La investigación sobre educación en América Latina: perspectivas epistémicas y políticas

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Fecha
05/2026
Editorial
Universidad Nacional de Córdoba. Facultad de Filosofía y Humanidades
Revista
Cuadernos de Educación
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Institución organizadora
ISSN
2344-9152
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Idioma
Español
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Resumen
Este ensayo examina las condiciones estructurales que enmarcan la producción de conocimiento educativo en América Latina y el Caribe. Partiendo del reconocimiento de la región como la más desigual del planeta, se analizan tres vectores que atraviesan y condicionan la investigación: la desigualdad en sus múltiples dimensiones, la colonialidad epistémica y la dependencia cultural y política, y la privatización creciente de la educación superior. A partir de datos comparativos sobre investigadores por habitante y sobre matrícula universitaria, se argumenta que la brecha entre el norte y el sur global no solo se expresa en recursos, sino en los marcos conceptuales desde los cuales se produce conocimiento y en el lugar subordinado que se le otorga al sur como productor de teoría. Frente a este diagnóstico, el ensayo defiende la necesidad de que los y las investigadoras latinoamericanas construyan agendas propias, marcos teóricos situados y metodologías que respondan a las realidades del continente, especialmente en el contexto de avance de las derechas radicalizadas que atacan lo público, la perspectiva de derechos y las ciencias sociales.
This essay examines the structural conditions framing educational knowledge production in Latin America and the Caribbean. Starting from the recognition of the region as the world’s most unequal, it analyzes three vectors that cut across and shape research: inequality in its multiple dimensions, epistemic and political coloniality, and the growing privatization of higher education. Drawing on comparative data on researchers per capita and university enrollment, it argues that the gap between the Global North and South is expressed not only in resources but also in the conceptual frameworks from which knowledge is produced and in the subordinate position assigned to the South as a producer of theory. Against this backdrop, the essay advocates for Latin American researchers to build their own agendas, situated theoretical frameworks, and methodologies responsive to continental realities, especially in the current context of advancing radical right movements that attack the public sphere, a rights-based perspective, and the social sciences.
Este ensaio examina as condições estruturais que enquadram a produção de conhecimento educacional na América Latina e no Caribe. Partindo do reconhecimento da região como a mais desigual do planeta, analisam-se três vetores que atravessam e condicionam a pesquisa: a desigualdade em suas múltiplas dimensões, a colonialidade epistêmica e política, e a crescente privatização da educação superior. Com base em dados comparativos sobre pesquisadores por habitante e sobre a matrícula universitária, argumenta-se que a lacuna entre o norte e o sul globais não se expressa apenas em recursos, mas também nos marcos conceituais a partir dos quais o conhecimento é produzido, e no lugar subordinado atribuído ao sul como produtor de teoria. Diante desse diagnóstico, o ensaio sustenta a necessidade de que pesquisadoras e pesquisadores latino-americanos construam agendas próprias, marcos teóricos situados e metodologias que respondam às realidades da região, especialmente no contexto de avanço das direitas radicalizadas que buscam enfraquecer o público, a perspectiva de direitos e as ciências sociais.
This essay examines the structural conditions framing educational knowledge production in Latin America and the Caribbean. Starting from the recognition of the region as the world’s most unequal, it analyzes three vectors that cut across and shape research: inequality in its multiple dimensions, epistemic and political coloniality, and the growing privatization of higher education. Drawing on comparative data on researchers per capita and university enrollment, it argues that the gap between the Global North and South is expressed not only in resources but also in the conceptual frameworks from which knowledge is produced and in the subordinate position assigned to the South as a producer of theory. Against this backdrop, the essay advocates for Latin American researchers to build their own agendas, situated theoretical frameworks, and methodologies responsive to continental realities, especially in the current context of advancing radical right movements that attack the public sphere, a rights-based perspective, and the social sciences.
Este ensaio examina as condições estruturais que enquadram a produção de conhecimento educacional na América Latina e no Caribe. Partindo do reconhecimento da região como a mais desigual do planeta, analisam-se três vetores que atravessam e condicionam a pesquisa: a desigualdade em suas múltiplas dimensões, a colonialidade epistêmica e política, e a crescente privatização da educação superior. Com base em dados comparativos sobre pesquisadores por habitante e sobre a matrícula universitária, argumenta-se que a lacuna entre o norte e o sul globais não se expressa apenas em recursos, mas também nos marcos conceituais a partir dos quais o conhecimento é produzido, e no lugar subordinado atribuído ao sul como produtor de teoria. Diante desse diagnóstico, o ensaio sustenta a necessidade de que pesquisadoras e pesquisadores latino-americanos construam agendas próprias, marcos teóricos situados e metodologias que respondam às realidades da região, especialmente no contexto de avanço das direitas radicalizadas que buscam enfraquecer o público, a perspectiva de direitos e as ciências sociais.
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