El paisaje monumental conmemorativo de la batalla de San Carlos en la diacronía: Latencias y tensiones (Buenos Aires, Argentina, 1872)
; Waks, Graciela ; Doval, Jimena
; Angueyra, Jerónimo Otros responsables
Fecha
01/2025
Editorial
Universidad de Los Andes. Facultad de Ciencias Sociales
Revista
Antípoda
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
1900-5407
eISSN
2011-4273
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
En este trabajo se analiza la monumentalidad conmemorativa de la batalla de San Carlos. Para ello se revisa la evidencia material, documental y la memoria oral de los casi cien años de paisaje monumental (1935-2024) en el paraje Los Cuatro Vientos (Bolívar, Buenos Aires, Argentina), en una serie de fases constitutivas. El estudio de estos paisajes como activadores de memoria contribuye a problematizar su función frente a la construcción de discursos hegemónicos que se superponen, permanecen y entran en tensión en su devenir y los actores implicados. El objetivo de este artículo será comprender la existencia del monumento como parte de los discursos imperantes y la coyuntura sociohistórica de cada etapa como parte de su historia social. La arqueología, como ciencia de las huellas, puede dar cuenta de fases o etapas monumentales, así como también de intentos de borramiento, daño o pérdidas por el accionar del tiempo y los elementos, al vislumbrar los múltiples sentidos plausibles de ser excavados tanto metafórica como literalmente. Lejos de constituirse como un paisaje estático, sigue en constante redefinición por medio de nuevos significados, actores sociales, actos conmemorativos y performáticos. De esta manera, en la contemporaneidad coexisten discursos y materialidades antagónicas. Como toda representación del pasado, el monumento es selectivo en relación con los acontecimientos pretéritos. Aporta tanto al recuerdo como al olvido, incluye y excluye, exalta y oculta, otorga voz y silencia. Este monumento buscó materializar, en su origen, el triunfo de la civilización sobre la barbarie del desierto, siendo el indígena el enemigo vencido y relegado a la invisibilidad que presupone su incorporación forzosa al Estado nación argentino. Pero los vencidos y su memoria siguieron y siguen latentes en la ciudad y en los pliegues del paisaje.
This article explores the commemorative monumentality of the Battle of San Carlos, focusing on material evidence, documentary sources, and oral memory spanning nearly a century of monumental landscape (1935- 2024) at the site of Los Cuatro Vientos (Bolívar, Buenos Aires, Argentina). By examining these landscapes as activators of memory, this study sheds light on their role in shaping and perpetuating hegemonic discourses that overlap, persist, and conflict over time, as well as the social actors involved. The objective is to understand the monument’s place within dominant narratives and the sociohistorical context of each period as part of its social history. Archaeology, as a science of traces, reveals not only the phases or stages of monumentality but also attempts at erasure, damage, or decay due to time and environmental factors, uncovering multiple layers of meaning that can be excavated both literally and metaphorically. Far from being a static landscape, the site is continually redefined through new meanings, social actors, commemorative practices, and performative actions. In contemporary times, conflicting discourses and materialities coexist within the landscape. Like all representations of the past, the monument selectively relates to historical events, contributing to both remembrance and oblivion, including and excluding, exalting and concealing, amplifying certain voices while silencing others. Initially, this monument was intended to symbolize the triumph of civilization over the so-called barbarism of the desert, casting the indigenous population as the defeated, relegated to invisibility through their forced incorporation into the Argentine nation-state. However, the memory of the defeated persists, latent within the city and embedded in the landscape’s folds.
