinema beyond entertainment becoming a continuous source of conversation, analysis, memory, and bringing together affects, knowledge, and personal archiving practices.
Este artigo reconstrói a trajetória da cinefilia do escritor Manuel Puig, desde sua fase inicial como espectador assíduo de salas de cinema durante o período de 1930 e 1940 até sua posterior conversão em colecionador de fitas de vídeo na década de 1980. Por meio da análise de seus romances e de sua correspondência pessoal, exploram-se as transformações em sua relação com o cinema, situadas no contexto das mudanças tecnológicas e culturais do século XX. A pesquisa insere-se na intersecção entre a sociologia da cultura e a nova história do cinema, com um enfoque nas práticas situadas dos espectadores. São examinados aspectos como a dimensão econômica do acesso ao cinema em diferentes cidades, a experiência das salas como espaço coletivo, o impacto da dublagem e das legendas em sua formação cinéfila, e a progressiva individualização do consumo audiovisual com o surgimento do vídeo. O estudo mostra como Puig constrói uma relação íntima e reflexiva com o cinema, que vai além do entretenimento e se torna uma fonte constante de conversa, análise e memória, articulando afetos, saberes e formas de arquivo pessoal.
This article reconstructs the trajectory of Manuel Puig’s cinephilia, from his early years as a regular moviegoer during the decades of 1930 and 1940 to his later transformation into a collector of videocassettes during the 1980s. Through an analysis of his novels and personal correspondence, the study explores the shifts in his relationship with cinema, set against the backdrop of the technological and cultural changes of the twentieth century. The research is situated at the intersection of the sociology of culture and the new cinema history, with a focus on the situated practices of spectators. Aspects such as the economic dimension of cinema access in different cities have been examined, as well the movie theater as a collective space, the impact of dubbing and subtitles on his cinephilic formation, and the increasing individualization of audiovisual consumption with the emergence of video. The study shows how Puig built an intimate and reflective relationship with cinema beyond entertainment becoming a continuous source of conversation, analysis, memory, and bringing together affects, knowledge, and personal archiving practices.
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