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Sovereign power, government and global liberalism’s crisis

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Fecha

12/2021

Editorial

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Instituto Brasileiro de Relações Internacionais

Revista

Contexto Internacional

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Institución organizadora

ISSN

0102-8529

eISSN

1982-0240

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Idioma

Inglés

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Resumen

For some time now a leading cause of debate among IR scholars has been the so-called Liberal International Order (LIO) and its assumed crisis. This article pierces this debate from a critical perspective asserting that different conceptions and analytics of power allow diverse questions on and diagnoses of liberalism in the global realm. With this objective, it confronts Ikenberry’s conception of LIO with the Foucauldian notion of liberalism. This is done by identifying the conception of power that underlies each notion of liberalism, assuming the former as performative. This way, it first defines two different conceptions of power: sovereign and governmental. Second, it links Ikenberry’s conception of LIO with the sovereign conception of power and points out the political and analytical effects of this relation, mainly, the hierarchical character of LIO and the consequent desire for a West-led world. Third, it develops Foucault’s conception of liberalism linked to governmental power and establishes some of its political and analytical effects: the importance of a heterarchical notion of power focused on the dimension of subject and subjectivity for the analysis of the present, and the political need to reflect on our practices of freedom.
Há algum tempo, uma das principais causas de debate entre os estudiosos de RI tem sido a chamada Ordem Liberal Internacional (OLI) e sua suposta crise. Este artigo intervém neste debate a partir de uma perspectiva crítica, afirmando que diferentes concepções e análises de poder permitem diversas questões e diagnósticos sobre o liberalismo no âmbito global. Com este objetivo, confronta a concepção da OLI de Ikenberry com a noção foucaultiana de liberalismo. Isto é feito identificando a concepção de poder que está subjacente a cada noção de liberalismo, assumindo a primeira como performativa. Desta forma, primeiro define duas concepções diferentes de poder: soberano e governamental. Em segundo lugar, vincula a concepção de OLI de Ikenberry com a concepção soberana de poder e aponta os efeitos políticos e analíticos desta relação, principalmente, o caráter hierárquico da OLI e o conseqüente desejo de um mundo liderado pelo Ocidente. Em terceiro lugar, desenvolve a concepção de Foucault do liberalismo ligado ao poder governamental e estabelece alguns de seus efeitos políticos e analíticos: a importância de uma noção heterárquica de poder centrada na dimensão do sujeito e da subjetividade para a análise do presente, e a necessidade política de refletir sobre nossas práticas de liberdade.

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