“El Merendero es un lugar donde estamos juntos”: Apuntes sobre las relaciones intergeneracionales en un espacio de Educación Popular para/con niñxs en el sur del conurbano bonaerense

Otros responsables
Fecha
12/2024
Editorial
Colegio de Graduados en Antropología de la República Argentina
Revista
Publicar en Antropología y Ciencias Sociales
Título del libro
Nombre del evento
Fecha del evento
Institución organizadora
ISSN
0327-6627
eISSN
2250-7671
ISBN
Idioma
Español
Tipo del evento
Clasificación temática
Palabras clave
Resumen
Se presenta en este escrito un análisis de las producciones visuales de un proyecto de Educación Popular con niñxs, donde realicé mi investigación doctoral (2018-2024) y en el cual me desempeño como educadora desde 2008. A partir de un sostenido trabajo de campo y una revisión detenida de un gran corpus de fotografías, de las cuales la mayoría circula en sus redes digitales públicas, emergió una suerte de patrón visual de las relaciones entre niñxs y adultxs de distintas edades, que se encarnaba en una figura particular: la de la conversación. Ésta, de carácter intergeneracional, resultó ser fundamental en el proyecto de Educación Popular analizado, que no apunta sólo a la enseñanza de contenidos concretos, sino a la constitución de ciertos modos de relacionarse entre niñxs y adultxs que se diferencian tanto de los vínculos familiares como de los establecidos en los espacios de educación formal, como es la escuela. Esa configuración singular se presentará aquí como una particular forma de participación de las infancias, que contrapone dos figuras vinculadas a la enseñanza: el estudio y el aprendizaje. La mediación de los afectos, cuidados y emociones demostró ser clave en lo que lxs propixs niñxs definen como “aprender”. Los lazos intergeneracionales analizados buscaron disputar los patrones adultocéntricos hegemónicos, que deslegitiman la validez de las infancias como interlocutores en la arena comunitaria, apuntalando de ese modo lo que se ha entendido en tiempos recientes como “perspectiva niña”, que incluye tanto a las niñeces como a lxs adultxs involucradxs.
This paper presents an analysis of the visual productions of a Popular Education project with children, where I carried out my doctoral research (2018-2024) and in which I have worked as an educator since 2008. Based on sustained field work and a careful review of their thousands of photographs, most of which circulate on their public digital networks, a kind of visual pattern of the relationships between children and adults of different ages emerged, which was embodied in a particular figure: that of conversation. Its intergenerational character turned out to be fundamental in the Popular Education project analysed, which not only aims at teaching specific contents, but also at the constitution of certain ways of relating between children and adults that differ from both family ties and those established in formal educational spaces, such as schools. This singular configuration will be presented here as a particular form of child participation, which contrasts two figures linked to teaching: study and learning. The mediation of affects, care and emotions proved to be key in what the children themselves define as “learning”. The intergenerational ties analysed sought to contest hegemonic adult-centric patterns that delegitimise the validity of children as interlocutors in the community arena, thereby underpinning what has been understood in recent times as the “child perspective”, which includes both children and the adults involved.
Este artigo apresenta uma análise das produções visuais de um projeto de Educação Popular com crianças, onde realizei minha pesquisa de doutorado (2018-2024) e no qual atuo como educador desde 2008. Baseado em trabalho de campo sustentado e em uma revisão cuidadosa das suas milhares de fotografias, a maior parte das quais circula nas próprias redes digitais públicas, emergiu uma espécie de padrão visual das relações entre crianças e adultos de diferentes idades que se materializou numa figura particular: a da conversa. O seu carácter intergeracional revelou-se fundamental no projeto de Educação Popular analisado, que visa não só o ensino de conteúdos específicos, mas também a constituição de determinados modos de relacionamento entre crianças e adultos que se diferenciam tanto dos laços familiares como dos estabelecidos em espaços educativos formais como, por exemplo, a escola. Essa configuração singular será apresentada aqui como uma forma particular de participação infantil, que contrapõe duas figuras ligadas ao ensino: o estudo e a aprendizagem. A mediação dos afetos, dos cuidados e das emoções revelou-se fundamental no que as próprias crianças definem como “aprendizagem”. Os laços intergeracionais analisados procuraram contestar os padrões hegemónicos adultocêntricos que deslegitimam a validade das crianças como interlocutores na arena comunitária, sustentando assim o que tem vindo a ser entendido nos últimos tempos como a “perspectiva infantil”, que inclui tanto as crianças como adultos.
This paper presents an analysis of the visual productions of a Popular Education project with children, where I carried out my doctoral research (2018-2024) and in which I have worked as an educator since 2008. Based on sustained field work and a careful review of their thousands of photographs, most of which circulate on their public digital networks, a kind of visual pattern of the relationships between children and adults of different ages emerged, which was embodied in a particular figure: that of conversation. Its intergenerational character turned out to be fundamental in the Popular Education project analysed, which not only aims at teaching specific contents, but also at the constitution of certain ways of relating between children and adults that differ from both family ties and those established in formal educational spaces, such as schools. This singular configuration will be presented here as a particular form of child participation, which contrasts two figures linked to teaching: study and learning. The mediation of affects, care and emotions proved to be key in what the children themselves define as “learning”. The intergenerational ties analysed sought to contest hegemonic adult-centric patterns that delegitimise the validity of children as interlocutors in the community arena, thereby underpinning what has been understood in recent times as the “child perspective”, which includes both children and the adults involved.
Este artigo apresenta uma análise das produções visuais de um projeto de Educação Popular com crianças, onde realizei minha pesquisa de doutorado (2018-2024) e no qual atuo como educador desde 2008. Baseado em trabalho de campo sustentado e em uma revisão cuidadosa das suas milhares de fotografias, a maior parte das quais circula nas próprias redes digitais públicas, emergiu uma espécie de padrão visual das relações entre crianças e adultos de diferentes idades que se materializou numa figura particular: a da conversa. O seu carácter intergeracional revelou-se fundamental no projeto de Educação Popular analisado, que visa não só o ensino de conteúdos específicos, mas também a constituição de determinados modos de relacionamento entre crianças e adultos que se diferenciam tanto dos laços familiares como dos estabelecidos em espaços educativos formais como, por exemplo, a escola. Essa configuração singular será apresentada aqui como uma forma particular de participação infantil, que contrapõe duas figuras ligadas ao ensino: o estudo e a aprendizagem. A mediação dos afetos, dos cuidados e das emoções revelou-se fundamental no que as próprias crianças definem como “aprendizagem”. Os laços intergeracionais analisados procuraram contestar os padrões hegemónicos adultocêntricos que deslegitimam a validade das crianças como interlocutores na arena comunitária, sustentando assim o que tem vindo a ser entendido nos últimos tempos como a “perspectiva infantil”, que inclui tanto as crianças como adultos.
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