Artículo

Juventudes Rurales Cooperativistas en Argentina: La Mesa de Juventudes de CONINAGRO (2010-2021)

de Arce, Alejandra Evelia Icon; Mateo, Graciela

Otros responsables

Fecha

05/2022

Editorial

Universidad Cooperativa de Colombia

Revista

Cooperativismo & Desarrollo

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Institución organizadora

ISSN

0120-7180

eISSN

2382-4220

ISBN

Idioma

Español

Tipo del evento

Resumen

El cooperativismo apuesta a la participación juvenil para asegurar la pervivencia y renovación del modelo. En Argentina, las agrocooperativas promueven la formación de los jóvenes para el recambio generacional de su dirigencia, en vistas al traspaso de las actividades productivas y de gestión en las explotaciones rurales y como ciudadanos comprometidos con el desarrollo de sus comunidades. Desde una metodología cualitativa, el artículo propone un estudio de caso fundado en el cotejo de diversas fuentes (bibliografía especializada; publicaciones periódicas cooperativas; publicaciones oficiales, censos agropecuarios y relevamientos de las agencias de Economía Social; estatutos; reglamentos; página web oficial, entrevistas a informantes clave). Mediante el análisis de contenido, reconstruye los antecedentes y la conformación de la Mesa de Juventudes de CONINAGRO, sus estrategias, misiones, visiones, la composición de las dirigencias en clave de género y los modos en que se los capacita para el recambio en el liderazgo. El estudio permitió relevar las actividades realizadas por esta organización juvenil, y percibir los obstáculos que enfrenta, algunos no reconocidos o percibidos por los propios actores que reproducen conductas asumidas por la Confederación madre. A pesar del énfasis con que las cooperativas agrarias insisten desde el discurso y a través de distintas estrategias en la formación juvenil, se ha verificado que persisten en el modelo desigualdades de género y generacionales en el acceso a los espacios de decisión de esta central confederada.
Cooperativism is committed to youth participation to ensure the survival and renewal of this economic model. Argentine agro-cooperatives promote the training of young people. These actions are meant to look forward to the generational change in the leadership and to the transfer of productive and management activities in rural farms. The article proposes a case study based on the collation of various sources (specialized bibliography; cooperative periodicals; official publications, surveys of Social Economy agencies; statutes; regulations; official website, interviews to key informants) and a qualitative methodology. Through content analysis, we reconstruct the background and the formation of the Youth Board, its missions, visions, some of the training strategies implemented by the Board in order to facilitate the change in leadership and an analysis of its gender practices. Throughout our investigation we reconstructed some of the activities carried out by this youth organization -from its creation in 2010 to the election of its first female president in 2021-and were able to perceive the obstacles it faced. Some of them were not recognized or perceived by the youth who tended to reproduce behaviors assumed by CONINAGRO. Despite the emphasis with which the agrarian cooperatives insist from the discourse and through different strategies in youth training, the persistence of gender and generational inequalities in access to the decision-making spaces of this confederated central can be glimpsed.
O cooperativismo aposta na participação juvenil para garantir a sobrevivência e renovação do modelo. Na Argentina, as agrocooperativas promovem a formação de jovens para a substituição geracional de suas lideranças, tendo em vista a transferência de atividades produtivas e gerenciais em fazendas rurais. A partir de uma metodologia qualitativa, o artigo propõe um percurso histórico sobre a formação da juventude cooperativa na agricultura argentina durante o século XX e, em seguida, analisa o caso da Junta Juvenil da Confederação Intercooperativa Agropecuária Limitada (CONINAGRO). O estudo baseia-se na comparação de várias fontes (bibliografia especializada; periódicos cooperativos; publicações oficiais e inquéritos das agências da Economia Social; estatutos; regulamentos; páginas web oficiais, entrevistas com informantes-chave). Por meio da análise de conteúdo, reconstrói a trajetória e a formação da Diretoria Juvenil, suas missões, visões, algumas das estratégias de formação implementadas pela Diretoria para facilitar a mudança de liderança e uma análise de suas práticas de gênero. O estudo permitiu destacar algumas das atividades desenvolvidas por esta organização juvenil -desde sua criação em 2010 até a eleição de sua primeira mulher presidente em 2021- voltadas para a substituição de lideranças, e perceber os obstáculos que ela enfrenta, alguns não reconhecidos ou percebidos pelos próprios atores que reproduzem comportamentos assumidos pela Confederação matriz. Apesar da ênfase com que as cooperativas agrárias insistem a partir do discurso e por meio de diferentes estratégias na formação de jovens, pode-se vislumbrar a persistência das desigualdades de gênero e geracionais no acesso aos espaços decisórios dessa central confederada.

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