Neste artigo, é analisada a monumentalidade comemorativa da batalha de San Carlos. Para isso, são revisadas as evidências materiais e documentais e a memória oral dos quase 100 anos de paisagem monumental (1935-2024) na área de Los Cuatro Vientos (Bolívar, Buenos Aires, Argentina), em uma série de fases constitutivas. O estudo dessas paisagens, como ativadoras da memória, contribui para problematizar sua função na construção de discursos hegemônicos que se sobrepõem, permanecem e entram em tensão em seu desenvolvimento e nos atores envolvidos. O objetivo deste artigo é compreender a existência do monumento como parte dos discursos dominantes e a conjuntura sócio-histórica de cada etapa como parte de sua história social. A arqueologia, como ciência dos vestígios, pode dar conta das fases ou estágios monumentais, bem como das tentativas de apagamento, dano ou perda pela ação do tempo e dos elementos, vislumbrando os múltiplos significados plausíveis de serem escavados tanto metafórica quanto literalmente. Longe de ser constituída como paisagem estática, ela permanece em constante redefinição por meio de novos significados, atores sociais, atos comemorativos e performativos. Dessa forma, discursos e materialidades antagônicos coexistem na contemporaneidade. Como qualquer representação do passado, o monumento é seletivo em relação a eventos passados. Ele contribui tanto para a lembrança quanto para o esquecimento, inclui e exclui, exalta e oculta, dá voz e silencia. Esse monumento buscou materializar, em sua origem, o triunfo da civilização sobre a barbárie do deserto, sendo o indígena o inimigo derrotado e relegado à invisibilidade que pressupõe sua incorporação forçada ao Estado-Nação argentino. Mas os vencidos e sua memória permaneceram e permanecem latentes na cidade e nas brechas da paisagem.
This article explores the commemorative monumentality of the Battle of San Carlos, focusing on material evidence, documentary sources, and oral memory spanning nearly a century of monumental landscape (1935- 2024) at the site of Los Cuatro Vientos (Bolívar, Buenos Aires, Argentina). By examining these landscapes as activators of memory, this study sheds light on their role in shaping and perpetuating hegemonic discourses that overlap, persist, and conflict over time, as well as the social actors involved. The objective is to understand the monument’s place within dominant narratives and the sociohistorical context of each period as part of its social history. Archaeology, as a science of traces, reveals not only the phases or stages of monumentality but also attempts at erasure, damage, or decay due to time and environmental factors, uncovering multiple layers of meaning that can be excavated both literally and metaphorically. Far from being a static landscape, the site is continually redefined through new meanings, social actors, commemorative practices, and performative actions. In contemporary times, conflicting discourses and materialities coexist within the landscape. Like all representations of the past, the monument selectively relates to historical events, contributing to both remembrance and oblivion, including and excluding, exalting and concealing, amplifying certain voices while silencing others. Initially, this monument was intended to symbolize the triumph of civilization over the so-called barbarism of the desert, casting the indigenous population as the defeated, relegated to invisibility through their forced incorporation into the Argentine nation-state. However, the memory of the defeated persists, latent within the city and embedded in the landscape’s folds.
Neste artigo, é analisada a monumentalidade comemorativa da batalha de San Carlos. Para isso, são revisadas as evidências materiais e documentais e a memória oral dos quase 100 anos de paisagem monumental (1935-2024) na área de Los Cuatro Vientos (Bolívar, Buenos Aires, Argentina), em uma série de fases constitutivas. O estudo dessas paisagens, como ativadoras da memória, contribui para problematizar sua função na construção de discursos hegemônicos que se sobrepõem, permanecem e entram em tensão em seu desenvolvimento e nos atores envolvidos. O objetivo deste artigo é compreender a existência do monumento como parte dos discursos dominantes e a conjuntura sócio-histórica de cada etapa como parte de sua história social. A arqueologia, como ciência dos vestígios, pode dar conta das fases ou estágios monumentais, bem como das tentativas de apagamento, dano ou perda pela ação do tempo e dos elementos, vislumbrando os múltiplos significados plausíveis de serem escavados tanto metafórica quanto literalmente. Longe de ser constituída como paisagem estática, ela permanece em constante redefinição por meio de novos significados, atores sociais, atos comemorativos e performativos. Dessa forma, discursos e materialidades antagônicos coexistem na contemporaneidade. Como qualquer representação do passado, o monumento é seletivo em relação a eventos passados. Ele contribui tanto para a lembrança quanto para o esquecimento, inclui e exclui, exalta e oculta, dá voz e silencia. Esse monumento buscou materializar, em sua origem, o triunfo da civilização sobre a barbárie do deserto, sendo o indígena o inimigo derrotado e relegado à invisibilidade que pressupõe sua incorporação forçada ao Estado-Nação argentino. Mas os vencidos e sua memória permaneceram e permanecem latentes na cidade e nas brechas da paisagem.
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