El escepticismo crítico-lingüístico de Fritz Mauthner

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09/2025
Editorial
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Filosofia
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2526-110X
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Español
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Resumen
Fritz Mauthner (1849-1923) desarrolló su proyecto filosófico de una crítica dellenguaje como una profundización del criticismo iniciado por Kant. Sin embargo, a travésdel análisis de la naturaleza del lenguaje, llega a conclusiones escépticas radicales sobre laposibilidad de conocer el mundo. La interpretación más generalizada sostiene que la críticamauthneriana consiste en un escepticismo lingüístico-epistemológico con consecuenciasestrictamente negativas para la posibilidad del conocimiento e incluso para la viabilidad desu proyecto filosófico. Esta interpretación resulta problemática ya que, en diversas partes desu obra, Mauthner recupera elementos que pertenecen a otro tipo de escepticismo, cuyaspreocupaciones no se agotan en la posibilidad del conocimiento. Estos elementos, propiosdel escepticismo pirrónico, representan características cardinales para comprender supensamiento. En este trabajo me propongo mostrar cómo estos aspectos del pirronismoarticulan su filosofía con la labor crítica. La hipótesis que seguiré es que el escepticismoepistemológico ocupa un lugar fundamental para el desarrollo de su pensamiento, pero elproyecto crítico mauthneriano no se agota en la negación del conocimiento. Por esta razón, no debe ser entendido como exclusivamente epistemológico, sino como una forma originalde escepticismo al que denominaré “escepticismo crítico-lingüístico”.
Fritz Mauthner (1849-1923) desenvolveu seu projeto filosófico de uma crítica da linguagem como um aprofundamento da crítica iniciada por Kant. Entretanto, por meio da análise da natureza da linguagem, ele chegou a conclusões céticas radicais sobre a possibilidade de conhecer o mundo. A interpretação mais difundida sustenta que a crítica mauthneriana consiste em um ceticismo linguístico-epistemológico com consequências estritamente negativas para a possibilidade de conhecimento e até mesmo para a viabilidade de seu projeto filosófico. Essa interpretação é problemática, uma vez que, em várias partes de sua obra, Mauthner recupera elementos que pertencem a outro tipo de ceticismo cujas preocupações não se esgotam na possibilidade de conhecimento. Esses elementos, típicos do ceticismo pirrônico, representam características fundamentais para a compreensão de seu pensamento. Neste artigo, pretendo mostrar como esses aspectos do pirronismo articulam sua filosofia e seu trabalho crítico. A hipótese que seguirei é que o ceticismo epistemológico ocupa um lugar fundamental no desenvolvimento de seu pensamento, mas o projeto crítico de Mauthner não se esgota na negação do conhecimento. Por essa razão, ele não deve ser entendido como exclusivamente epistemológico, mas como uma forma original de ceticismo que chamarei de “ceticismo crítico-linguístico”.
Fritz Mauthner (1849-1923) desenvolveu seu projeto filosófico de uma crítica da linguagem como um aprofundamento da crítica iniciada por Kant. Entretanto, por meio da análise da natureza da linguagem, ele chegou a conclusões céticas radicais sobre a possibilidade de conhecer o mundo. A interpretação mais difundida sustenta que a crítica mauthneriana consiste em um ceticismo linguístico-epistemológico com consequências estritamente negativas para a possibilidade de conhecimento e até mesmo para a viabilidade de seu projeto filosófico. Essa interpretação é problemática, uma vez que, em várias partes de sua obra, Mauthner recupera elementos que pertencem a outro tipo de ceticismo cujas preocupações não se esgotam na possibilidade de conhecimento. Esses elementos, típicos do ceticismo pirrônico, representam características fundamentais para a compreensão de seu pensamento. Neste artigo, pretendo mostrar como esses aspectos do pirronismo articulam sua filosofia e seu trabalho crítico. A hipótese que seguirei é que o ceticismo epistemológico ocupa um lugar fundamental no desenvolvimento de seu pensamento, mas o projeto crítico de Mauthner não se esgota na negação do conhecimento. Por essa razão, ele não deve ser entendido como exclusivamente epistemológico, mas como uma forma original de ceticismo que chamarei de “ceticismo crítico-linguístico”.
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