El Bestiario femenino de Gabriela Rivera: monstruas, desechos y restos

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Fecha
06/2020
Editorial
Instituto Latinoamericano de Estudios Críticos Animales
Revista
Revista Latinoamericana de Estudios Críticos Animales
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Institución organizadora
ISSN
2346-920X
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo reflexiona sobre las máscaras humano-animal del Bestiario (2012-2018) de Gabriela Rivera, donde explora, en el género del autorretrato, la forma en que el discurso patriarcal disciplina y moraliza a las mujeres. Nos interesa problematizar cómo las mujeres y los animales son considerados vidas devaluadas y sus cuerpos desechables. En un primer momento analizaremos la vida devaluada de las mujeres a través de la noción de monstrua, concibiéndola como híbrido mujer-animal y como desviación de comportamiento con respecto a la norma social patriarcal. En un segundo momento, nos detendremos en los residuos orgánicos de animales con los que la artista realiza las máscaras. Las nociones de desecho y resto nos permitirán establecer la conexión entre los cuerpos feminizados y cuerpos animales, entendiéndolos como prescindible e, incluso, eliminable, pero también como aquello que vuelve a modo de resistencia.
Este artigo reflete sobre as máscaras humano-animal do Bestiario de Gabriela Rivera, que explora, valendo-se do gênero do autorretrato, a forma pela qual o discurso patriarcal disciplina e moraliza as mulheres. Interessa-nos problematizar em que medida as mulheres e os animais são considerados vidas sem valor e corpos descartáveis. Em primeiro lugar, analisaremos a desvalorização da vida das mulheres através da noção de monstra, concebendo-a como híbrido mulher-animal e como desviante do comportamento relativo à norma social patriarcal. Em segundo lugar, iremos nos deter aos resíduos orgânicos dos animais, com os quais a artista cria as máscaras. As noções de dejeto e de resto nos permitem estabelecer a conexão entre os corpos feminizados e os corpos animais, entendendo-os como descartáveis e, inclusive, elimináveis, mas também como aqueles que se tornam resistência.
This article reflects on the human-animal mask of Gabriela Rivera’s Bestiario (2012-2018), where she explores, in the self-portrait genre, the way in which the patriarchal discourse disciplines and moralizes women. We are interested in problematizing how women and animals are considered as devalued lives and their bodies as disposable. At first we will analyze the devalued life of women through the notion of monstrua (female monster), which is understanding as a woman-animal hybrid, and as a deviation from behavior norms in patriarchal society. Subsequently, we will consider the organic animal waste with the artist makes the mask. The notions of waste and remains will allows us to establish the connection between feminized and animal bodies, understanding them as dispensable, and even, eliminable, but also as that which returns as resistance.
Este artigo reflete sobre as máscaras humano-animal do Bestiario de Gabriela Rivera, que explora, valendo-se do gênero do autorretrato, a forma pela qual o discurso patriarcal disciplina e moraliza as mulheres. Interessa-nos problematizar em que medida as mulheres e os animais são considerados vidas sem valor e corpos descartáveis. Em primeiro lugar, analisaremos a desvalorização da vida das mulheres através da noção de monstra, concebendo-a como híbrido mulher-animal e como desviante do comportamento relativo à norma social patriarcal. Em segundo lugar, iremos nos deter aos resíduos orgânicos dos animais, com os quais a artista cria as máscaras. As noções de dejeto e de resto nos permitem estabelecer a conexão entre os corpos feminizados e os corpos animais, entendendo-os como descartáveis e, inclusive, elimináveis, mas também como aqueles que se tornam resistência.
This article reflects on the human-animal mask of Gabriela Rivera’s Bestiario (2012-2018), where she explores, in the self-portrait genre, the way in which the patriarchal discourse disciplines and moralizes women. We are interested in problematizing how women and animals are considered as devalued lives and their bodies as disposable. At first we will analyze the devalued life of women through the notion of monstrua (female monster), which is understanding as a woman-animal hybrid, and as a deviation from behavior norms in patriarchal society. Subsequently, we will consider the organic animal waste with the artist makes the mask. The notions of waste and remains will allows us to establish the connection between feminized and animal bodies, understanding them as dispensable, and even, eliminable, but also as that which returns as resistance.
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