Entre la crítica y el desencanto: Desigualdad y ciencias sociales en la Argentina desde los años cincuenta hasta hoy
; Assusa, Gonzalo 
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Fecha
07/2025
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Sociales
Revista
Revista Sociedad
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ISSN
eISSN
2618-3137
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo examina el modo en que las ciencias sociales argentinas han abordado la desigualdad desde mediados del siglo XX hasta la actualidad. A partir de una lectura histórica de los principales ciclos político-económicos, se reconstruyen los cambios en las preguntas, enfoques y objetos de estudio que dieron forma a la agenda académica sobre la desigualdad. Desde los estudios clásicos sobre movilidad social y estructura de clases hasta las investigaciones contemporáneas sobre pobreza, exclusión, trabajo e identidades, el texto muestra cómo la cuestión de la desigualdad fue ganando centralidad en un país que se pensó igualitario y de clases medias. Se destacan momentos clave como la irrupción de la pobreza tras la dictadura, las transformaciones neoliberales de los años noventa, y las controversias en torno a la reducción de desigualdades durante el ciclo posneoliberal. En un contexto actual marcado por el retorno de discursos anti igualitarios y la crisis del vínculo entre Estado y movilidad social, el artículo propone una reflexión crítica sobre las posibilidades y límites del campo académico para comprender y responder a estos desafíos.
This article analyzes how Argentine social sciences have addressed inequality from the mid-20th century to the present. Based on a historical reading of major political-economic cycles, it reconstructs the evolving questions, approaches, and objects of study that have shaped the academic agenda on inequality. From classical studies on social mobility and class structure to contemporary research on poverty, exclusion, labor, and identities, the article shows how inequality gradually gained centrality in a country imagined as egalitarian and middle-class. Key moments include the emergence of poverty following the dictatorship, the neoliberal transformations of the 1990s, and the controversies over inequality reduction during the post-neoliberal cycle. In a current context marked by the return of anti-egalitarian discourses and the weakening of the link between the state and social mobility, the article offers a critical reflection on the capacities and limits of the academic field to understand and respond to these challenges.
Este artigo analisa como as ciências sociais argentinas abordaram a desigualdade desde meados do século XX até hoje. Com base em uma leitura histórica dos principais ciclos político-econômicos, reconstrói as mudanças nas perguntas, nos enfoques e nos objetos de estudo que moldaram a agenda acadêmica sobre a desigualdade. Desde os estudos clássicos sobre mobilidade social e estrutura de classes até as pesquisas contemporâneas sobre pobreza, exclusão, trabalho e identidades, o texto mostra como a desigualdade foi ganhando centralidade em um país que se imaginava igualitário e de classe média. Destacam-se momentos-chave como a irrupção da pobreza após a ditadura, as transformações neoliberais dos anos 1990 e as controvérsias sobre a redução das desigualdades durante o ciclo pos-neoliberal. Em um contexto atual marcado pelo retorno de discursos antigualitários e pela crise do vínculo entre Estado e mobilidade social, o artigo propõe uma reflexão crítica sobre as capacidades e os limites do campo acadêmico para compreender e enfrentar esses desafios.
This article analyzes how Argentine social sciences have addressed inequality from the mid-20th century to the present. Based on a historical reading of major political-economic cycles, it reconstructs the evolving questions, approaches, and objects of study that have shaped the academic agenda on inequality. From classical studies on social mobility and class structure to contemporary research on poverty, exclusion, labor, and identities, the article shows how inequality gradually gained centrality in a country imagined as egalitarian and middle-class. Key moments include the emergence of poverty following the dictatorship, the neoliberal transformations of the 1990s, and the controversies over inequality reduction during the post-neoliberal cycle. In a current context marked by the return of anti-egalitarian discourses and the weakening of the link between the state and social mobility, the article offers a critical reflection on the capacities and limits of the academic field to understand and respond to these challenges.
Este artigo analisa como as ciências sociais argentinas abordaram a desigualdade desde meados do século XX até hoje. Com base em uma leitura histórica dos principais ciclos político-econômicos, reconstrói as mudanças nas perguntas, nos enfoques e nos objetos de estudo que moldaram a agenda acadêmica sobre a desigualdade. Desde os estudos clássicos sobre mobilidade social e estrutura de classes até as pesquisas contemporâneas sobre pobreza, exclusão, trabalho e identidades, o texto mostra como a desigualdade foi ganhando centralidade em um país que se imaginava igualitário e de classe média. Destacam-se momentos-chave como a irrupção da pobreza após a ditadura, as transformações neoliberais dos anos 1990 e as controvérsias sobre a redução das desigualdades durante o ciclo pos-neoliberal. Em um contexto atual marcado pelo retorno de discursos antigualitários e pela crise do vínculo entre Estado e mobilidade social, o artigo propõe uma reflexão crítica sobre as capacidades e os limites do campo acadêmico para compreender e enfrentar esses desafios.
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