“Para que el winka sepa que este territorio lo llamamos de otra forma”: producción de memorias y experiencias de territorio entre los mapuche de Norpatagonia
; Cañuqueo, Eliana Lorena 
Otros responsables
Fecha
06/2018
Editorial
Universidad de Buenos Aires. Facultad de Filosofía y Letras. Instituto de Ciencias Antropológicas
Revista
Runa
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ISSN
0325-1217
eISSN
1851-9628
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Idioma
Español
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Resumen
Este trabajo aborda la relación entre memoria y territorio a partir de revisar los sentidos que adquieren las prácticas del espacio de grupos mapuche en Norpatagonia en contextos de subordinación. La necesidad de definir territorio y ocupación tradicional para aplicar una política pública permitió dimensionar la importancia de los marcos de interpretación de estos grupos sobre los quiebres y continuidades entre presente y pasado. En estos marcos, el territorio se explica a partir de restaurar nociones de “hablar bien” (una comunicación anclada en la reciprocidad entre las personas y con el entorno) y de “movimiento” (en “campos abiertos”). Siguiendo los usos locales de estas nociones, nos proponemos mostrar cómo se va produciendo una experiencia compartida en torno al territorio, tanto al “levantar las palabras antiguas”, como al recordar las “andanzas” de sus antepasados.
This paper approaches the relation between memory and territory through the analysis of meanings attached to space practices of Mapuche groups in northern Patagonia in contexts of subordination. The meanings examined emerged during a workshop conducted within the framework of the implementation of National Law 26.160, involving indigenous territorial survey in Argentina. The need to define territory and traditional occupation in order to apply a public policy highlighted the importance of Mapuche interpretation frameworks regarding gaps and continuities between present and past. Within these frameworks, territory is explained by restoring notions about “speaking well” (a way of communication anchored in reciprocity between people and with the environment) and “movement” (“in open fields”). These notions are also defined in opposition to the practices of power based on “lies” and “imposition” that produced epistemic silence and territorial spoliation respectively.
O trabalho aborda a relação entre memória e território a partir da revisão dos sentidos que adquirem as práticas espaciais dos agrupamentos Mapuche na área norte da Patagônia em contextos de subordinação. A necessidade de definir território de ocupação tradicional e implementar uma política pública permitiu medir a importância dos marcos interpretativos Mapuche em relação às rupturas e continuidades entre o presente e o passado. Nestes marcos, o território é explicado pela restauração das noções de “falar bem” (um tipo de comunicação ancorado na reciprocidade entre as pessoas e o meio ambiente) e “movimento” (em “campos abertos”). Noções que também são definidas em oposição às práticas de poder baseadas nas “mentiras” e na “imposição” que produziu, respectivamente, o silêncio epistêmico e a expropriação territorial.
This paper approaches the relation between memory and territory through the analysis of meanings attached to space practices of Mapuche groups in northern Patagonia in contexts of subordination. The meanings examined emerged during a workshop conducted within the framework of the implementation of National Law 26.160, involving indigenous territorial survey in Argentina. The need to define territory and traditional occupation in order to apply a public policy highlighted the importance of Mapuche interpretation frameworks regarding gaps and continuities between present and past. Within these frameworks, territory is explained by restoring notions about “speaking well” (a way of communication anchored in reciprocity between people and with the environment) and “movement” (“in open fields”). These notions are also defined in opposition to the practices of power based on “lies” and “imposition” that produced epistemic silence and territorial spoliation respectively.
O trabalho aborda a relação entre memória e território a partir da revisão dos sentidos que adquirem as práticas espaciais dos agrupamentos Mapuche na área norte da Patagônia em contextos de subordinação. A necessidade de definir território de ocupação tradicional e implementar uma política pública permitiu medir a importância dos marcos interpretativos Mapuche em relação às rupturas e continuidades entre o presente e o passado. Nestes marcos, o território é explicado pela restauração das noções de “falar bem” (um tipo de comunicação ancorado na reciprocidade entre as pessoas e o meio ambiente) e “movimento” (em “campos abertos”). Noções que também são definidas em oposição às práticas de poder baseadas nas “mentiras” e na “imposição” que produziu, respectivamente, o silêncio epistêmico e a expropriação territorial.
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