Caudillos invencibles: Legitimación, coerción y cooptación como estrategias de reproducción de poder de los gobernadores. El caso de Gildo Insfrán (1995-2025)

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Fecha
10/2025
Editorial
Universidad de los Andes
Revista
Colombia Internacional
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Institución organizadora
ISSN
0121-5612
eISSN
1900-6004
ISBN
Idioma
Español
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Resumen
Objetivo/contexto: este artículo analiza las estrategias de continuidad política desplegadas por los gobernadores en contextos de pluralismo limitado, a partir del estudio de caso de Gildo Insfrán, quien ejerce de manera ininterrumpida la gobernación de la provincia de Formosa, Argentina, desde 1995. Metodología: la investigación se basa en un estudio de caso, estrategia metodológica que permite rastrear mecanismos causales y comprender fenómenos complejos en contextos específicos. El trabajo empírico se apoyó en la triangulación de fuentes —documentos oficiales, prensa local, bibliografía especializada y estadísticas electorales— complementada con entrevistas en profundidad a actores clave de la provincia. Estas fueron seleccionadas mediante la técnica de muestreo en bola de nieve, lo que permitió acceder a informantes relevantes y obtener perspectivas diversas. Conclusiones: el caso de Insfrán representa un ejemplo extremo de permanencia en el poder en un contexto subnacional. Si bien la ausencia de alternancia erosiona la calidad democrática en la provincia, la combinación de estrategias iliberales con la construcción de legitimidad ha consolidado un liderazgo político exitoso y duradero. Se argumenta que la continuidad de Insfrán se sustenta en tres estrategias: legitimidad, coerción y cooptación. La legitimidad se vincula con la gestión y la provisión de bienes públicos asegurando respaldo ciudadano a través de beneficios tangibles. La coerción, combinada con el control territorial, constituye un soporte fundamental del gobernador, aunque se implementa en su modalidad de baja intensidad para reducir costos políticos y evitar que el gobernador sea percibido como el responsable directo. La cooptación proyecta una imagen de pluralismo al incluir actores opositores, pero simultáneamente fragmenta y debilita a la oposición. Originalidad: este artículo ofrece un análisis integral del sostenimiento del poder en Formosa articulando enfoques de la política comparada con un estudio de caso detallado. Su aporte se inscribe en el debate sobre la democratización subnacional y la alternancia en sistemas políticos cerrados proporcionando una perspectiva clave para comprender la dinámica del poder en estos contextos.
Objective/context: This article analyses the strategies of political continuity employed by governors in contexts of limited pluralism, based on the case study of Gildo Insfrán, who has continuously governed the province of Formosa, Argentina, since 1995. Methodology: The research relies on a case study, a methodological strategy that enables the tracing of causal mechanisms and the understanding of complex phenomena in specific contexts. The empirical work draws on the triangulation of sources-official documents, local press, specialized literature, and electoral statistics-complemented by in-depth interviews with key provincial actors. These were selected through a snowball sampling technique, which facilitated access to relevant informants and provided diverse perspectives. Conclusions: The case of Insfrán represents an extreme example of prolonged tenure in power at the subnational level. While the absence of alternation undermines democratic quality in the province, the combination of illiberal strategies with the construction of legitimacy has consolidated a successful and enduring political leadership. The article argues that Insfrán's continuity rests on three strategies: legitimacy, coercion, and cooptation. Legitimacy is tied to governance and the provision of public goods, securing citizen support through tangible benefits. Coercion, combined with territorial control, constitutes a fundamental pillar of gubernatorial power, though it is implemented in a low-intensity form to reduce political costs and prevent the governor from being directly perceived as responsible. Cooptation projects an image of pluralism by incorporating opposition actors, while simultaneously fragmenting and weakening the opposition. Originality: This article offers a comprehensive analysis of power maintenance in Formosa, linking approaches from comparative politics with a detailed case study. Its contribution lies in the debate on subnational democratization and alternation in closed political systems, providing a key perspective for understanding power dynamics in such contexts.
