Artículo

La crisis de las dictaduras: 50 años después

Tzeiman, Andrés Icon; Gorriti, Jacinta Icon

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Fecha

12/2025

Editorial

Universidade Estadual de Campinas

Revista

Critica Marxista

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ISSN

eISSN

2966-0165

ISBN

Idioma

Español

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Resumen

Cinquenta anos após a publicação de A crise das ditaduras, obra em que Nicos Poulantzas analisa os processos de crise e transição política em Portugal, Grécia e Espanha, este artigo retoma esse livro para destacar sua atualidade analítica. O texto enfatiza três eixos principais: a especificidade da dependência nessas formações sociais; o papel da geopolítica e das contradições interimperialistas na configuração e na crise das ditaduras; e os limites das redemocratizações pós-ditatoriais, marcadas por continuidades estatais e pela hegemonia burguesa. Contra leituras economicistas ou formalistas, Poulantzas propõe uma abordagem que considera a inserção de cada Estado na cadeia imperialista, ressaltando que, num capitalismo cada vez mais internacionalizado, dissociar o interno do externo implica uma distorção grave da análise. O artigo argumenta que sua reflexão antecipa debates atuais sobre o autoritarismo, ao apontar para a persistência de formas excepcionais de dominação mesmo em regimes democráticos. Ao articular dependência, Estado e autoritarismo, sua leitura oferece ferramentas valiosas para pensar os dilemas políticos contemporâneos nas condições do capitalismo atual.
Fifty years after the publication of The Crisis of the Dictatorships—in which Nicos Poulantzas analyzes the processes of political crisis and transition in Portugal, Greece, and Spain—this article revisits the book to underscore its enduring analytical relevance. It examines three key dimensions: the specificity of dependency in these social formations; the role of geopolitics and interimperialist contradictions in both shaping and destabilizing dictatorships; and the limits of post-dictatorial democratization, marked by state continuities and bourgeois hegemony. Challenging economistic and formalist interpretations, Poulantzas develops an approach that situates states within the imperialist chain, emphasizing that, in an increasingly internationalized capitalism, separating the internal from the external entails a serious distortion of the analysis. The article contends that Poulantzas’s analysis anticipates contemporary debates on authoritarianism by revealing how exceptional forms of domination persist within democratic regimes. By articulating the concepts of dependency, State, and authoritarianism, his framework provides critical tools for analyzing contemporary political challenges under current capitalism.

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