“Lo quería hacer rápido, lo quería hacer ya”: Tiempos e intervalos durante el proceso de aborto
; Fernández Vázquez, Sandra Salomé 
Otros responsables
Fecha
04/2018
Editorial
Universidad del Estado de Rio de Janeiro. Instituto de Medicina Social. Centro Latinoamericano de Sexualidad y Derechos Humanos
Revista
Sexualidad, Salud y Sociedad
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Institución organizadora
ISSN
1984-6487
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Idioma
Español
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Resumen
Este artículo se propone, desde una perspectiva cualitativa, describir y analizar los tiempos durante el proceso de aborto en mujeres residentes en el Área Metropolitana de Buenos Aires, en base a cinco entrevistas en profundidad. Encontramos, en primer lugar, que el tiempo de gestación funciona como un cronómetro, que avanza de modo tan apremiante como la voluntad de interrumpirlo. En segundo lugar, identificamos el aborto como un proceso atravesado por los siguientes intervalos: 1) noticia del embarazo; 2) toma de la decisión de abortar; 3) búsqueda de información y establecimiento de vínculos; 4) obtención de la medicación; 5) toma de la medicación; y 6) expulsión y verificación del aborto. Las entrevistas dan cuenta de un escenario contradictorio, en el que la clandestinidad y la imposibilidad de nombrar el aborto en el entorno social se superponen con estrategias de resolución, individuales y colectivas.
A partir de uma perspectiva qualitativa, propomos descrever e analisar os tempos durante o processo de aborto entre mulheres residentes na Área Metropolitana de Buenos Aires, com base em cinco entrevistas em profundidade. Encontramos, em primeiro lugar, que o tempo de gestação funciona como um cronômetro que avança de modo tão coercivo como a vontade de interrompê-la. Em segundo lugar, identificamos o aborto como um processo atravessado pelos seguintes intervalos: 1) notícia da gravidez; 2) tomada da decisão de abortar; 3) busca de informação e estabelecimento de vínculos; 4) obtenção da medicação; 5) ingestão da medicação; 6) expulsão do feto e verificação do aborto. As entrevistas dão conta de um cenário contraditório em que a clandestinidade e a impossibilidade de nomear o aborto no entorno social se sobrepõem a estratégias de resolução, individuais e coletivas.
Adopting a qualitative perspective, five abortion experiences of women living in the Metropolitan Area of Buenos Aires are described and analysed through in-depth interviews. We found that the time of gestation is like a chronometer progressing as urgently as the willingness to interrupt the pregnancy. We also identified abortion as a process punctuated by the following intervals: 1) knowing about the pregnancy; 2) deciding to have the abortion; 3) searching for information and the establishment of networks; 4) obtaining the medication; 5) taking the medication; and 6) the expulsion of the fetus and the verification of the abortion. Interviews showed a contradictory scenario in which secrecy and the impossibility to name abortion in the social environment overlap with strategies both individual and collective to solve the issue.
A partir de uma perspectiva qualitativa, propomos descrever e analisar os tempos durante o processo de aborto entre mulheres residentes na Área Metropolitana de Buenos Aires, com base em cinco entrevistas em profundidade. Encontramos, em primeiro lugar, que o tempo de gestação funciona como um cronômetro que avança de modo tão coercivo como a vontade de interrompê-la. Em segundo lugar, identificamos o aborto como um processo atravessado pelos seguintes intervalos: 1) notícia da gravidez; 2) tomada da decisão de abortar; 3) busca de informação e estabelecimento de vínculos; 4) obtenção da medicação; 5) ingestão da medicação; 6) expulsão do feto e verificação do aborto. As entrevistas dão conta de um cenário contraditório em que a clandestinidade e a impossibilidade de nomear o aborto no entorno social se sobrepõem a estratégias de resolução, individuais e coletivas.
Adopting a qualitative perspective, five abortion experiences of women living in the Metropolitan Area of Buenos Aires are described and analysed through in-depth interviews. We found that the time of gestation is like a chronometer progressing as urgently as the willingness to interrupt the pregnancy. We also identified abortion as a process punctuated by the following intervals: 1) knowing about the pregnancy; 2) deciding to have the abortion; 3) searching for information and the establishment of networks; 4) obtaining the medication; 5) taking the medication; and 6) the expulsion of the fetus and the verification of the abortion. Interviews showed a contradictory scenario in which secrecy and the impossibility to name abortion in the social environment overlap with strategies both individual and collective to solve the issue.
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