Objetivo/contexto: este artigo analisa as estratégias de continuidade política empregadas por governadores em contextos de pluralismo limitado, a partir do estudo de caso de Gildo Insfrán, que exerce ininterruptamente o governo da província de Formosa, Argentina, desde 1995. Metodologia: a pesquisa baseia-se em um estudo de caso, estratégia metodológica que permite rastrear mecanismos causais e compreender fenômenos complexos em contextos específicos. O trabalho empírico apoiou-se na triangulação de fontes - documentos oficiais, imprensa local, bibliografia especializada e estatísticas eleitorais - complementadas por entrevistas em profundidade com atores-chave da província. Estas foram selecionadas por meio da técnica de amostragem em bola de neve, o que possibilitou o acesso a informantes relevantes e a obtenção de perspectivas diversas. Conclusões: o caso de Insfrán representa um exemplo extremo de permanência no poder em nível subnacional. Embora a ausência de alternância comprometa a qualidade democrática na província, a combinação de estratégias iliberais com a construção de legitimidade consolidou uma liderança política bem-sucedida e duradoura. Argumenta-se que a continuidade de Insfrán se sustenta em três estratégias: legitimidade, coerção e cooptação. A legitimidade está vinculada à gestão e à provisão de bens públicos, garantindo apoio cidadão por meio de benefícios tangíveis. A coerção, combinada com o controle territorial, constitui um pilar fundamental do poder do governador, ainda que seja implementada em baixa intensidade para reduzir custos políticos e evitar que ele seja percebido como responsável direto. A cooptação projeta uma imagem de pluralismo ao incluir atores opositores, mas ao mesmo tempo fragmenta e enfraquece a oposição. Originalidade: este artigo oferece uma análise abrangente da manutenção do poder em Formosa, articulando enfoques da política comparada com um estudo de caso detalhado. Sua contribuição insere-se no debate sobre democratização subnacional e alternância em sistemas políticos fechados, fornecendo uma perspectiva fundamental para compreender a dinâmica do poder nesses contextos.
Objective/context: This article analyses the strategies of political continuity employed by governors in contexts of limited pluralism, based on the case study of Gildo Insfrán, who has continuously governed the province of Formosa, Argentina, since 1995. Methodology: The research relies on a case study, a methodological strategy that enables the tracing of causal mechanisms and the understanding of complex phenomena in specific contexts. The empirical work draws on the triangulation of sources-official documents, local press, specialized literature, and electoral statistics-complemented by in-depth interviews with key provincial actors. These were selected through a snowball sampling technique, which facilitated access to relevant informants and provided diverse perspectives. Conclusions: The case of Insfrán represents an extreme example of prolonged tenure in power at the subnational level. While the absence of alternation undermines democratic quality in the province, the combination of illiberal strategies with the construction of legitimacy has consolidated a successful and enduring political leadership. The article argues that Insfrán's continuity rests on three strategies: legitimacy, coercion, and cooptation. Legitimacy is tied to governance and the provision of public goods, securing citizen support through tangible benefits. Coercion, combined with territorial control, constitutes a fundamental pillar of gubernatorial power, though it is implemented in a low-intensity form to reduce political costs and prevent the governor from being directly perceived as responsible. Cooptation projects an image of pluralism by incorporating opposition actors, while simultaneously fragmenting and weakening the opposition. Originality: This article offers a comprehensive analysis of power maintenance in Formosa, linking approaches from comparative politics with a detailed case study. Its contribution lies in the debate on subnational democratization and alternation in closed political systems, providing a key perspective for understanding power dynamics in such contexts.
Objetivo/contexto: este artigo analisa as estratégias de continuidade política empregadas por governadores em contextos de pluralismo limitado, a partir do estudo de caso de Gildo Insfrán, que exerce ininterruptamente o governo da província de Formosa, Argentina, desde 1995. Metodologia: a pesquisa baseia-se em um estudo de caso, estratégia metodológica que permite rastrear mecanismos causais e compreender fenômenos complexos em contextos específicos. O trabalho empírico apoiou-se na triangulação de fontes - documentos oficiais, imprensa local, bibliografia especializada e estatísticas eleitorais - complementadas por entrevistas em profundidade com atores-chave da província. Estas foram selecionadas por meio da técnica de amostragem em bola de neve, o que possibilitou o acesso a informantes relevantes e a obtenção de perspectivas diversas. Conclusões: o caso de Insfrán representa um exemplo extremo de permanência no poder em nível subnacional. Embora a ausência de alternância comprometa a qualidade democrática na província, a combinação de estratégias iliberais com a construção de legitimidade consolidou uma liderança política bem-sucedida e duradoura. Argumenta-se que a continuidade de Insfrán se sustenta em três estratégias: legitimidade, coerção e cooptação. A legitimidade está vinculada à gestão e à provisão de bens públicos, garantindo apoio cidadão por meio de benefícios tangíveis. A coerção, combinada com o controle territorial, constitui um pilar fundamental do poder do governador, ainda que seja implementada em baixa intensidade para reduzir custos políticos e evitar que ele seja percebido como responsável direto. A cooptação projeta uma imagem de pluralismo ao incluir atores opositores, mas ao mesmo tempo fragmenta e enfraquece a oposição. Originalidade: este artigo oferece uma análise abrangente da manutenção do poder em Formosa, articulando enfoques da política comparada com um estudo de caso detalhado. Sua contribuição insere-se no debate sobre democratização subnacional e alternância em sistemas políticos fechados, fornecendo uma perspectiva fundamental para compreender a dinâmica do poder nesses contextos.
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